Resumo do Livro o Mundo de Sofia


Há quem diga que a obra de Jostein Gaarden, de 1952 e nome “O mundo de Sofia” está de portas abertas para os que querem cair de cabeça no universo tão mágico – e por vezes, confuso, da filosofia.

O escritor norueguês, Gaarden, que também atuava como professor de filosofia em uma escola de ensino médio, explica que o principal motivo que o levou a desenvolver sua obra foi o fato de que não encontrava nas livrarias conteúdo didático o suficiente para dar embasamento às suas aulas, que fosse é claro, acessível para o público mais jovem, com foco para as crianças e adolescentes. Em território brasileiro, o livro teve o seu lançamento no ano de 1995, porém, já passou por mais de 70 reimpressões. Ele ganhou ainda uma nova edição em 2012 devido ao sucesso de vendas.

o Mundo de Sofia

O livro O Mundo de Sofia tem como gênero de base o romance, e a sua tradução já foi realizada em mais de 50 idiomas diferentes. Em território alemão, por exemplo, a obra já vendeu mais do que 3 milhões de cópias.

Por mais que o seu gênero seja o romance, há quem diga que o livro também funciona como um verdadeiro guia básico para a compreensão da filosofia. Um dos seus aspectos mais interessantes é o fato de que ele também aborda os temas mais conservadores dessa vertente, e ainda, atua em favor da ONU.

E não foi à toa que em 1999 o livro foi também adaptado pela indústria cinematográfica, por mais que ele não tenha se estendido para outros países a não ser pela Noruega e na Austrália, onde a obra O Mundo de Sofia foi na verdade adaptada para uma minissérie. Em 1998, o livro se tornou também tema para a criação de um jogo de computador pela Learn Technologies. No Brasil, a versão cinematográfica da obra chegou em DVD no ano de 2008.

O enredo da história

Tudo começa quando a protagonista da obra, Sofia Amundsen, está quase a completar os tão esperados 15 anos. Assim, chega em sua casa, por meio dos correios, uma carta em seu nome. Ao abrir o envelope, ela se depara com um conteúdo estranho, com perguntas que diziam muito sobre a sua existência. Perguntas como “quem é você e como foi que o mundo surgiu” eram algumas das embasadas dentro de sua carga. No final, uma mensagem dizia que era dessa forma que começariam as suas aulas de filosofia com um professor de nome Alberto Knox, sendo esta uma verdadeira referência a Jostein Gaarder e suas intenções.

Alberto tem como principal intuito fazer com que Sofia passe a entender o que é a filosofia e quais são os seus objetivos: desde a era pré-socrática até os mais recentes filósofos e suas contribuições no modernismo. O professor Alberto tem uma característica bem marcante no livro: a presença de muitas perguntas, que por mais que sejam destinadas à Sofia, fazem com que todo o público leitor se inspire à responde-las.

Sendo assim, a principal característica presente no livro ‘O mundo de Sofia’ são questionamentos realizados pelos filósofos das mais variadas épocas, e o mais interessante certamente é o fato de que cada uma delas leva a reflexão sobre o quão mágica pode ser a nossa vida, trazendo um aspecto muito mais especial para o cotidiano de quem está realizando a leitura.

Paralelamente às aulas que Sofia tem na escola, ela recebe também as suas cartas, que por sinal, devem ser entregues a uma garota que ela nem sequer conhece: Hilde Moller Kang. Com o passar da história e com o decorrer dos fatos, Sofia logo percebe que a sua vida está rodeada de muitos mistérios, e que grande parte deles somente ela, os filósofos e o seu misterioso professor de filosofia podem – ao menos tentar – responder.

A escolha dos filósofos

A história é essencialmente um romance, e podemos afirmar com êxito que Gaarder conseguiu cumprir com o seu próprio objetivo: tornar a filosofia um assunto presente e também questionável para os jovens, crianças e adolescentes como um todo, sendo essa a porta de entrada ao universo filosófico.

Devemos destacar que alguns filósofos ganharam destaque superior a outros. Enquanto os famosos Platão e Sócrates contam, cada um deles, com capítulos únicos e específicos às suas contribuições filosóficas para o mundo, outros como Epicuristas e Cínicos foram considerados de forma menos significativa na obra O Mundo de Sofia.

Por outro lado, também devemos destacar que na obra os ideais de Hegel e Kant são bem explícitas e contam com um forte teor didático para os que realmente querem entender o que foi estudado pelos dois filósofos. Mas, as obras de Nietzsche e de Schopenhauer, por vezes, foram totalmente ignoradas. Sendo assim, é notável que o norueguês tem as suas próprias preferências, ou pelo menos, considera tais filósofos os melhores para a introdução dos jovens no mundo da filosofia.