Arte Islâmica: como surgiu


O Islamismo é uma religião monoteísta, criada por Maomé e que começou a se difundir a partir da Arábia desde o século VII. O Islamismo incorporou elementos de outras religiões, como por exemplo, o Cristianismo e o Judaísmo, nesta religião também foram incorporadas partes das culturas dos povos beduínos.

Classifica-se como arte islâmica tudo o que é abarcado pela literatura, teatro, dança, música e as artes visuais de uma grande parcela de pessoas do Oriente Médio que adotaram o Islamismo como religião.

Arte Islâmica

As principais influências para esta arte vêm dos povos pré-islâmicos, dos chamados “conquistados” e de outras dinastias relacionadas à religião. Dessa maneira, foram espalhando ideias baseadas no conceito do infinito, eternidade e o menosprezo pela vida material. Diversos estudiosos acreditam que a arte islâmica sofreu muita influência por parte do Alcorão, o livro sagrado do Islamismo, e também de algumas percepções do próprio Maomé.

Anteriormente ao Islamismo, a fabricação de forma artesanal de tapetes já existia, contudo, a construção de grandes templos veio depois.

A tapeçaria/h2>

Descrevem-se tecidos e tapetes como grandes protagonistas na cultura e na religião islâmica, em primeiro lugar por serem utensílios de decoração para tendas, e posteriormente, para castelos. Outra importante função dos tapetes para o povo islâmico está na própria religião, afinal enquanto rezam os muçulmanos não podem estar em contato direto com a terra, por isso esses utensílios passaram a ser demasiadamente utilizados nas mesquitas.

Os tapetes da arte islâmica são chamados persas, e até hoje, são considerados extremamente belos, além de serem muito valiosos. Os primeiros exemplares são do século XVI e XVII e foram tecidos pelas habilidosas mãos de Tabriz, Kashan, Herat e Isfahan (Dinastia Safávidas). Alguns tapetes islâmicos foram tecidos antes do século XVI pelos arcaicos e possuem 80 mil nós por metro quadrado, já os tapetes persas, considerados os mais valiosos, chegam a ter 40 mil nós por decímetro quadrado.

Em geral, as peças retratam cenas de combate e caça, mas também há alguns com motivos florais, geométricos e de animais. Até hoje exemplares de tapetes persas são muito bem avaliados no Ocidente.

Gráfica e Pintura

Utilizadas em geral na decoração de palácios e, posteriormente, edifícios públicos as pinturas islâmicas são simbolizadas por miniaturas e afrescos. Infelizmente, as primeiras obras que foram pintadas não chegaram em bom estado de conservação até os dias atuais.

Retratando cenas do dia a dia da corte e também caçadas as pinturas islâmicas foram influenciadas por técnicas utilizadas na Chinesa, na Bizantina e também na Indiana.

As miniaturas na arte islâmica foram muito utilizadas em publicações científicas para fins ilustrativos, e também, na Literatura e no Alcorão, a fim de acompanhar a narrativa.

Acompanhando as pinturas temos a arte mosaicista, que, junto com a cerâmica, teve grande relevância na decoração de mesquitas e palácios. Em geral eram motivos que misturavam flores, folhas e algumas letras muito bem desenhadas, o que tornou-se conhecido por arabesco.

Literatura

No Islamismo a Literatura foi desenvolvida a partir de quatros idiomas, o primeiro e mais importante, o árabe, também o persa, o turco e o urdu.

Um dos gêneros mais famosos foi a poesia árabe que apresentava elementos como a monorrima (todas as linhas com a mesma rima) e uma métrica extremamente complicada composta por sílabas longas e curtas, todas arranjadas em 16 métricas básicas.

São três os gênero poéticos principais, sendo eles: o Gazel (poema de amor composto de cinco a 12 versos), a Qasida (poema de louvação que chegava a ser composto por mais de cem versos) e o Qita (transmitia acontecimentos do dia a dia). É importante dizer que a poesia árabe influenciou, e muito, a poesia persa.

Outros gêneros da literatura islâmica são os textos em prosa. A prosa islâmica é chamada de Maqama, onde narrativas simples são contadas de maneira mais complexas a partir de metáforas e jogos de palavras.

A arquitetura

No universo islâmico a arquitetura é extremamente rica e com decorações diversificadas. É importante salientar que a arquitetura islâmica se transformou ao longo dos anos, e o que começou com simplicidade e recheado de padrões, tornou-se luxuoso e minimalista.

As principais expressões da arquitetura islâmica foram as mesquitas e as madrasas (escolas religiosas). As primeiras mesquitas foram construídas entre os Séculos VI e VIII e seguiam o modelo da casa do Profeta Maomé. Grandes obras luxuosas pertenceram aos califas Basora e Kufa (Iraque), também a Cúpula da Rosa em Jerusalém, e, por fim, a grande mesquita de Damasco.

O quadrado e o cubo foram formas geométricas muito utilizadas, a técnica de “Cúpula de Pendentes”, onde o quadrado era coberto com um círculo também foi extremamente utilizado na construção desses locais. Já os palácios se valiam de técnicas diferentes.

Um importante elemento da arquitetura islâmica são as divisões dos cômodos muito bem organizados e pensados para atender as mais diferentes necessidades, mas, sem deixar de lado as belíssimas decorações, e também as grandes cúpulas, marca registrada da arquitetura islâmica.