Escritores do Romantismo: Nomes do romantismo


Álvares de Azevedo (1831 – 1852), Casimiro de Abreu (1839 – 1860) e Fagundes Varela (1841 – 1875)

Morto precocemente aos vintes anos após sofrer uma queda do cavalo e fraturar o fêmur, Álvares de Azevedo, é o melhor representante de sua geração, muito embora nada tenha publicado enquanto vivo. Toda a publicação de sua obra é póstuma.

Byronista assumido, verso e prosa satânicos, a segunda parte de A lira dos vinte anos e Noite na taverna. Estudante do Largo de São Francisco, era um intelectual precoce: dizem os biógrafos que aos nove anos escrevia cartas em inglês para a mãe. Traduziu para o português coletâneas de Byron, Shelley, Shakespeare, Mussetti. São características de sua poesia: o spleen, o tédio de viver, a melancolia, o medo da morte, a nostalgia, o erotismo sutil e irrealizado.

Nomes do romantismo

Casimiro José Marque de Abreu, conhecido apenas como Casimiro de Abreu, nasceu no Rio de Janeiro, em Barra de São João, no dia 4 de janeiro de 1839. Filho nascido fora do casamento, estuda em Nova Friburgo, dedica-se a contragosto ao comércio, desejo de seu pai. Tempos depois, ele vai para Portugal com o objetivo de concluir seus estudos. Lá, acaba adoecendo e é obrigado a voltar para o Rio, onde passa a frequentar as rodas boêmias da época.

Um ano antes de morrer publicou seu único livro de poemas (Primavera, 1859). Morre tuberculoso com apenas 22 anos.

Seus temas são ligados à saudade da infância (evasão para a infância), à pátria. Há ainda um erotismo medroso e disfarçado que permeia seus poemas.

Luís Nicolau Fagundes Varela, nasceu em Rio Claro, no Rio de Janeiro, em uma fazenda chamada Santa Rita. Filho de classe média alta, seu pai era juiz de Direito e, por isso, o menino teve muitos domicílios na infância: Angra dos Reis, Niterói, Petrópolis e Catalão (GO).

Mal completados dezoito no, foi para São Paulo, cursar Direito na Faculdade do Largo de São Francisco, mas não era do tipo estudioso, preferia a vida noturna. No ano de 1862, Fagundes casou-se com uma ex-trapezista de circo, chamada de Ritinha Sorocabana. No ano seguinte, nasceu o filho do casal, Emiliano, que morreu com apenas três meses. Foi para ele, que o autor dedicou o seu mais conhecido poema: Cântico do calvário. Na tentativa de terminar os estudos, foi para o Recife. Ritinha morre, que havia ficado em São Paulo, em companhia dos pais do poeta.

Em crise, Fagundes Varela torna a fugir dos livros. Casou-se pela segunda vez e tornou-se alcoólatra compulsivo. Morreu com 34 anos, em Niterói. Seus poemas oscilam entre os temas da vida e da morte, da cidade e do campo.

Joaquim Manuel de Macedo (1820 – 1882) e José de Alencar (1829 – 1877)

No ano de 1844, Joaquim Manuel de Macedo publicou o primeiro folhetim, intitulado de A moreninha, que encantou o Rio de Janeiro da época e iniciou o gosto brasileiro pela leitura em prosa.

Médico, ele jamais exerceu a profissão. Foi jornalista, professor e o romancista mais próximo do gosto popular da burguesia da época. Sua obra é vastíssima, era tal seu sucesso que deu-se ao luxo de viver da pena, ou seja, de viver da literatura. Seus romances têm o dom de transformar pequenas ideias em sequências de ações bem feitas e originais. Sua obra é vista sempre como documento dos costumes sociais do Rio de Janeiro: a vida doméstica, as viagens, ligações familiares, leituras, comidas, sobremesas, seres e fatos são retratados com total minúcia, mas sem profundidade. Os casos de amor desencontrados, os finais felizes, os impedimentos familiares são seus temas preferidos.

Sabia prender a atenção de seus leitores e usava uma linguagem simples, descritiva, pomposa e com excesso de adjetivos e imaginações.

O cearense José de Alencar, é sem dúvida alguma, a mais alta expressão do romance romântico no Brasil. Filho e neto de políticos, Alencar foi senador, ministro da Justiça e, após romper com D. Pedro II, retirou-se para a Tijuca, exercendo apenas as funções de escritor.

Iniciou o curso de Direito na consagrada Faculdade do Largo de São Francisco em São Paulo. Ainda nessa época começou a publicar artigos em jornais. Não tinha ainda nem dezoito anos quando escreveu artigos de história e de crítica literária numa revista que ajudou a fundar na faculdade: Ensaios literários. Quando completou dezoito anos, escreveu seu primeiro romance, com o título de ‘Os contrabandistas’, destruído por um colega de Alencar na república de estudantes onde ambos moravam. Seu colega utilizava as páginas do manuscrito para acender o cachimbo.

No ano de 1848, transfere-se para outra faculdade, em Olinda. Lá continuou a escrever periódicos e concluiu dois romances. Ainda aos dezoito anos, manifesta-se nele a doença que o acompanharia o resto da vida: a tuberculose. Retorna a São Paulo, onde os tratamentos eram melhores e, formado, passa a exercer a função de ministro e candidata-se para senador. Mas acabou sendo vetado pelo imperador D. Pedro, o que muito desgostou Alencar. Que se retirou da vida pública e passou a colaborar com jornais e revistas, escrevendo romances sob forma de folhetins, artigos, crítica literária e teatro.

De todos os escritores românticos, José de Alencar é, sem dúvida alguma, o mais conhecido e o que melhor expressou o espírito de um tempo.