Resumo do Livro O Alienista de Machado de Assis


O autor da obra “O Alienista” foi o escritor Machado de Assis, sendo essa a sua primeira obra com caráter realista. Por alguns críticos de literatura, a obra é inclusive considerada como um conto. Enquanto isso, outros o consideram uma verdadeira novela, principalmente por conta da narrativa utilizada e a quantidade de personagens e pequenas histórias que acontecem em meio ao enredo principal de O Alienista.

Entre as características que melhor definem a obra ‘O Alienista’, de Machado de Assis, podemos destacar que a mesma foi a verdadeira iniciante do escritor como realista, e por isso, introduz muitas críticas sociais e análises pelo viés psicológico.

O conto ocorre todo em terceira pessoa, e o próprio Machado de Assis é considerado o narrador onisciente. É por meio de sua obra que ele consegue demonstrar como se manifesta o comportamento humano no que diz respeito à vaidade, aparência e até mesmo, ao egoísmo.

O Alienista de Machado de Assis

Resumo do livro – O Alienista

O livro ‘O alienista’, de Machado de Assis, começa com a exposição do personagem principal da obra, que é o Dr. Simão Bacamarte, um médico de boa fama e extremamente respeitado não só em território brasileiro como também em Portugal, Brasil e Espanha. Ele se casa com a viúva D. Evarista, que ele considera uma ótima esposa principalmente para a geração de bons filhos. Porém, isso não é o que realmente acontece na rotina de casado dos dois.

Além de sua profissão como médico, ele passa também a se dedicar aos estudos da psiquiatria e da mente. Para dar continuidade aos estudos, ele se muda para uma cidade de interior do estado do Rio de Janeiro, Itaguaí. Nesse local, ele pede a autorização para o governo estadual para dar abertura à uma clínica especializada no estudo de doenças da mente, com destaque para a loucura por exemplo.

O local logo se batiza como Casa Verde, e nesse ambiente, Dr. Simão interna todos os pacientes que considera louco. No início de sua carreira, a internação é realizada unicamente com os indivíduos que realmente tem algum tipo de loucura, sendo que a grande maioria deles chega ao consultório por meio da aclamação da sociedade. Porém, não tarda para que o doutor comece também a aprisionar na sua clínica pessoas totalmente consideradas sãs.

Um exemplo de paciente foi o cidadão Costa, que tinha recebido uma herança tão alta capaz de mantê-lo até o resto de sua vida.
Porém, ao invés de controlar o dinheiro, ele gastou cada sentada emprestando aos seus amigos e logo foi encontrado na miséria.

Outra paciente que também teve a internação por um motivo considerado bem estranho foi D. Evarista, que foi ao consultório de Dr. Simão unicamente por um motivo: ela não sabia qual roupa escolher para ir a uma festa.

Chega um momento do livro de Machado de Assis que cerca da metade de toda a população da pequena cidade de Itaguaí já está internada na Casa Verde, e isso cria uma grande comoção popular na cidade, sendo que grande parte da população restante começa a se revoltar totalmente com o fato.

O barbeiro da cidade, chamado de Porfílio, se torna o responsável por liderar uma revolta à Casa Verde, que tinha como principal intuito liberar todas as pessoas que lá estavam presas de maneira injustiçada. Como o apelido do barbeiro era “canjica”, logo a ação ficou conhecida como “revolta dos canjicas”.

Porém, a revolução não terminou como o esperado: na verdade, os manifestantes acabaram ficando também no consultório de Dr. Simão, já que todos eles foram também internados, considerados loucos pela organização da manifestação.

Nesse momento, mais do que 75% de toda a cidade de Itaguaí já estava presa no consultório de Dr. Simão. Esse foi o momento que, pela primeira vez, o doutor fez uma reflexão sobre os seus critérios. Depois de pensar bem, ele chegou a uma conclusão: a reversão.

Já que grande parte da população por meio de suas ações estavam presas, isso significava que, na verdade, os que mantiveram a firmeza do caráter e conseguiam controlar todas as suas ações deveriam ser considerados os verdadeiros loucos. Por conta disso, ele soltou todos os que estavam presos e internou em seu consultório a minoria, que vivia sua vida normalmente na cidade de interior.

No fim, ele percebe que em todos os anos de sua vida que dedicou para o estudo da psiquiatria e estudos da mente, o único louco que tinha um verdadeiro desvio de caráter era ele mesmo, após um estudo mental pessoal. Por isso, ele soltou todos os pacientes e se internou sozinho na Casa Verde. Depois de 17 meses internado, ele faleceu.

Reflexão da obra

O Alienista é uma obra em que Machado de Assis cria uma linha tênue entre a loucura e a razão. Além disso, questiona qual é o papel disso em meio ao poder, e como o comportamento humano toma diferentes formas para garantir soberania ou respeito em uma determinada situação.