Resumo do livro Capitães de Areia: A história e o autor


O livro ‘Capitães de Areia’ foi escrito por Jorge Amado. Nascido na cidade de Itabuna, no interior da Bahia, em 10 de agosto do ano de 1912, Jorge Amado é considerado um dos grandes escritores da literatura brasileira. Com apenas 19 anos, ele acabou surpreendendo o público e também a crítica ao lançar seu primeiro romance, intitulado de ‘O País do Carnaval’. Logo no início de sua carreira, desenvolveu uma literatura politicamente engajada.

Ele formou-se em ciências sociais e jurídicas no Rio de Janeiro. Depois de perder o cargo de deputado federal do Partido Comunista Brasileiro, foi colocado na ilegalidade. Por isso, foi obrigado a abandonar o Brasil e viveu cinco anos no exterior.

Capitães de Areia

No ano de 1958, iniciou em sua trajetória uma nova fase literária, que foi marcada por um estilo mais picaresco, com a apresentação de personagens bufões e malandros.

Jorge Amado morreu em Salvador, no ano de 2001 e é hoje o escritor brasileiro com mais obras traduzidas, e é conhecido pelo mundo todo.

O romance ‘Capitães de Areia’ é narrado em terceira pessoa. Ela não possui um personagem principal, e por isso, é correto que o protagonista mais apropriado nesse caso, é um grupo denominado por capitães de areio, que dá título à obra. Vale ressaltar ainda, que o narrador em nada se empenha para parecer imparcial, já que acaba participando da obra com muitos comentários, que apesar de serem na maioria das vezes sutis, são sempre favoráveis aos capitães de areia.

Esse romance procura narrar o cotidiano de um grupo de meninos que moram na rua, e o objetivo principal não é mostrar apenas o lado violento dessa vida, mas principalmente os pensamentos inocentes e as aspirações, que são comuns a qualquer criança.

Sinopse

Os capitães de areia, são um grupo de menores marginalizados e abandonados que acabam aterrorizando a cidade de Salvador. A obra narra as histórias dos destinos de cada integrante desse grupo.

O grupo capitães de areia tem como líder o jovem Pedro Bala, um filho de um grevista que acabou sendo morto no cais. Ele foi morar nas ruas com apenas cinco anos e desde cedo já apresentava capacidade para ser um líder nato.

O grupo era formado por mais de cinquenta crianças, que ocupavam um trapiche abandonado em uma das praias de Salvador. Ao longo da história, algumas delas vão sendo apresentadas aos poucos.

Uma delas era conhecido como Professor. Por saber ler, ele passava as suas noites lendo livros, com a ajuda de velas. Outro personagem do livro é Gato, que tem o apelido por ser um dos mais bonitos do grupo. Assim que entrou no grupo, um dos outros meninos dos capitães de areia tentou se relacionar com ele, mas Gato recusou. Tempos depois, ele acabou se apaixonando por Dalva, uma prostituta.

Sem Pernas é outro integrante desse grupo. Tempos antes, ele havia sido pego pela polícia, e desde então, se tornou um jovem amargo e que odiava tudo. Muitas vezes, por ser manco, era utilizado pelos companheiros com o objetivo de ganhar a confiança dos moradores da região, descobrindo o que havia de valor em suas casas.

Outros integrantes são Volta Seca, Pirulito, Boa Vida e João Grande. Em um determinado momento da narrativa, os moradores passam a sofrer com a epidemia de varíola. Um dos meninos participantes do capitães de areia precisa ser internado. Assim, Zé Fuinha e Dora, passam a fazer parte do grupo.

Algumas das crianças, tentaram de início, se relacionar com Dora. Mas, ela se interessa mesmo é por Pedro Bala, com que tempos depois, inicia um relacionamento amoroso.

Em um certo dia, alguns meninos foram pegos em um assalto. Mas Pedro Bala os protege, e apenas ele e Dora foram levados presos. Enquanto Pedro foi torturado pela polícia e mantido por oito dias em uma solitária, ela foi levada para um orfanato. Os meninos libertam Pedro e Dora, mas ela já estava muito doente e veio a falecer.

Quando Dora morre, o grupo acaba sofrendo algumas mudanças. Sem Pernas morre ao tentar fugir da polícia, Pirulito vai com o Padre José Pedro trabalhar na igreja e Gato resolve ir com Dalva para Ilhéus, já que ele havia se tornado cafetão da moça. Professor acabou se tornando pintor, na cidade do Rio de Janeiro. Em suas obras, começou a retratar a realidade das crianças da Bahia. Depois que Volta Seca se torna um cangaceiro e de cometer muitos crimes e de ser responsabilizado de muitas mortes, a polícia consegue finalmente prendê-lo e tempos depois, ele é condenado.

Pedro Bala está cada vez mais encantado de seu pai, que morreu em uma greve. Por isso, ele passa a se envolver em lutas e greves que eram a favor do povo. Dessa maneira, movido pelos ideais de revolucionários e de comunistas, Pedro passa o comando do grupo capitães de areia para outro menino do movimento e se torna um militante proletário.