Revolução Federalista


A Revolução Federalista foi um conflito civil que aconteceu no sul do Brasil logo depois da Proclamação da República. Solicitada pela crise política ocasionada pelos federalistas, grupo contrário que desejava “tirar o Rio Grande do Sul da ditadura de Júlio de Castilhos”, então dirigente do Estado, e também adquirir uma maior independência e descentralizar o poder da recém estabelecida República.

Dedicaram-se em lutas sangrentas que acabaram por provocar a disputa armada, que se prolongou de fevereiro de 1893 a agosto de 1895 e foi triunfada pelos adeptos de Júlio de Castilhos.

A guerra chegou aos três estados da região: Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.

Revolução

Conflito

Começo

Os desentendimentos começaram com o acúmulo de tropas perante a direção do maragato João Nunes da Silva Tavares, mais conhecido como Joca Tavares, barão de Itaqui em campos da Carpintaria, lugar perto de Bagé, no Uruguai.

Logo depois o potreiro de Ana Correia, chegado do Uruguai em direção ao Rio Grande do Sul, estava o coronel caudilho Gumercindo Saraiva.

De maneira eficiente, os maragatos ocuparam a fronteira, ordenando a destituição de Júlio de Castilhos, que foi eleito governador do estado pela eleição direta. Existia também a vontade de um plebiscito no qual o povo escolheria o sistema de governo.

Por causa da seriedade do movimento, o motim adquiriu domínio nacional velozmente, ameaçando o equilíbrio da administração rio-grandense e a regência republicana no país inteiro. Floriano Peixoto, então no comando da República, mandou tropas federais perante a direção do general Hipólito Ribeiro para depender Júlio de Castilhos.

Foram, de forma estratégica, ordenadas três separações, denominadas de legalistas: a da capital, a do norte e a do centro. Fora essas foram solicitadas a política estadual e toda a sua cota para atacar o inimigo.

A primeira conquista dos maragatos aconteceu em maio de 1893, ligado ao arroio Inhanduí, em Alegrete, cidade sul-rio-grandense. Nessa batalha junto dos Pica-paus legalistas integrou-se o senador Pinheiro Machado, que deixou o seu posto no Senado Federal para constituir a Divisão do Norte, onde comandou no decorrer de todo o conflito.

Principais combates

– Cerco de Bagé

– Cerco da Lapa

– Batalha do Pulador

Os Maragatos vão ao norte

Gumercindo Saraiva e se exército se dirigiram pra Dom Pedrito. De lá começaram uma sequência de investidas surpresas contra diversos lugares do estado, desequilibrando as posições dominadas pelos Republicanos.

Depois seguiram rumo ao norte, seguindo em novembro ao longo de Santa Catarina alcançando o Paraná, sendo presos na cidade da Lapa, a 60 km a sudoeste de Curitiba. Nessa circunstância, o Coronel Carneiro falece em fevereiro de 1894 sem conceder suas posições ao inimigo, no evento que foi denominado como Cerco da Lapa. A persistente resistência contra os exércitos federalistas na cidade de Lapa, pelo Coronel Carneiro, estragou os desejos rebeldes de alcançarem a capital da República.

Custódio de Melo, chefe da revolta da Armada em oposição a Floriano Peixoto, juntou-se aos federalistas e tomou Desterro, onde hoje é Florianópolis. De lá foi para Curitiba, para encontrar Gumercindo Saraiva.

A oposição da Lapa impossibilitou o progresso da revolução. Gumercindo, impedido de continuar, retirou-se para o Rio Grande do Sul. Faleceu em 10 de agosto de 1894, depois de ser atingido por um tiro solto a traição quando reconhecia a região, nas proximidades da Batalha do Carovi.

Argentina e Uruguai

No decorrer da revolução, os maragatos tiveram ajuda continua da região de Corrientes, no Uruguai e também na Argentina. O que lhes possibilitou contrabandear armas por meio da fronteira, praticar invasões táticas em regiões estrangeiras com o propósito de fugir de opressões, bem como, esconder-se nas nações vizinhas em situações de desvantagens na presença do inimigo.

A paz

A Revolução Federalista terminou em 24 de junho de 1895 no luta de Campo Osório, quando Saldanha da Gama, dono de uma cota de 400 homens, no qual 100 deles eram marinheiros, lutou até morrer em combate com os Pica-paus liderados pelo general Hipólito Ribeiro. A derrota gerou grande emoção no lado federalista e agilizou o procedimento de paz, que foi decretada no dia 23 de agosto de 1895, na cidade de Pelotas.

Prudente de Morais, então presidente da República, e o enviado do governo federal era o chefe Galvão de Queirós.

Outro ponto de vista da Revolução Federalista

De 1893 e 1895 as regiões do sul serviram de localização para os violentos conflitos da Revolução Federalista, cerrados entre os partidários de dois oligarcas: de um lado, estavam os federalistas, comandados por Gaspar Silveira Martins; do outro, os republicanos, adeptos de Júlio de Castilhos.

Os federalistas favoreciam a implantação de um regime parlamentarista nos padrões do que existia no Segundo Reinado. Já os republicanos queriam um presidencialismo árduo, centralizado, no modelo do governo de Floriano Peixoto.

O combate transcendeu os limites gaúchos, expandindo-se ao Paraná, Santa Catarina alcançando o Uruguai. Apesar de Floriano ter exércitos federais nos territórios sulistas, apenas em 1895, na gerencia de Prudente de Morais é que foi consentido um tratado de paz na região.