As invasões bárbaras e a queda de Roma


No século XIII a.C., povos originários da Europa Central ocuparam o norte do território que atualmente conhecemos como sendo pertencentes à Itália. No sul, entre o sexto e o quinto milênios, se desenvolveu uma cultura que apresentava cerâmicas impressas. Até o ano de 3.000 a.C., o bronze começou a ser trabalhado na ilha da Sicília.

Com a desintegração do império hitita, os etruscos se estabeleceram ao norte do rio Tibre por volta de 900 a.C. Sua influência acabou se estendendo pelo vale do rio Pó até o final do século VI, quando a pressão dos celtas conseguiu finalmente quebrar sua unidade territorial.

As invasões bárbaras

O cenário dessa história

Segundo conta a lenda de fundação da Itália, por volta do ano de 753 a.C., Rômulo fundou a cidade de Roma. No século seguinte, Roma se juntou com as colônias, dando origem a uma nova maneira de governar, uma monarquia não hereditária e eletiva. Seu poder no entanto, era limitado por um senado e também por uma Assembleia Popular dos clãs, que eram encarregada de outorgar o mandato de governo.

As invasões bárbaras

Damos o nome de invasões bárbaras, qualquer tipo de invasão estrangeira. Nesse tempo, a criação de um império vasto acabou proporcionando aos romanos diversas dificuldades que estavam intimamente ligadas com a manutenção dos limites territoriais com outros povos da Europa. Os germânicos acabaram sendo atraídos por causa do clima ameno das posses de Roma e também pela ampla disponibilidade de terras férteis.

A palavra bárbaros, se origina da língua grega, e por isso, as invasões bárbaras era de maneira genérica destinada a todo aqueles povos que que não tinham uma capacidade de assimilar os costumes romanos e a língua.

Podemos dizer ainda que as invasões bárbaras foram as grandes responsáveis por um intercâmbio entre culturas, o que acabou por modificar de maneira profunda a formação econômica, política, religiosa, étnica e linguística do mundo ocidental.

No início, a aproximação de bárbaros e de romanos aconteceu de forma pacifica, ao longo da fronteira natural que existia no Rio Reno. Já no século XII a.C., estabeleceu-se o envio de tropas para as imediações do Rio Elba, em uma tentativa de expandir o território de Roma. Isso significou um passo à frente para que pudesse ser estabelecido novos domínios na Germânia. No entanto, os povos dessa região acabaram por estabelecer a fronteira de Roma para trás do Rio Reno.

Tempos depois, foi permitida a entrada dos estrangeiros na estrutura de poderio romano, graças ao contato estabelecido com os bárbaros. Os imperadores contratavam os germânicos com o objetivo de estabelecerem uma guarda pessoa. Ao mesmo tempo, foram reconhecidos e chamados de federados, os povos que habitavam a fronteira, tendo como objetivo principal evitar que outros estrangeiros invadissem o território conhecido como Roma. No entanto, quando as tribos germânicas foram atacadas pelos povos chamados de hunos, a entrada de estrangeiros acabou se intensificando.

Os chamados visigodos, fugindo de todo o terror que era imposto pelos hunos, romperam a fronteira do Império e solicitaram a ajuda de autoridades romanas. Eles então foram abrigados na Macedônia pelo imperador Valente, e em troca, os visigodos garantiriam a proteção das fronteiras dessa região. Mas, a presença destes em território de Roma, acabou se tornando uma ameaça, já que os estrangeiros queriam controlar no setor político o território pertencente à Macedônia. Algum tempo depois, outros povos estrangeiros passaram a buscar na Europa, uma área de refúgio.

Neste contexto, alguns dos povos germânicos estavam observando a fragilidade militar de Roma, e passaram a vislumbrar a possibilidade de conquistar algumas partes desse império. Por volta do ano de 402, o rei dos visigodos, conhecido como Alarico, acabou promovendo uma série de investidas militares com o objetivo de conquistar a Península Itálica. Para que a cidade de Roma não fosse invadida e consequentemente tomada, as autoridades romanas deram ao rei uma indenização vultuosa, em forma de tributos e de terras. Logo depois, os visigodos invadiram e tomaram a região sul da Gália e da Península Ibérica.

No ano de 406, as tribos germânicas dos vândalos, dos alanos, dos quados e dos suevos também invadiram de forma militar o território de Roma. Os vândalos acabaram por conquistar o norte da África e obedecendo ao comando de Genserico, deram origem a capital em Cartago. Cerca de 50 anos depois, aproveitando-se do fortalecimento militar e econômico, acabaram saqueando a cidade de Roma.

Já os francos conquistaram a região norte de Gália. No ano de 433, os burúngios, se estabeleceram na região do rio Rodanos. Anglos, jutos e saxões, juntos, promoveram a conquista da ilha da Bretanha. Os romanos ainda não haviam tomado o controle da Península Itálica, mas o império já não aguentava a formação de novos reinos na Europa Ocidental.

O último imperador romano era Rômulo, que foi deposto no ano de 476 pelos hérulos, sob o comando do rei Odoraco.