Literatura de Autoajuda


A Literatura de Autoajuda é uma vertente da literatura que pode ser chamada de “recente”, se comparada às suas irmãs mais clássicas, o romance e a poesia, por exemplo. É um ramo que tem sido muito buscado tanto pelos escritores quanto pelos leitores nos últimos anos. Esse tipo de literatura busca, como diz o nome, auxiliar as pessoas com seus problemas do dia a dia ou da vida no geral, havendo, dessa forma, diversas ramificações de assuntos dentro do conceito da Literatura de Autoajuda. Neste artigo, veremos um pouco sobre a Literatura de Autoajuda num contexto geral e alguns exemplos desse tipo tão novo, mas já tão amado, da literatura mundial.

Esse gênero é uma forma de os leitores se situarem, encontrarem-se, obterem respostas sobre suas dúvidas e autoconhecimento sobre a vida ou qualquer outro assunto que seja necessário aprofundamento. Há diversas histórias que comprovam a solução de problemas apenas usando livros para compreender situações. Por esse motivo (da comprovação) essa vertente literária lidera sempre os rankings dos livros mais vendidos nas livrarias. Os problemas constantes vividos na modernidade ocasionam a busca das pessoas por essa solução tão prática. A angústia, o estresse e a preocupação são problemas que afligem a população atual e os livros de autoajuda são formas práticas de tentar solucionar os problemas, tal como um oásis, um refúgio do cotidiano.

Auto-ajuda

Há uma variedade enorme de gêneros literários dentro desse gênero: arte, ciência, astrologia, cultura, psicologia, comportamento e relações humanas, religião, lazer e muitos outros. É uma vertente que engloba uma gama enorme de assuntos, não tendo, portanto, um público específico delimitado. É o clássico brinquedo que pode ajudar pessoas de 8 ou 80 anos.

A diferença de classe econômica também não afeta os amantes por esse tipo de leitura. Leitores de todas as classes culturais, sociais e econômicas têm buscado o aconchego do livro de autoajuda. Talvez pela carência ou a necessidade de ouvir respostas, a literatura de autoajuda tem servido como uma forma de conforto para consolar e solucionar os problemas, seja qual for a classe social em que essa pessoa se encontra. É uma literatura famosa e com um espaço já cavado para si. Porém, as críticas existem, e são muitas.

Literatura de autoajuda: uma literatura oportunista?

Por diversas vezes esse questionamento circunda autores e editoras sobre esse estilo de escrita: o oportunismo. Aproveitar-se do sentimento das pessoas, vender verdades universais e apenas pensar no lucro. Apesar de colecionar diversos admiradores e leitores afincos, também coleciona muitos descrentes do seu “poder”. Admiradores de um estilo literal mais refinado possuem certo tipo de descriminação por essa vertente literária.

Entre os principais motivos estão as descrições vagas e a falta de crença na forma de abordar um tema. A intimidade e a simplicidade com que se fala de assuntos pessoais, e que variam de pessoa para pessoa, contribuem para um olhar torto de diversos autores e leitores de outros campos literários que não a autoajuda. Desde sua primeira impressão, descrentes continuam a interrogar as formas de abordagem dessa vertente literária afirmando, inclusive, o uso de conselhos vagos e abrangentes para problemas específicos.

Exemplos de obras literárias do campo da autoajuda

– Praticando o Poder do Agora: Ensinamentos essenciais, meditações e exercícios de O Poder do Agora, de Eckhart Tolle

Através do ensinamento de diversas religiões (Budismo, Sufismo, Hinduísmo e do Cristianismo), Tolle conserva todos esses ensinamentos como forma de orientação de uma prática e realizações da vida. Uma forma de solução baseada na espiritualidade e na fé, apesar do autor não possuir nenhuma religião definida, segundo ele. O livro é uma forma de trazer motivação a pessoas que estão desamparadas e necessitam do poder interior, o Poder do Agora.

– Florescer, de Martin Seligman

O autor defende uma autoestima positiva, uma forma de o ser humano se autoafirmar como tendo qualidades e explorá-las segundo uma psicologia positiva. Porém, o livro de Saligman não defende só o desenvolvimento de emoções positivas como forma de alcançar a felicidade: a resiliência, por exemplo, que é a capacidade humana de se recuperar após uma tragédia, é uma forma de busca da felicidade tão válida quanto o desenvolvimento de emoções positivas.

– Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes: lições poderosas para a transformação pessoal, de Stephen R. Covey

Talvez a forma mais popular de títulos de autoajuda: listas. As listas promovidas por Covey descrevem como é possível uma melhora no desempenho profissional aliada a uma qualidade social de vida aceitável, tudo pela adoção de novos hábitos, os 7, segundo o título. A busca de relacionamentos que promovem ganhos é uma das bases de argumentação do autor.

– Casais inteligentes enriquecem juntos, de Gustavo Cerbasi

Com dicas e orientações experientes de quem já estava aposentado e com um emprego fixo, Cerbasi descreve em seu best seller como casais podem alcançar a estabilidade financeira e potenciais ganhos, juntos.