Resumo sobre Moais


Na Ilha de Páscoa, pertencente ao Chile, podemos encontrar 887 gigantescas estátuas de pedra construída há centenas de anos. Elas são chamadas de Moais. Elas foram construídas pelo povo Rapanui entre 1.200 d.C. e 1500 d.C., e são mais conhecidas como “Cabeças da Ilha de Páscoa”.

Resumo sobre Moais

O primeiro ocidental a chegar ao território foi o neerlandês Jacob Roggeveen, no dia 5 de abril de 1722. Ele relatou que encontrou polinésios cuja pele era clara e o cabelo avermelhado, e que viviam em pequenas cabanas construídas com colmo.

A Ilha de Páscoa possui 118 km², e está localizado no sudoeste do oceano Pacífico. A ilha é considerada um dos locais habitados mais isolados do mundo, estando longe tanto da costa da América do Sul quanto do Tahiti. É preciso viajar 3.700 km, partindo do oeste do Chile, para visitar as estátuas Moais. Até hoje o povo Rapanui vive no território, compondo 60% da população da ilha.

No ano de 1956 foi realizada uma expedição pela ilha sob o comando do norueguês Thor Heyerdahl. Ela descobriu milhares de ferramentas que os rapanui utilizaram para construir suas estátuas. Nesse mesmo ano muitas esculturas foram restauradas, pois no século XVII elas foram derrubadas de suas plataformas (chamadas de ahus).

A construção das estátuas

Não se sabe ainda o motivo pelo qual os habitantes da Ilha de Páscoa, entre os séculos 13 e 16, construíram as esculturas Moais. A hipótese mais consensual afirma que os primeiros habitantes da ilha teriam erguido os monumentos como uma homenagem aos seus líderes mortos. Defensores dessa tese argumentam que a posição das estátuas, de costas ao mar e voltadas às aldeias, demonstra que elas seriam uma espécie de “guarda” do povo rapanui.

Outra hipótese bastante discutida afirma que os Moais seriam “para-raios” das aldeias. Como a Ilha de Páscoa é uma região com uma alta incidência de chuvas fortes e raios, elas conduzem a energia que é descarregada no solo. Aquelas estátuas com um chapéu (o “pukao”) serviam, segundo os defensores dessa ideia, como um condutor de raios para preservar as outras estátuas. O fato de estarem localizados distante das aldeias, mais próximos da costa, seria uma prova da “tecnologia” dos nativos.

É interessante notar que as hipóteses tanto remetem a um caráter místico, voltado ao além, quanto científico. Isso porque a pedra porosa utilizada na sua construção emite luzes por ficar carregada com a energia dos raios. À noite e em dias de baixa luz, principalmente os chuvosos, é possível perceber que as esculturas poderiam servir aos habitantes antigos, também, como “luminária”.

Categoria de Moais

Há três categorias de estátuas Moais, agrupadas de acordo com suas características. A primeira é a das esculturas com olhos e pálpebras entalhados. Elas possuem o chapéu chamado Pukao, que foi feito de uma pedra extremamente pesada (que chega a ter 12 toneladas) extraída do vulcão Puna Pao. Tal pedra é vermelha e muito porosa, o que facilita a identificação das estátuas pertencentes a esse grupo.

Nessa categoria há cerca de 250 Moais, localizadas perto do mar e voltadas para o interior da ilha. Estão espalhadas pelo território, e algumas se situam a 20 km do vulcão do qual foi extraído o material para a escultura. Algumas estátuas foram postas juntas de monumentos funerários chamados de “ahu”. Isso endossa a tese de que o povo Rapanui construía as Moais como uma espécie de homenagem aos ancestrais que seriam encarregados de proteger a Ilha de Páscoa.

A segunda categoria não possui as pálpebras entalhadas e nem o chapéu Pukao. Ao invés disso, possuem muitos desenhos e inscrições em todo o corpo. Os escultores marcaram as estátuas com símbolos da linguagem rongorongo, falada pelos rapanui. Apesar das distinções evidentes perante o primeiro grupo, os arqueólogos ainda não sabem qual o motivo da sua diferenciação.

Mesmo que as inscrições tenham sido feitas numa linguagem muito parecida com a dos hieróglifos egípcios, os pesquisadores não compreendem o significado real das marcações nos Moais. Esse grupo de estátuas está localizado ao pé do Rano Raraku, uma grande cratera vulcânica formada por tufo, ou cinzas de vulcão.

O terceiro conjunto de esculturas é o mais conhecido, formado por estátuas que estão sentadas sob a panturrilha. Os braços desses Moais, chamados de tukuturi, estão ao lado do corpo, e alguns deles apresentam a genitália fálica. A maioria deles possui um tamanho em torno de 4 e 6 metros, e pesa entre 1 e 27 toneladas. A maior estátua do grupo mede mais de 20 metros de altura.

Alguns pesquisadores defendem a tese de que muitas esculturas da terceira categoria demonstram a divisão de classes entre os rapanui antigos. As orelhas, que podem ser longas ou pequenas, seriam um símbolo dessa divisão. Isso é visto nos Moais que apresentam os pukaos. Os chapéus seriam o “penteado” utilizado por algumas tribos. Os homens supostamente erguiam seus cabelos no topo da cabeça, amarrando-os com um nó.