A literatura e o Registro da Aventura Humana


Presença marcada: presença marcante

Por onde quer que passe e onde quer que esteja, o homem sente um impulso de deixar as marcas de sua presença, como se quisesse dizer “Eu estive aqui”, e de levar consigo lembranças palpáveis para depois dizer “Eu estive lá”. Inscrições em cavernas, entalhes em pedras, marcas em bancos e árvores das praças, pichações em pare­des e muros fazem parte de um ritual de “marcação” de território que o ser humano faz, assim como outros ani­mais também fazem ao espalharem suas marcas e cheiros. Mas nós fazemos mais e melhor que outros animais.

Em fotografias, filmagens, anotações escritas, desenhos ou pinturas, carregamos as imagens das experiências e das emoções que não queremos esquecer. Quando revemos essas “lembranças”, não apenas as imagens vêm à tona, mas também as reações que sentimos naquela oca­sião: emoções, surpresas, alegrias, ânsias, angústias, medos e tensões afloram em nossa mente e “revive­mos” mais uma vez nossas aventuras. Os textos do nosso diário ou agenda, bilhetes, e-mails, cartas e cartões que recebe­mos ou escrevemos são “lem­branças” escritas de nossas emoções.

A literatura

Mas… sempre tem um mas

Mas… E quando olhamos desenhos, fotos e filmes feitos por outras pes­soas? E quando lemos, cartas, bilhetes, cartões e diários de nossos colegas, também sentimos ^ a emoção de ter estado “lá”?

Quando os registros ou “lem­branças” de uma experiência são de outra pessoa, eles só nos conseguirão emocionar, ou despertar nossa imaginação se forem uma foto ou um filme muito bem feitos, ou se for um texto muito bem escrito, não é verdade? E a pessoa que consegue fazer isto é um artista, você não acha?

Pois é. Escrever algumas linhas elegantes e corretas está ao alcance de qualquer pessoa alfabetizada, mas escrever de um jeito especial que chega a causar um estranhamento nas pessoas, fazendo-as ficar com um nó na garganta, ou com a boca seca, ou quase hipnotizadas, ou …, enfim: não é para qualquer um. Só os artistas têm esse dom.

O encantamento da leitura

A leitura, aquela leitura agradável e interessante, aumenta nossa capacidade de pensar e sentir, alimenta nossa imaginação, facilita o convívio e a soli­dariedade. Além de toda a cultura e conhecimento que ela nos traz, é uma fonte fantástica de emoções. Mas… (sempre tem um mas), tem gente dizendo por aí que o tempo do livro impresso no papel já passou, que o “quente” agora é o livro virtual, também conhecido como E-book, é o computador e não se sabe mais o quê. Você também acha isso? Você acha que a literatura em livros de papel “já era”? Claro que não! O livro… “sempre será melhor que o filme”!

Distinguindo Prosa e Verso

Prosa é um tipo de composição escrita em parágrafos. É o nosso modo habitual de escrever. Já o verso se distri­bui de outra maneira na folha: geralmente não vai de um lado a outro do papel, é mais sintético e o autor procura selecionar com um máximo de cuidado as palavras que constarão no verso, pois este normalmente obedece a um padrão rítmico e a certas técnicas formais. Além disso, o texto em versos, quando lido, possui uma entonação toda especial, bastante diferente do texto em prosa.

e que varia de pessoa a pessoa, que é erroneamente inter­pretada como um sinônimo para poema.

Gênero Lírico

Seu nome tem origem na palavra lira, uma espécie de harpa que era utilizada para acompanhar os cantos dos gregos. Ao separar-se o texto do acompanhamento musical, a poesia passou a apresentar uma estrutura mais rica. A partir daí, elementos como métrica, ritmo, rima e outros passaram a ser mais intensamente culti­vados pelos poetas. Pode-se dizer que o gênero lírico é a manifestação lite­rária em que predominam os aspectos subjetivos, íntimos do autor. A sublimidade da beleza poética, que reflete as mais profundas e elevadas sensações do espírito humano, é o que constitui, na essência, o lirismo.

Ó lirismo é, em geral, a maneira de o autor falar con­sigo mesmo ou com um interlocutor particular (amante, amigo, fantasia, elemento da natureza, Deus…), rele­gando o público a um papel secundário, pois o que mais importa é a sensação do poeta.

Noções de versificação:

Estrofe: conjunto de versos agrupados de um poema. Observe os principais tipos de estrofes:
estrofe de um verso estrofe de dois versos estrofe de três versos estrofes de quatro versos
E muitas outras.

Soneto: tipo de poema formado por dois quarte­tos e dois tercetos.

Verso: cada linha poética que compõe o poema. Normalmente, apresenta um número determinado de síla­bas e harmoniosa dinâmica entre as tônicas e as átonas, dando ao poema um certo ritmo. Os versos são formados por sílabas métricas. Como se contam as sílabas métricas de um verso? Observe:

O que é poesia?

É a sensação de beleza, prazer, inquietação, … que sentimos ao ler um texto, contemplarmos um quadro ou escutarmos uma canção. Uma sensação bastante abstrata
Na tabela a seguir, observe as medidas de versos mais relevantes:

5 sílabas métricas pentassílabos ou redondilha menor
7 sílabas métricas heptassílabos ou redondilha maior
9sílabas métricas eneassílabos
10 sílabas métricas decassílabos ou heróicos
11 sílabas métricas hendecassílabos
12 sílabas métricas dodecassílabos ou alexandrinos

E muitos outros.