História do Equador


Situado no noroeste da América do Sul, o Equador é uma ex-colônia da Espanha que faz divisa com o Peru (ao leste e ao sul), com a Colômbia, mais ao norte; e ao oeste, com o Oceano Pacífico. Também fazem parte do país as ilhas que estão localizadas a 960 km do continente, as denominadas ilhas Galápagos. Esse local foi usado por Charles Darwin para realizar diferentes estudos, entre esses alguns que seriam determinantes para a elaboração da Teoria da Evolução das Espécies.

O Equador e sua história compreendem um período de aproximadamente nove mil anos e está dividido em algumas fases mais relevantes. Dentre essas, é possível citar a Era pré-colombiana, a fase da Conquista Espanhola, o período da Era Colonial e, mais tarde, Independência e República.

Equador

Várias civilizações fizeram parte da história do Equador. Anteriormente à ocupação dos incas em território equatoriano, durante o século XV, outras civilizações indígenas já conviviam naquela área. Os espanhóis só iriam chegar ao território no ano de 1534 e promoveriam uma guerra contra os incas, saindo como vencedores. Nesse momento, dá-se o início da colonização europeia naquele local.

Muitas das doenças, que vieram junto com os europeus, dizimaram grande parte da população indígena que habitava em território equatoriano. No ano de 1534, onde hoje se localiza a capital do país, Quito tornou-se a sede administrativa do Equador.

A decadência social se tornou mais evidente na história do Equador a partir do século XVIII, mais precisamente na segunda metade. Muitos pesquisadores consideram esse fator como decorrência da queda do sistema colonial. A produção de prata, por exemplo, chegou ao fim na região de Potosí. Outro fator que contribui para a derrocada foi a baixa produção de têxteis.

Algumas reformas introduzidas no território passaram a limitar o poderio das elites privadas. Depois de inúmeras tentativas de Independência, o país se tornaria independente no ano de 1822, quando o general Antonio Jose recebeu a ajuda de Simon Bolívar e conseguiu derrotar o exército espanhol. Alguns dos motivos para a vitória do Equador foram internos e outros externos, como a propagação da Revolução Francesa no território.

Desde 1822, o país passou a compor, juntamente com o Panamá, Venezuela e Colômbia, a Federação da Grã-Colômbia. Somente em maio de 1830, o país conquistou, finalmente, sua independência. Passou a ser chamado, então, de República do Equador. Desde a data oficial da Independência até o ano de 1948, mais de 62 governos presidenciais, sucessivos, ditatoriais e militares passaram pelo país. Conservadores e liberais se alternaram no poder.

Entre os líderes mais famosos do país estão:

– José María Velasco Ibarra
– Símon Bolivar
– Gabriel García Moreno
– Eloy Alfaro

Nos dois primeiros anos da década de 1940, o Equador passou a guerrear contra o Peru, que invadiu a porção sul do país. A Guerra se finaliza, mas com grandes prejuízos para a história do país, que perdeu uma vasta parte de sua região amazônica, uma proporção relevante de seu território.

País passou por grandes crises, mas desde os anos 2000 retoma estratégias políticas

Na década de 1970, com a vasta exploração do petróleo, o Equador entrou para a lista como o segundo maior produtor do combustível na América Latina, só perdendo para a Venezuela. Embora esse fator tenha contribuído para o crescimento da economia do país, possibilitou o aumento das desigualdades sociais e da inflação.

Até o ano de 1979, governos democráticos fizeram parte do processo eleitoral da história do Equador. No ano de 1996, porém, Abdala Bucaram assume o poder e o país entra para uma fase de instabilidade política e crise econômica. Somam-se a isso os fatos de que, no final dos anos 90, a queda do preço do petróleo e desastres naturais encaminharam os equatorianos para um grande colapso econômico.

No ano 2000, porém, sob o governo de Gustavo Noboa, o país recebe algumas reformas, com o intuito principal de melhorar as relações com as algumas instituições financeiras externas, como o Fundo Monetário Internacional (FMI). A antiga moeda do país, o sucre, foi substituída pelo dólar americano.

Desde os anos 2000, a economia do país é a oitava maior das Américas. Alguns dos principais produtos de exportação são: banana, arroz, cana-de-açúcar, cacau, batata, frutas cítricas e café. As reservas de petróleo são o grande combustível da economia e respondem por, aproximadamente, 40% das exportações. O país se situa, na América do Sul como o quinto maior produtor de petróleo.

O Equador também é um país com um potencial hidrelétrico grande. Mais de 60% da energia utilizada no país provêm das hidrelétricas. Outra parte de produção de energia elétrica é obtida por meio das usinas termoelétricas. Porém, a importação de energia elétrica ainda ocorre no país.

O Equador é um país de contrastes culturais. Alguns ameríndios que ainda sobrevivem nos Andes, cultuam suas tradições passadas, como as flautas de pano. A costa equatoriana é uma grande mistura de costumes culturais africanos e espanhóis.