O Pós Segunda Guerra Mundial: Acordos Firmados e Divisão da Alemanha


A Segunda Guerra Mundial, que aconteceu entre os anos de 1939 e 1945 teve um saldo totalmente devastador. Isso porque além de deixar mais de trinta milhões de feridos e mais de cinquenta milhões de mortos, a guerra teve um custo material superior a um bilhão e trezentos milhões de dólares (em valores de 1945, que eram mais valorizados do que atualmente). A Polônia perdeu mais de seis milhões de habitantes, a União Soviética perdeu mais de vinte milhões, o Japão um milhão e meio e a Alemanha cinco milhões e meio. Além disso, vale lembrar que milhares de judeus morreram (cerca de cinco milhões), principalmente nos campos de concentração nazistas.

Com o final da Segunda Guerra Mundial, o mundo que surgiu estava totalmente devastado e dividido entre socialistas e capitalistas, liderados respectivamente por União Soviética e Estados Unidos. Pelo clima tenso e a perspectiva de um confronto nuclear no futuro, o mundo foi marcado pela incerteza e insegurança: a Guerra Fria, considerada a grande herança deixa para a humanidade da Segunda Guerra Mundial.

O Pós Segunda Guerra Mundial

Acordos firmados no pós-guerra

Antes mesmo da guerra terminar, grandes potências acabaram firmando acordos sobre o seu encerramento, além de definirem partilhas. Isso acabou por inaugurar novos confrontos. O primeiro dos acordos foi a conferência do Teerã, no Irã. Que reuniu pela primeira vez os três grandes estadistas ocidentais dessa época: Winston Churchill da Inglaterra, Josef Stálin da União Soviética e Franklin Roosevelt dos Estados Unidos. Ficou decidido ali que as forças anglo-americanas atuariam na França, completando o cerco de pressão à Alemanha, em fusão com as forças orientais russas, que se concretizou com o desembarque dos Aliados na Normandia. Deliberou-se ainda sobre a divisão da Alemanha e da Polônia no final da guerra, além de formulares uma proposta de paz com a colaboração de todas as nações. A Inglaterra e o Estados Unidos reconheceram a fronteira soviética no Ocidente, com a anexação da Letônia, da Estônia, do Leste da Polônia e da Lituânia.

Em 1945, realizou-se a conferência de Yalta, onde Churchill, Roosevelt e Stálin discutiram sobre a criação da Organização das Nações Unidas, também conhecida pela sigla ONU. Além disso, eles acabaram definindo a partilha mundial, que incorporou os territórios alemães a leste, deixando a União Soviética o predomínio sobre a Europa Oriental e ainda definindo a participação da União Soviética na rendição do Japão, com a divisão da Coréia em áreas de influência norte-americana e soviética. Pode-se dizer que esse processo separou o mundo capitalista do socialista.

Alguns meses depois, foi realizada a conferência de Potsdam, nos subúrbios de Berlim. Com a rendição da Alemanha, Harry Truman, sucessor de Roosevelt, Josef Stálin e Clement Attllee, sucessor de Churchill, decidiram pela desnazificação da Alemanha. Além disso, eles criaram o Tribunal de Nurembergue, com o principal objetivo de desmilitarizar o país, julgar os criminosos de guerra, a cessão de Dantzig à Polônia e a abolição dos cartéis e trustes que subsidiaram o nazismo.

Divisão da Alemanha

No entanto, podemos dizer que a principal medida foi a divisão da Alemanha em quatro zonas de ocupação: francesa, inglesa, norte-americana (que mais tarde originou a Alemanha Ocidental) e a soviética (que originou mais tarde a Alemanha Oriental – República Democrática Alemã). Berlim, localizada no interior da zona soviética, também foi dividida em quatro zonas.

Diferentemente do que aconteceu no final da Primeira Guerra Mundial, as grandes potências conservaram seus exércitos e ainda desenvolveram ainda mais a indústria bélica. O mundo então acabou se reorganizando e elegendo Moscou e Washington como novos centros, o que culminou na volta do confronto do socialismo com o capitalismo.

Em relação ao poderio bélico, recursos financeiros e tecnológicos, os Estados Unidos despontaram como um estado superior em relação a qualquer outro e ainda com a vantagem de não ter sofrido nenhum tipo de devastação na guerra em seu território. Dessa maneira, a União Soviética apesar de ter saído da guerra com um saldo catastrófico, ela tinha como meta dominar a tecnologia bélica nuclear, fato que foi conseguido em 1949. Vinte anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, 25 nações já possuíam também essa condição.

A França organizou depois do final da guerra a Quarta República, que caracterizou-se pela divisão e instabilidade interna, produto da diversidade ideológica de seus membros e ainda pela busca contínua da recuperação econômica-financeira. Mas, ao contrário do que se pensa, isso não evitou que a França se preparasse para se torna uma potência mundial.

A Inglaterra conseguiu eleger Clement Attllee como primeiro-ministro, governo que se destacou pela política nacionalista e pela implementação de garantias trabalhistas. Em 1951, Churchill foi reeleito e os conservadores acabaram voltando ao poder.

A Tchecoslováquia, do ano de 1945 a 1948, caminhou para um regime de democracia popular comunista, alinhando-se totalmente à União Soviética. A Hungria instaurou a supremacia comunista no ano de 1947. Já na Romênia, na Albânia e na Bulgária, os partidos comunistas tomaram o poder graças a interferência direta soviética.

Na Iugoslávia a hegemonia soviética acabou sendo contestada. Isso porque foi o primeiro país a optar por um regime comunista. Sob o governo de Josip Broz Tito, que estabeleceu o centralismo estatal sob o controle de um partido único, conseguindo harmonizar a convivência das diversas etnias do país, estabelecendo mais tarde a presidência rotativa entre seis repúblicas iugoslavas. Com a sua morte em 1980, desentendimentos começaram a acontecer entre os diferentes grupos étnicos.

Plano Marshall

A recuperação alemã contou com o Plano Marshall, cujo objetivo era recuperar a Europa Ocidental que estava devastada com maciços investimentos.
No extremo Oriente, o Japão que foi derrotado na guerra, além de ter sofrido prejuízos materiais e humanos, sofreu com a ocupação norte-americana. A desmilitarização foi estabelecida e uma nova constituição parlamentar que limitava o poder do imperador foi imposta. Em função do avanço socialista, a política de ocupação do Japão foi alterada, visando à reabilitação do país, que tornou-se aliado ao Estados Unidos. O índice de produção industrial dobrou em relação ao período anterior da guerra e consolidou a economia japonesa como uma das mais fortes do mundo capitalista.