Resumo do Brasil Império


Chama-se de Brasil Império o período histórico do nosso país que se iniciou em 07 de setembro de 1822 (Independência) e 15 de novembro de 1889 (Proclamação da República), durando quase 68 anos.

Nesse período, ou em boa parte dele, o Brasil era governado por Monarcas, que nada mais eram do que os Imperadores. Um parlamento havia sido formado com o intuito de discutir e aprovar leis e era composto por deputados e senadores.

Foi assim, então, que o Brasil passou a ter a sua Constituição e por isso também nomeiam esse feito de Monarquia Parlamentar Constitucional.

Brasil Império

Entendendo o Primeiro Reinado

Nesse resumo do Brasil Império acrescentamos que ele foi dividido entre primeiro e segundo reinado. O Primeiro Reinado se iniciou quando o país se tornou independente de Portugal, em 1822, permanecendo ainda como uma Monarquia. O primeiro imperador dessa nova era foi D. Pedro que governou até 1831, antes de abdicar do trono e retornar a Portugal.

Antes mesmo da Independência, em meados de 1822, D. Pedro I havia convocado uma Assembleia Constituinte, tendo seus deputados escolhidos através do voto do povo.

Em maio de 1823 a Assembleia Constituinte passa a funcionar sob várias divergências e discussões acirradas. D. Pedro I queria uma Constituição que lhe desse ainda mais poderes e decisões.

Só que os deputados e senadores pretendiam fazer o inverso. Com o impasse ele decidiu acabar com a Assembleia e, assim, elaborar uma Constituição por conta própria e ao seu jeito.

Nosso resumo sobre o Brasil Império segue com a junção de uma série de aliados. Em 1824 D. Pedro I liderou aquela que foi a primeira Constituição do Brasil. Os textos que faziam parte dela foram escritos em cerca de um mês e foi imposta ao povo pelo Imperador, sem saber se esse mesmo povo concordava ou não.

Com amplo e absoluto poder, durante todo o Brasil Império, era tomada pelo imperador toda e qualquer decisão dentro do país. Só que D. Pedro I enfrentou a resistência de republicanos nesse novo formato de poder, que pediam um novo regime no Brasil. Um regime em forma de república.

Em 1831 e após a morte do seu pai, D. Pedro I retorna a Portugal e decide largar seu trono no Brasil.

Inicia-se então o Período de Regência.

Ao retornar a Portugal, D. Pedro I deixa nomeado para o seu trono no Brasil seu filho de apenas 5 anos (Pedro de Alcântara). Pela Constituição ele só poderia assumir o trono quando completasse a maioridade. Enquanto não se dava esse tempo o Brasil era comandado por regentes.

Das três Regências apenas uma delas foi escolhida e nomeada pelo povo. Apenas 5 mil pessoas puderam votar, num universo de mais de 5 milhões, por regras e condições da época. E nada mudou durante a Regência. O Brasil continuou no seu sistema de escravidão, exploração, etc.

Segundo Reinado

Mesmo aos 14 anos (isso em 1840), Pedro Alcântara, filho de D. Pedro I, é nomeado e coroado Imperador do Brasil. O país vivia um momento truculento e a crise econômica e política só piorava. Por isso a decisão em antecipar a posse de Alcântara, para restabelecer o equilíbrio e a ordem.

Pedro Alcântara, então, é coroado como D. Pedro II. E entra para a história também em nosso resumo sobre o Brasil Império como o governo mais longo que o país já teve: 49 anos de poder. Dos 14 aos 63 anos de idade.

No Segundo Reinado o Brasil passou por importantes avanços, dentre eles a modernização das cidades, a navegação à vapor para o transporte de cidadãos e mercadorias e o principal: a energia elétrica como fonte de iluminação nas vias públicas.

O Brasil se fortaleceu com a exportação de café, o que deu estabilidade a sua economia. Inúmeros imigrantes europeus vinham ao promissor país para trabalhar na lavoura e buscar melhores condições de vida.

A escravidão, que já sofria pressão para o seu fim, foi então abolida graças a Lei Áurea, assinada pela princesa Isabel em 1888.
Em 1889 o marechal Deodoro da Fonseca liderou um forte movimento militar, resultando na Proclamação da República e, com isso, na queda da monarquia para a instalação de uma república presidencialista.

Logo, ao invés de um rei o Brasil passou a ter um presidente em seu comando. E esse só poderia ser eleito por um período de no máximo quatro anos. As províncias, até então limitadas e dependentes do sistema monárquico, passam a ser chamar estados, ganhando força e autonomia. Dentre essa autonomia estava a liberdade dada ao seu povo em eleger os seus próprios representantes.

Dessa forma, este resumo sobre o Brasil Império destaca a importância do fim da era Brasil Império e a importância dessa mudança para todo o desenvolvimento do país. E não apenas vemos mas também seguimos, até hoje, esse forma de governo.