Resumo da Idade Moderna: A América colonial inglesa


Inicialmente, as treze colônias inglesas da América do Norte foram colonizadas por refugiados religiosos e políticos. A perseguição aos que faziam oposição aos regimes políticos tem sido marca de diversas sociedades ao longo da história do mundo.

Atualmente, os conflitos, as guerras, a intolerância dos povos e principalmente, o abismo que existia na economia e que separava países pobres de ricos, acabaram por forçar grandes contingentes de população a mudarem de vida e também de país.

Idade Moderna

As colônias da América inglesa

Quando comparadas com as colônias ibero-americanas, as colônias inglesas da América do Norte apresentam algumas peculiaridades. O início tardio do processo de colonização, as características físicas do litoral da América do Norte, que era carente de metais preciosos, e ainda o seu caráter em grande parte espontâneo, foram os fatores responsáveis por essas mudanças.

A rainha da Inglaterra, Elizabeth I, que governou o país do ano de 1558 a 1603 estimulou o comércio marítimo e a construção naval, dando ainda vazão à política mercantilista. Nessa época, desencadeou-se também operações corsárias no litoral do Caribe, que saqueavam galeões espanhóis repletos de metais preciosos a caminho da Europa. As crescentes tensões entre a Espanha e a Inglaterra acabou resultando em um confronto armado, e no ano de 1588, a chamada Invencível Armada dos espanhóis foi destruída pela marinha inglesa no mar do Norte.

No início do século XVII, quando a Inglaterra enfim se lançou no processo de conquista colonial, o território da América tropical já estava vindo a ser explorada pelos portugueses, e em especial, pelos espanhóis. Mas, a derrocada da Espanha e também a criação de companhias de comércio, em uma aliança da classe burguesa e do estado, foram caracterizadas como fatores importantes para que os ingleses iniciassem no Novo Mundo, a fixação de suas colônias.

Entre os anos de 1584 e 1587, aconteceram as primeiras tentativas, quando três expedições colonizadoras inglesas foram enviadas para a América do Norte, tendo como líder Walter Raleigh. Os nativos reagiram de maneira violenta, o que resultou em fracasso. No ano de 1607, no entanto, uma era de viabilidade econômica para a exploração e a ocupação dessa região foi iniciada, graças à fundação da colônia de Virgínia, que era explorada por uma companhia de comércio. Essa colônia detinha o monopólio da colonização e comercial, e ainda reunia acionistas burgueses.

O processo de cercamentos das propriedades agrícolas em solo inglês, se caracterizou como um estímulo ao fluxo populacional da Inglaterra para a América do Norte, o que colaborou ainda para o povoamento. Mas, esse processo gerou um grande excedente demográfico. Expulsos do campo e não encontrando mais espaço na economia urbana, a população que foi vítima do processo de cercamento formaram um número grande de contingente populacional e foram em direção à América. Nesse contexto, cresciam os conflitos religiosos e políticos dentro do estado inglês, estimulando que vários grupos protestantes emigrassem, como por exemplo os puritanos e um grupo que havia sido fundado no século XVII e que era dissidente dos calvinistas ingleses (quakers).

Na região da colônia da Virgínia, os primeiros núcleos de produção, se dedicaram no início à obter o tabaco, que era muito consumido na Europa. Mais tarde, também se produziu o arroz, o índigo, também chamado de anil, e o algodão. Além da Virgínia, outras colônias acabaram se transformando em grandes centros de produção agrícola, como por exemplo, Carolina do Norte, Delaware, Maryland, Carolina do Sul e Geórgia.

Essas colônias, que estavam localizadas no sul do território inglês da América do Norte, eram consideradas colônias de exploração. Elas eram bem semelhantes ao estilo que predominava nas colônias espanholas e portuguesas, no sentido de terem se fundado no setor econômico no regime de plantation, um latifúndio baseado em trabalho escravo, onde a produção estava voltada para o mercado externo.

Mas, a colonização de territórios localizados mais ao norte possuía características bem diferentes. Nessa área, os colonos que foram vítimas de uma perseguição religiosa estavam concentrados. No ano de 1620, o primeiro grupo que desembarcou acabou fundando em Massachusets, a cidade de Plymouth. Esse núcleo recebeu o nome inicial de Nova Inglaterra já que pretendia reproduzir as condições de vida da pátria dos colonos.

Novas colônias foram fundadas nas décadas que se seguiram, e foram caracterizadas pela média e pequena propriedade e produção para subsistência da comunidade de colonos e para o mercado interno. Elas se diferenciavam das que estavam localizadas mais na região sul. No início, a pobreza das colônias da parte Norte era grande, com a produção garantindo apenas a subsistência. A longo prazo, a consolidação do trabalho livro e a chegada constante de novos imigrantes, acabaram criando um mercado consumidor local.

As colônias do Norte passaram então a desenvolver um comércio cada vez mais intenso e diversificado e uma produção manufatureira. A construção naval passou a progredir, tornando possível o comércio de longa distância, a obtenção de itens externos e uma maior articulação entre as colônias.