Pirâmide Curvada


Anteriormente a elaboração das maiores pirâmides do Egito – Quéfren, Quéops e Miquerinos – o faraó Sneferu, que comandou entre os anos de 2613 a.C. e 2589 a.C., tentou construir um monumento perfilado para proteger o seu sarcófago.

Contudo, os maciços blocos que formavam a pirâmide começaram a brotas rachaduras, prejudicando na angulação do empreendimento. Por seu formato curvilíneo, o monumento foi denominado de Pirâmide Curvada, uma das criações da antiguidade egípcia mais protegida pela humanidade.

Certos arqueólogos constatam que a pirâmide apresenta esse formato por causa da pressa de sua elaboração. Devido o seu formato alinhado estar prejudicado com o desenrolar da obra, o faraó Sneferu determinou que o seu término fosse adiantado, para começar a preparação da Pirâmide Vermelha a alguns quilômetros da região.

Pirâmide

A Pirâmide Curvada apresenta 102 metros de altura e aproximadamente 190 metros de comprimento em cada lado. Dispõem de duas entradas nas direções oeste e norte.

Na prática, a obra acabou servindo de tentativa para o término das Pirâmides de Gizé, que teriam estruturas propriamente alinhadas e levariam o período maior para serem terminadas. Contudo, até nos dias atuais a Pirâmide Curvada é elemento de pesquisa de arqueólogos por sua enorme complexidade história, onde quase nada se sabe.

Reinado de Sneferu

Se a presença de Sneferu permanece encoberta nas trevas do passado, a sua fantástica criatividade arquitetônica mostra-se ainda a nossa fascinação. Sneferu foi um professor de obras fantástico, elaborando a pirâmide lisa e construindo aos céus três monstruosos exemplares desse monumento: dois em Dahshur, e um em Maidum, o mais arcaico. O de Maidum, localizado a 19 km ao sul de Sakkara, talvez tenha sido iniciado pelo rei Huni, o último rei da terceira dinastia.

No terreno de Dahshur não muito distante dali, a pirâmide mais ao sul e designada como pirâmide curva, expressão que quer dizer simplesmente que a inclinação tem uma quebra na metade, concedendo ao monumento uma estranha aparência. A pirâmide curva parece ser a personificação em pedra do significado do número dois: duas entradas diferentes, duas inclinações e duas acomodações funerárias. Pensa-se prontamente no duplo país, nas duas coroas reais e na eterna tendência do pensamento egípcio para fantasiar o mundo em forma de dualidade, sendo determinado que o faraó seja o terceiro elemento que relaciona as acomodações e as complementações.

A pirâmide situada ao norte de Dahshur é extremamente perfeita na sua realização e na sua concepção, sem nada a carecer as grandes pirâmides de Gizé: arcada em sacada, alcançando 15 metros de altura e escondendo salas de aproximadamente quatro metros de largura, em um visível estado de preservação.

A pirâmide não é uma construção isolada, porém o núcleo de um conjunto funerário com acomodações para os mortos, para os nobres que compõem a corte do faraó tanto na Terra como no Além, e para os vivos. Depois do falecimento de Sneferu, as cidades de pirâmides foram liberadas de encargos e impostos para sempre. Os habitantes desses lugares sagrados ou que iam para lá praticar o seu oficio, empregados e sacerdotes, desfrutavam todos de direitos fiscais, decisiva dádiva do faraó Sneferu.

Sneferu ordenou que gravasse na sua tumba uma relação dos domínios que ele detinha. Esses territórios são encarnados nas mulheres mais bonitas, que realizam oferendas para o rei para a sua vida eterna se deparar com a alegria e a abundancia. Cada território tem um nome, como por exemplo, sandália de Sneferu ou ama de Sneferu. Todo o Egito que vem em comitiva junto do seu rei para lhe conceder o que tiver de melhor, traduzindo a presença de uma economia religiosa concentrada no faraó.

No governo de Sneferu, a gestão do Egito é incumbida a um primeiro ministro usualmente indicado pela denominação de vizir. Chefe do executivo é a primeira figura do estado após o faraó, administrando uma grande quantidade de gabinetes, cuidando para o bom funcionamento da lei, na qual responde, ajudando a respeito da agricultura, finanças, exercito, grandes obras, arquivos reais, contatos e diferentes títulos de domínio.

A função que pratica é seguramente esmagadora. Apesar de já existir antes do período de Sneferu, o cargo de vizir só é visivelmente confirmada no decorrer do seu governo. Talvez o faraó, exercendo o seu espírito criador a esse ramo e também a muitos outros, lhe concede o seu enfoque definitivo. Vizir e faraó são os dois mecanismos do reino; todas as importantes determinações passam por eles. Todas as políticas conversam sobre os assuntos de estado antes de se entregaram a funções que possibilitavam pouco tempo de descanso.