Aquedutos Romanos


Aquedutos são corredores subterrâneos ou descobertos na superfície que servem para deslocar a água. Os mais antiquados que se conhece eram constituídos em uma superfície solta com uma modesta inclinação para auxiliar no fluxo da água. Quase todas as sociedades da antiguidade fabricaram seus aquedutos, porém foi com os romanos que acontece um vasto crescimento dos aquedutos. Seu esquema de distribuição incluía 11 aquedutos e o maior de todos apresentava 90 km de comprimento.

Os Aquedutos Romanos revelavam o pensamento romano de praticidade e objetividade. Roma deixou grandes formações que tinham a finalidade de transportar a água pelos municípios. Alguns estudiosos afirmam que os romanos conheciam o esquema de escoamento de água por encanamento subterrâneo e o de aquedutos em aros suspensos que fora estudado com os etruscos. A preferência por esse método se deu pelo valor menor das obras, já que instrumentos essenciais eram mais baratos e abundantes.

Aquedutos

Para o andamento da formação, a água era sempre oriunda de lugares mais altos, o que conduzia a distribuição pelo esquema. A formação era erguida em formato de arcos com capacidade de sustentar o peso. As vias eram constituídas de tijolos envolvidos internamente por cimento, denominados de canalis. A água alcançava os arredores dos municípios e era despejada em depósitos conhecidos como castellum. Só então o fluido era transportado por canos de bronze ou chumbo para o domicilio dos mais ricos e para as caldas.

Os romanos precisavam de muita água para os seus afazeres e também para o abastecimento interno, dos chafarizes e caldas. No começo, eles somente recolhiam água das nascentes mais próximas, contudo, com o passar dos dias, elas ficavam sujas em razão do reservatório de esgoto sem nenhum tipo de tratamento. Dessa forma, abandonava-se a nascente em questão e procurava-se pela seguinte. Por isso, os aquedutos se tornaram essenciais para o dia a dia dos romanos.

Ao mesmo tempo em que os ricos tinham água em suas casas, os habitantes mais pobres só podiam pegar água das nascentes públicas por meio do pagamento de uma tarifa. Os aquedutos que realizavam essa distribuição de água tinham entre 8 e 85 km de comprimento e eram erguidos a mais de 60 metros.

Entre os aquedutos romanos mais importantes, podem-se mencionar os seguintes: Aqua Appia, Aqua Marcia, Aqua Vetus, Aqua Tepula, Aqua Virgo, Aqua Iulia, Aqua Alsietina, Aqua Claudia, Anio Novus, Aqua Alexandrina e Aqua Traiana.

O primeiro que foi construído dentro todos foi o Aqua Appia, erguido em 312 a.C. por Appius Claudius Caecus. Já o maior de todos era o aqueduto Aqua Marcia que apresentava 91 km de comprimento.

Principais Aquedutos de Roma

– Aqua Ápia

Aqueduto fabricado em 312 a.C. por Caio Pláucio Venox e Ápio Cláudio Cego que recolhia água dos mananciais. Era praticamente todo subterrâneo, com começo em Roma na Porta Maior indo ao Célio e Aventino e acabava próximo ao Fórum Boário.

– Aqua Márcia

Foi construído por Quinto Marcio Re, em 144 a.C. Retirava as águas da bacia do rio Aniene. Além de múltiplas restaurações pequenas, foi à grande maioria refeita na sequência perante o comando de Augusto. O trajeto era ou subterrâneo ou em cima de arcadas.

– Aqua Tepula

Aqueduto fabricado em 125 a.C. pelos cônsules Lúcio Cássio Longino e caio Servílio Cepião. Retirava água dos mananciais na 10ª milha da via Latina. Em 33 a.C. foi modificada para convergir no novo curso de Aqua Iulia, onde se dividia novamente perto do município. Corria, dessa forma, em um canal separado em cima dos anéis de Aqua Márcia, junto com Aqua Iulia. Acompanhava o mesmo trajeto de Aqua Maria no sentido de Porta Viminal.

– Aqua Iulia

Aqueduto fabricado por Agripa em 33 a.C., juntando em somente um canal com Aqua Tepula; foi reconstruído entre 11 e 4 a.C. por augusto. Retirava águas dos mananciais na 12ª milha da Via Latina, próximo a Grottaferrata. Ia a Roma como os aquedutos anteriores, próximo a Porta Maior, continuando pelo mesmo trajeto da Aqua Márcia no sentido de Porta Viminal.

– Aqua Alsietina

Substituto da Aqua augusta, foi um aqueduto fabricado em 2 a.C. perante o governo de Augusto, para ajudar os arredores além do rio Tigre. Um novo curso seria feito por Trajano em 109 d.C. Retirava água do lago de Martignano.

– Ânio Novo e Aqua Cláudia

Aqueduto começado em 38 d.C. por Calígula e finalizado em 52 por Cláudio. O primeiro retirava as águas do Aniene próximo dos montes Simbruínos, ao mesmo tempo em que o segundo recolhia do alto do vale do Aniene. Acabavam próximo da Por Maior, monumento dos anéis das ruas Labicana e Prenestina, mais tarde introduzida na Muralha Aureliana.

– Água Alexandrina

Aqueduto fabricado perante o governo de Alexandre Severo, no século III, retirando água do Pântano Borghese no caminho Prenestino e com um trajeto quase todo subterrâneo, com pontes para percorrer vales, adentrava ao município pela Por Maior indo ao Campo de Marte, no qual se localizavam as Termas de Nero, reconstruídas em 226 d. C. por Alexandre Severo e renomeadas como Termas Alexandrinas.