História da Moeda


Desde que nascemos até a infância, adolescência e assim por diante, logo aprendemos que grande parte das relações humanas se estabelece por meio do dinheiro, uma vez que ele é o principal recurso utilizado para o pagamento de serviços, bens, produtos e dívidas.

Sendo assim, o dinheiro é o principal meio aceito para a troca. Em troca da mão de obra de alguém, em troca do serviço realizado pelo pintor, em troca do auxílio mensal do porteiro do seu prédio, em troca do que você gastou em energia e água naquele mês, na compra de alimentos, materiais escolares, roupas e muitos outros. Pois é: chega a ser difícil pensar em algo que adquirirmos sem ter o dinheiro envolvido, não é mesmo?

O preço de cada produto é estabelecido e só pode ser pago com um determinado número de moedas ou células, que marcam definitivamente uma quantia paga pelo mesmo.

Moeda

E é claro: nem sempre uma mesma moeda pode ser utilizada para pagamentos em diferentes espaços. Dessa forma, variadas moedas foram criadas pelas nações globais ou até mesmo por um mesmo bloco econômico, como o que acontece com a União Europeia em relação ao euro, por exemplo. É ela que serve para mensurar o valor que algum tipo de serviço ou bem possui.

Contextualização da história da moeda

Foi em meio à necessidade de criar algo unificado para o pagamento, ou seja, para dar em troca de serviços ou produtos, que os primeiros tipos de moedas foram desenvolvidos.

Geralmente, as moedas eram utilizadas para estabelecer algum modelo monetário e eram usadas no pagamento de itens de grande procura. Na Antiga Grécia, por exemplo, os “pekus” foram usados para estabelecer grande parte de suas trocas comerciais.

E você consegue imaginar que o sal já foi uma das principais moedas do mundo? Pois é: essa mercadoria era utilizada como moeda principalmente entre os etíopes e romanos.

O metal foi o primeiro material utilizado por várias culturas para composição das moedas. Isso porque ele é acessado com facilidade, tem certo apelo de caráter estético e facilmente pode ser mensurado.

No começo de tudo, metais naturais eram utilizados para as principais atividades do comércio, ou então, sob o formato de objetos ou adornos, como braceletes, colares e anéis. Foi só depois de algum tempo que ele ganhou um formato padrão com utilização exclusiva para os fins comerciais.

Notada a necessidade de criar uma ‘linhagem’ padronizada de moedas que as pecinhas de metal foram desenvolvidas com certa pesagem específica, além do próprio grau de pureza que também deveria ser o mesmo.

Na origem das moedas, algo interessante e que segue até hoje é que elas ganhavam a representação de algum governante ou reinado de grande importância para aquela nação. Na história da moeda, uma das mais velhas é formada pelo rosto do rei macedônico, Alexandre, o Grande.

O desenvolvimento da história da moeda até atualmente

Com o passar do tempo, a história da moeda se sucedeu com a fabricação desse item por meio de ligas metálicas como a prata e o ouro. E os motivos não eram poucos:

• Ouro e prata eram esteticamente mais bonitos e agradáveis;

• Estavam diretamente ligados com a cultura de várias religiões, principalmente o judaísmo, cristianismo e islamismo;

• Tinham difícil acesso, sendo encontrados com pouca facilidade;

• Eram muito mais brilhosos e reluzentes;

• Tais materiais prometiam durar por muito mais tempo;

• Algumas razões também eram específicas, como para os babilônios que acreditavam que o ouro e a prata se relacionavam diretamente com a adoração do sol e da lua.

Com o passar dos séculos, os recursos de prata e ouro foram se esgotando e a fabricação de moedas acabou sendo prejudicada. Foi então por esse motivo que o “papel moeda” começou a ganhar um espaço maior e mais intenso para intermediar as relações de negócios comerciais, substituindo as moedas. Vale lembrar ainda que o papel é um recurso encontrado – e produzido – com maior facilidade em toda a extensão global.

Com base nisso, nos dias de hoje as moedas são utilizadas unicamente para o pagamento de quantias em valores menos significativos. As moedas foram perdendo o espaço para o papel, mas se tem uma coisa que não perderam foi a sua valorização, especialmente por conta de sua beleza e durabilidade. Por conta disso, não é muito difícil encontrar por aí um colecionador de moedas, principalmente quando em comparação com um colecionador de cédulas de dinheiro.

E atualmente, mais uma mudança drástica foi tomada: o “papel moeda”, ou melhor, as cédulas, também estão sendo extintas aos poucos. Dessa vez, o processo que se intensifica na circulação de valores e na própria complexidade das economias possibilitou o surgimento de outras formas para pagamento. Entre elas estão os cheques e, principalmente, os cartões de débito e crédito, que são os utilizados com maior frequência até os dias atuais.