Fernando Pessoa: Quem foi Fernando Pessoa?


Fernando Antônio Nogueira Pessoa, mais conhecido apenas como Fernando Pessoa, nasceu em Lisboa, Portugal, no dia 13 de junho do ano de 1888 e morreu no dia 30 de novembro do ano de 1935 e foi um importante filósofo, poeta e escritor português.

Por ter sido educado em uma escola católica da Irlanda, teve muito mais familiaridade com a língua inglesa do que com a portuguesa, e foi justamente nesse idioma que escreveu os seus primeiros poemas. Pessoa é conhecido como o poeta português mais universal que existe.

Fernando Pessoa

Do total de suas quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa. O poeta traduziu diversas obras que estavam em inglês para o português e ainda obras que estavam em português para a língua inglesa. O pai, Joaquim de Seabra Pessoa, era um crítico musical de um jornal e ainda funcionário público do Ministério da Justiça. Com eles, viviam a avó de Fernando, que tinha certa doença mental, a mãe, Dona Maria Magdalena Pinheiro Nogueira Pessoa, e duas velhas criadas, Emília e Joana.

Seu nome é uma homenagem a Santo Antônio. Toda a sua infância e a adolescência foram marcadas por diversos fatos que tempos depois, passaram a influenciá-lo. No ano de 1893, mais precisamente no dia 24 de julho, o pai de Fernando Pessoa, que na época tinha apenas 5 anos, faleceu vítima de tuberculose. No ano seguinte, outra tragédia abalou a família. Seu irmão mais novo, que mal havia completado um ano, faleceu.

Sem saída, D. Maria leiloou grande parte da mobília da casa e mudou-se para uma residência bem mais modesta. Foi justamente nessa época que surgiu o primeiro heterônimo de Fernando Pessoa, o Chevalier de Pas. Neste mesmo ano, Fernando Pessoa escreveu seu primeiro poema.

Em 1895, D. Maria se casou pela segunda vez com o comandante João Miguel Rosa, que havia conhecido um ano antes e que era cônsul de Portugal na África do Sul. Quando na Africa, país onde passou a marte parte de toda a sua juventude, recebeu educação inglesa e desde cedo já demonstrava um grande talento para a literatura e a poesia.

Em 1901, Pessoa escreveu seus primeiros poemas na língua inglesa. Foi nessa mesma época, que sua irmã, Madalena Henriqueta, de apenas dois anos, morre. Em Lisboa, sua mãe dá a luz a um quarto filho, fruto do segundo casamento, e a criança passa a se chamar João Maria. Em 1905, Pessoa retorna definitivamente para Lisboa, com o objetivo de se matricular no Curso Superior de Letras. Dois anos depois, abandonou o curso e montou uma tipografia, mas que mal chegou a funcionar. Em 1908, passou a trabalhar em casas comerciais como correspondente estrangeiro, na qual exerceu essa profissão até o ano de sua morte.

Podemos dizer que Fernando Pessoa optou por levar uma vida totalmente discreta e livre, sem qualquer tipo de obrigação fixa e nem horários pré-estabelecidos.

No ano de 1912, o poeta passou a ter contribuição na revista de nome ‘A Aguia’. Neste mesmo período, Fernando Pessoa passou a iniciar a elaboração de diversos projetos de livros, trazendo à cultura um novo movimento, que ficou responsável como Paulismo. Dois anos depois, em 1914, publicou Paúis, e aparecem os heterônimos Alberto Caeiro e seus discípulos, Álvaro de Campos e Ricardo Reis.

Em seguida, Pessoa encaminhou-se para o Futurismo e o Sensacionismo, compondo o Ode Triunfal, sob o heterônimo de Álvaro de Campos. Além disso, passou a compor Chuva Oblíqua, poesia ortonímica, delineando então o Interseccionismo.

No ano de 1915, foi criada a revista Orpheu, que é caracterizada como um verdadeiro marco do início do Modernismo em Portugal. A primeira edição, que tinha na direção Ronald de Carvalho e Luís Montalvor, publicou os poemas Opiário e Ode Triunfal, do heterônimo Álvaro de Campos, e ainda o Marinheiro, de Fernando Pessoa. Algum tempo depois, o poeta e filósofo se iniciou no esoterismo.

Em 1920, voltou a morar com a mãe, D. Maria, que havia retornado da África do Sul, mais uma vez viúva. Cinco anos depois, ela faleceu. Durante os cinco anos seguintes, ele escreveu mais alguns poemas, assinados por seus heterônimos. Um ano antes de sua morte, publicou sua única obra em português, que foi assinada durante sua vida, intitulado ‘Mensagem’, um livro de poemas de cunho místico e nacionalista.

Em 1935, Fernando Pessoa veio a falecer, em Lisboa, sua cidade natal, com apenas 47 anos, vítima provavelmente de uma pancreatite aguda.

Os heterônimos de Fernando Pessoa

Entende-se por heterônimo, o autor que publica alguma obra, livro, poema, etc. sob o nome verdadeiro de outra pessoa. Portanto, os principais heterônimos utilizados por Fernando Pessoa são:

1. Alberto Caeiro: considerado o heterônimo mais objetivo.

2. Ricardo Reis: caracteriza a vertente neoclássica ou clássica do poeta.

3. Álvaro de Campos: é o lado moderno do poeta.