Resumo do Modernismo: Estudo crítico de Autores – Mário de Andrade – Biografia


Mário Raul de Morais Andrade, foi um importante crítico literário, escritor, e porta brasileiro. Nascido em São Paulo, no dia 9 de outubro do ano de 1893, Mário de Andrade, nome pelo qual ficou conhecido, foi um dos grandes pioneiros da poesia moderna brasileira, com a publicação, no ano de 1922, de seu livro Paulicéia Desvairada.

Estudo crítico de Autores – Mário de Andrade

Pode-se dizer, que Mário de Andrade foi principalmente, um grande interessado pelas coisas brasileiras. Além da cidade de São Paulo ter sido vista como comoção de sua vida, o Brasil como um todo, foi o objeto de estudos profundos de sua parte. Por vinte anos, Mário de Andrade foi a figura central do movimento vanguardista de São Paulo.

No ano de 1924, o alvo foram as cidades históricas de Minas Gerais. Três anos depois, viajou pelo Amazonas. Nos dois anos seguintes, por todo o Nordeste. Todas essas viagens renderam algumas de suas importantes obras, como Clã do Jabuti, Ensaio sobre a música brasileira e Macunaíma. Mas, o vírus paulista morava dentro do poeta e ele não conseguiu ficar por muito tempo fora de São Paulo. No ano de 1940, voltou para as neblinas frias da cidade que realmente amava. Passou a trabalhar então no serviço do Patrimônio Histórico, retomando a sua obra.

Durante sua infância, Mário foi considerado um prodígio pianista, e por isso, no ano de 1911, foi matriculado no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Apesar de ter escrito poesia durante todo o tempo em que esteve no Conservatório, ele não pensava em fazer isso de maneira profissional, até que então, a carreira de pianista profissional deixou de ser uma opção viável.

No ano de 1913, seu irmão, que estava na época com apenas 14 anos, morreu vítima de um golpe enquanto jogava futebol, fato que acabou causando um choque profundo no autor. Em seguida, ele deixou o conservatório e foi com a família para uma fazenda em Araraquara. Um tremor nas mãos havia afetado a sua habilidade de tocar piano e por isso, apesar de ter se formado no Conservatório, nunca mais se apresentou e passou a estudar teoria musical e canto, com o objetivo de se tornar professor de música. Foi nesse contexto, que começou a aumentar o seu interesse pela literatura.

No ano de sua formatura, em 1917, publicou seu primeiro livro de poemas, utilizando o pseudônimo de Mário Sobral. Mas, sua primeira obra não teve um impacto considerado significativo e decidiu então, ampliar o âmbito de sua escrita. Deixou São Paulo e foi para o campo, local onde iniciou um trabalho de documentação sobre a história, a cultura, o povo e em especial, a música do interior do país. Mário também publicou em alguns jornais da cidade, ensaios, que na maioria das vezes eram ilustrados por suas próprias fotografias.

A Semana de Arte Moderna e a morte de Mário de Andrade

Ao mesmo tempo em que trabalhava como pesquisador do folclore do Brasil, ele fez amizade com um grupo de jovens escritores e artistas de São Paulo, que estavam bastante interessados no modernismo europeu. Alguns desses jovens, passaram a integrar mais tarde o Grupo dos Cinco, que era composto por Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Vale ressaltar, que anos antes, Anita havia visitado a Europa durante a Primeira Guerra Mundial, introduzindo assim, o expressionismo em São Paulo.

Durante toda a década de 20, os membros do Grupo dos Cinco continuaram a trabalhar juntos, e por isso, a reputação deles cresceu e diminuíram as hostilidades que enfrentavam. Podemos dizer, que Oswald de Andrade e Mário de Andrade foram os principais impulsionadores do movimento modernista brasileiro.

No ano de 1922, ao mesmo tempo em que organizava a publicação de sua segunda obra, Mário de Andrade trabalhou juntamente com Oswald de Andrade e Anita Malfatti na organização da Semana de Arte Moderna, que aconteceu entre os dias 11 e 18 de fevereiro, no Teatro Municipal de São Paulo.

Sua segunda obra, o livro Paulicéia desvairada, acabou por colocar Mário de Andrade entre os pioneiros do movimento Modernista do país, o que culminou, no ano de 1922, como uma das figuras proeminentes da histórica Semana de Arte Moderna.

Mário de Andrade, morreu no dia 25 de fevereiro do ano de 1945, com apenas 51 anos de idade, vítima de um enfarte do miocárdio. Mas, o escritor só começou a ser reconhecido como um talento da literatura, dez anos depois de sua morte, quando o então presidente Getúlio Vargas já havia falecido. Assim, ele acabou se consagrando como um dos principais valores culturais do país. Em sua homenagem, no ano de 1960, foi dada à Biblioteca Municipal de São Paulo, o seu nome. Além disso, ele já foi interpretado no filme de 1982, O homem do pau brasil, na minissérie JK, de 2006 e em Um só coração, de 2004.