Resumo do Segundo Reinado: O fim do império


A política que Dom Pedro II adotou, acabava por conciliar os grupos oligárquico, mas que não conseguiu impedir que emergissem interesses e diferenças entre eles. Nesta época, estava acontecendo diversas transformações socioeconômicas, como a adoção de posições políticas diversas pelas elites imperiais, o que acabou por enfraquecer a monarquia.

O fim da escravidão foi um exemplo disso. Isso porque depois da Bill Aberdeen, o tráfico negreiro tornou-se mais intenso por causa da cafeicultura, juntamente com o deslocamento de escravos para as fazendas de café, o que fez com que os cafeicultores se agarrassem a política escravista ou aceitassem de vez o fim dela. Nesse contexto, o Brasil se destacava por ser o único país independente de toda a América que manteve o regime escravista.

Resumo do Segundo Reinado

No ano de 1871, foi aprovada a Lei do Ventre Livre, que também ficou conhecida como Rio Branco, apesar da vasta oposição de algumas províncias (Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo). De acordo com essa nova lei, todos os filhos de escravos que nascessem a partir dessa data seriam considerados livres. As mais poderosas elites do país consideraram essa lei uma forma de afronta aos direitos de propriedade que detinham sobre os cativos.

Assim, os efeitos dessa nova lei foram reduzidos e estabeleceu que os proprietários permaneceriam com a tutela dos escravos nascidos de mães já escravizadas até que ele atingisse 8 anos de idade, quando o mesmo poderia escolher entre receber uma indenização ou por explorá-lo de forma gratuita o trabalho do escravo ‘livre’ até que ele completasse 21 anos.

Tempos depois, a Lei dos Sexagenários foi aprovada. Ela liberdade os escravos idosos, com mais de 65 anos. Mas o problema, é que poucos escravos foram beneficiados por essa lei, já que poucos conseguiam chegar a esta idade, por causa das más condições de vida e de trabalho a que eram submetidos. Além disso, os que conseguiam chegar aos 65 anos nem sempre encontravam-se em condições para trabalhar e portanto, sua liberdade significava também a redução de custos para o proprietário.

O processo de abolição foi acelerado por causa do número cada vez mais alto de fuga dos escravos. Além disso, o próprio exército brasileiro, que se fortaleceu politicamente depois da Guerra do Paraguai, apresentava fortes tendências para o fim do regime escravista. Algumas províncias, aboliram a escravidão no ano de 1884, antecipando-se ao governo imperial.

O republicanismo confundia-se em meio ao movimento abolicionista, em função das suas frequentes críticas ao império. O governo estava sendo cada vez mais pressionado por atividades jornalísticas e panfletárias.

Ao mesmo tempo, surgia em São Paulo os caifazes, um grupo que combatia a escravidão de maneira bem prática. Eles infiltravam-se nos alojamentos de escravos, criando e planejando rotas de fuga para evasão em massa.

Em 1888, a Lei Áurea foi assinada pela princesa Isabel, decretando no Brasil a libertação de todos os escravos.

A questão religiosa também representou um sério abalo no já enfraquecido império. Após a Guerra do Paraguai, as Forças Armadas passaram a atrair cada vez mais jovens, principalmente das camadas mais pobres da população. As escolas militares começaram a se destacar neste cenário, em especial a do Rio de Janeiro, conhecida como Escola Militar da Praia Vermelha.

Mas, por causa do baixo interesse que o governo do império tinha sobre o exército, começaram a surgir conflitos entre os oficiais do exército e os políticos civis, que eram conhecidos como casacas. Os choques com o exército, no contexto da questão militar, ajudaram a precipitar o fim do império.

A expansão do Republicanismo

Em 1870, foi publicado o Manifesto Republicano, que divulgava a formação de um novo movimento. Tempos depois, fundou-se o Partido Republicano e o Partido Republicano Paulista, onde os principais participantes foram os cafeicultores paulistas. Este movimento cresceu de forma absurda em pouco tempo e passou a se deslocar para São Paulo, principalmente em direção ao interior do estado.

Para tentar salvar a monarquia, D. Pedro II nomeou o Visconde de Ouro Preto, Afonso Celso de Oliveira Figueiredo como primeiro-ministro, lançando um projeto de reformas políticas que eram inspiradas nos ideais republicanos. Mas, esse projeto foi recusado pelo parlamento, já que os deputados tentavam manter os seus privilégios, fato que provocou a convocação de novas eleições e fechou a Assembleia Legislativa.

Os republicanos aproveitaram essa crise para divulgarem um boato de que o governo iria desencadear uma violenta repressão aos oficiais do exército e então em 15 de novembro, sob o comando de Deodoro da Fonseca, os militares foram marchando ao centro da cidade. Na mesma tarde, José do Patrocínio, proclamou na Câmara Municipal do Rio de Janeiro a República. Enquanto isso, os cafeicultores do Oeste Paulista aplaudiram e começaram a se preparar para participarem da montagem desse novo regime.