Resumo sobre Thomas Hobbes: Quem foi Thomas Hobbes?


Thomas Hobbes, nascido em abril do ano de 1588 e falecido em dezembro de 1679, foi um importante teórico político, matemático e filósofo inglês, autor de grandes obras, como Do Cidadão e Leviatã.

Seu pai era o vigário de Westport e de Charlton, mas uma acirrada disputa com outro vigário da região, o obrigou a mudar-se para Londres. Em consequência desse fato, quando tinha apenas 7 anos, Francisco, seu tio, ficou com a tutela do garoto. Thomas fez seus primeiros estudos em Westport e Malmesbury, onde começou a exibir seus dotes intelectuais em estudos clássicos. Em 1603, com quatorze anos de idade, Francisco passou a financiar seus estudos. Hobbes entrou na Magdalen Hall, onde ensinava-se a escolástica, de inspiração aristotélica, mas ao contrário do que se pensava, esse filósofo inglês não demonstrou o mínimo interesse pelo mesmo.

Thomas Hobbes

Obras de Thomas Hobbes

No livro Leviatã, Thomas Hobbes acabou expondo seus pontos de vista sobre a necessidade de haver sociedades e governos e ainda a respeito da natureza humana. Enquanto alguns homens possam ser mais inteligentes ou ainda mais fortes do que outros, no estado natural, nenhum deles poderia ser mais inteligente ou mais forte do que o outro, e tampouco se erguer acima dos demais por estar além do medo de que outro homem possa lhe causar algum mal. Entretanto, todos nós temos desejo, que é também considerado um interesse próprio, de acabar com as guerras, o que faz com que as sociedades acabem entrando em um contrato social.

Segundo Thomas Hobbes, todos os membros da sociedade necessitam de uma autoridade, onde devem render o suficiente de sua natural liberdade, para que este possa assegurar a defesa comum e a paz interna. Esta autoridade por sua vez, seja ela uma assembleia (em casos de democracia) ou um monarca, deveria ser uma autoridade totalmente inquestionável, ou seja, o Leviatã.

Além disso, esse importante filósofo defendia a ideia de que os homens só poderiam viver em total harmonia se concordassem em se submeterem um poder centralizado e absoluto. Segundo Hobbes, o estado cristão e a igreja faziam parte de um mesmo corpo, liderados por um monarca, que teria o direito de decidir sobre questões religiosas, de interpretar as escrituras e de presidir o culto.

Thomas ainda escreveu outros livros em que dissertava sobre a filosofia política e demais assuntos, oferecendo uma descrição da natureza humana como cooperação em interesse próprio.

Hobbes argumenta que só podemos conhecer algo do mundo exterior a partir das impressões sensoriais que temos dele (“Só existe o que meus sentidos percebem”). Esta filosofia é vista como uma tentativa para embasar uma teoria coerente de uma formação social puramente no fato das impressões por si, a partir da tese de que as impressões sensoriais são suficientes para o homem agir em sentido de preservar sua própria vida, e construir toda sua filosofia política a partir desse imperativo.

No ano de 1610, fez uma viagem para a Europa, e seguiu para a Alemanha, Itália e para a França. Foi nesse contexto, em que pode observar o pouco prestígio que a escolástica possuía na época, que já se encontrava em declínio. Quando voltou para a Inglaterra, sua linha de pensamento propria foi reforçada pela sua relação com Francis Bacon, bem fora da escolástica e do aristotelismo.

Até o ano de 1642, Hobbes ocupou o cargo de guardião do terceiro Duque de Devonshire, a pedido da família. Durante essa época, fez uma viagem ao continente e permaneceu lá do ano de 1634 ao ano de 1637. Teve a oportunidade de conhecer o mentor de Descartes e de Galileu Galilei, e sua influência fez com que Hobbes desenvolve-se uma filosofia social, baseando-se nos princípios de ciências naturais e de geometria.

No ano de 1646, virou professor de matemática, em Paris, do Príncipe de Gales, que seria anos mais tarde conhecido como Carlos II. Quando o rei Carlos I, Thomas Hobbes decidiu voltar para a Inglaterra, mesmo ano em que publicou Leviatã, provocando uma acirrada disputa com o bispo de Derry, que acusava o filósofo de ser um materialista ateu.

Mesmo quando idoso, Thomas Hobbes acabou se mantendo um escritor totalmente produtivo, apesar de ter sido extremamente prejudicado pelos opositores ao seu trabalho. A expectativa de vida na época viveu era em média de apenas 40 anos, mas esse filósofo viveu plenamente até seus 91 anos.

Com 80 anos, Thomas transcreveu para o inglês a Odisseia e Ilíada, no ano de 1672, produziu em latim, uma autobiografia. Apesar de toda a polêmica que esse fato causou, ele foi considerado até o final de sua vida, um símbolo da Inglaterra.

Em sua autobiografia, Thomas alegou que sua mãe teria dado a luz a gêmeos, ou seja, ele e o medo. Isso porque sua mãe teria entrado em trabalho de parto por causa do medo causado pela Invencível Armada, conhecida também como a Armada Espanhola, que estava pronta para começar a atacar a Inglaterra.