História do Pará: Vinda dos portugueses para região


A história do Pará e o início de seu povoamento são anteriores a própria colonização do Brasil. Há registros arqueológicos que comprovam a existência de humanos na região da Ilha de Marajó e Santarém desde o ano 3000 a. C.

Posteriormente, a região onde se localiza o estado foi povoada por índios Amanaiés, Anambés, Assurinis (Tocantins e Xingus), Caiabis e tantas outras que com o passar dos anos foram sendo dizimadas.

História do Pará

Foi entre 1500 e 1600 que os imigrantes começaram a chegar à região. Os primeiros a se estabelecerem e povoarem o estado foram ingleses e holandeses que tinham como objetivo explorar as especiarias do local. Já no ano de 1616 é fundado o “Forte do Presépio” na localidade de Santa Maria de Belém do Grão Pará – atual capital do estado Belém.

Por que os portugueses vieram para região do Pará?

A construção do “Forte do Presépio”, considerado um dos primeiros empreendimentos significativos do estado, era parte de um ousado projeto político associando economia e a conquista do vale amazônico com a intenção de explorar a biodiversidade da região. Os portugueses buscavam as “drogas do sertão”, tipos de especiarias extensamente valorizadas na Europa.

O primeiro passo dado em direção à realização deste projeto foi a fundação de Belém em 16 de janeiro de 1616, mas, é claro que não podemos deixar de lado o verdadeiro horror instalado na região em virtude disso, vou explicar melhor: A ocupação do território onde hoje está localizado o Pará custou a escravização e morte de muitos indígenas, aliado a isso, ainda houve grande resistência por parte dos primeiros imigrantes (ingleses e holandeses).

Contudo, a ocupação não parou por aí, afinal os portugueses buscavam não apenas explorar a biodiversidade da região, mas também, queriam agregar territórios e outras riquezas que futuramente pudessem ser vantajosas.

A partir de 1626 todo esse projeto pode-se dizer, acabou levando Portugal a ter duas colônias na América: a primeira delas ficou constituída pelo Nordeste e sua parte meridional da colônia, a segunda, era formada pelo Grão-Pará, Piauí, Ceará e Maranhão (incluindo toda a Amazônia).

O que acabou por diferenciar ambas as colônias foi o modo de produção, no “Brasil” o que predominava era a monocultura (sistema de exploração do solo baseado em apenas uma cultura), enquanto que no Grão-Pará tudo era baseado na atividade extrativa (extrair recursos de um local em sua forma natural).

A Igreja e os interesses de Marquês de Pombal

Durante este “empreendimento colonizador” a Igreja Católica também teve seu papel ao realizar trabalhos missionários na região, contudo, em diversas oportunidades entrou em conflito com os colonos, devido, principalmente, a seus interesses mercantis.

Este debate perdurou por muito tempo atravessando os Séculos XVII e XVIII, até que surge uma nova ordem política onde se inicia um processo de expropriação dos bens e dinamização da economia local.

O português Marques de Pombal é responsável por um grande salto na economia da região por volta do século XVIII, mas, todo esse empenho era resultado de um interesse particular do Marques pela região. Ainda nesse período o nobre promoveu mudanças econômicas e sociais ao investir na colonização, além de levar engenheiros, arquitetos e cientistas para região. Acredita-se que no início do século XIX Belém já era um centro urbano.

Os conflitos

Com a saída do Marquês de Pombal do poder Grão-Pará e Maranhão iniciam um ciclo conturbado, o qual perdura por quase cem anos (até 1870). É neste período que ocorrem muitas mudanças, entre as quais a adesão a Independência do Brasil, além disso, o nascimento da imprensa e de uma vida intelectual agitada, algo até então não experimentado, e por fim, a experiência de uma Guerra Civil: a Cabanagem.

A Cabanagem foi uma revolução popular, uma espécie de explosão social que teve grande impacto demográfico e cultural no Pará, estima-se que pouco mais de um terço da população morreu durante o conflito que teve como líderes as camadas mais populares.

O conflito teve início por volta de 1835 até que no ano de 1838 um governo popular é instaurado e segue até o momento em que a capital é (re) conquistada pelas chamadas forças legalistas, a “guerra” que perdurou até 1840 espalhou-se de Belém por toda Amazônia.

Além da Cabanagem em 1821 a população do Pará apoiou a Revolução Constitucionalista do Porto.

O ciclo da borracha

Como já dito, o período nebuloso iniciado quando Marques de Pombal deixou o poder segue até o Século XIX e só termina com o início do ciclo da borracha.

A borracha tem dois ciclos e é a partir de 1880 que os primeiros migrantes começam a chegar de várias partes a fim de trabalhar com a extração do látex. Neste período o comércio e as indústrias da região desenvolvem-se fortemente, e, Belém passa a ser o centro comercial mundial da borracha.

Mas, a economia seringueira também entra em franca decadência e a estagnação da região só é superada em 1960 a partir do desenvolvimento agrícola no sul do estado e também com a ampliação do extrativismo mineral.

Atualmente o Pará é considerado a maior reserva mineralógica do planeta.