Resumo Luís Vaz de Camões


Luís Vaz de Camões nasceu em 1524, não se sabe exatamente o local, mas acreditasse que ou foi em Coimbra, ou em Lisboa.

Filho de galegos frequentou a Universidade de Coimbra e juntou-se ao Exército da Coroa de Portugal, embarcando como soldado, em 1547, para a África onde participou da guerra contra os Celtas. Acabou sofrendo um ataque e perdendo o olho direito em combate.

Em 1552, quando retornou a Portugal, foi preso por agredir um oficial da corte e, após isso, exilado do país. Em seu exílio o autor produziu um dos seus poemas mais famosos “Os Lusíadas”, publicado pela primeira vez em 1572.

Luís Vaz de Camões

Criador da linguagem clássica portuguesa e poeta reconhecido do Renascimento Português escreveu poesias inspiradas em canções populares que lembram as cantigas medievais. Sua obra lírica é formada por sonetos e redondilhas, sem excesso de artifícios e com excelência geométrica.

Em seus poemas, Luís Vaz de Camões desperta uma apreciação pelos dramas amorosos e humanos da sociedade. Suas obras são compostas por poesias épicas e líricas, peças teatrais e sonetos, sua obra-prima.

O poeta português faleceu em 1580, em Lisboa, em situação de extrema pobreza. Até os dias atuais são vendidos milhares de exemplares dos seus livros traduzidos para vários idiomas, entre eles, espanhol, inglês, francês, italiano e alemão.

Seus versos continuam inspirando poetas, músicos e cineastas e estão presentes em diversos filmes e músicas.

Os Lusíadas

Os Lusíadas é um poema do estilo épico, ou seja, narra fatos heróicos, e foi dedicado ao rei de Portugal, D. Sebastião. Narra às realizações do povo português em suas guerras e navegações.

O poema conta acontecimentos históricos de Portugal detalhando a história de Vasco da Gama e dos heróis portugueses que navegaram em torno do Cabo da Boa Esperança e descobriram um caminho para as Índias. O poema também relata a história da intriga dos deuses gregos que procuravam ajudar ou atrapalhar os marinheiros.

É considerada uma epopéia humanista associada à mitologia pagã cristã e suas contradições de guerra e império, repouso e aventura e do prazer e da visão heróica.

No século XVI, todos os reinos católicos deveriam ter a aprovação da Inquisição para a publicação dos livros. Isso aconteceu com “Os Lusíadas”, de acordo com o texto do frei Bartolomeu as características da obra e a existência de deuses pagãos não devem perturbar, pois, não passa de um recurso poético usado pelo autor.

A diferença de Os Lusíadas para as antigas epopéias clássicas está na participação de episódios líricos na obra sem qualquer relação com o Tema principal, a viagem de Vasco da Gama.

Lírica Camoniana

A palavra lírica vem do latim lira, instrumento musical tocado nos recitais de poemas líricos.

Antigamente apenas os poemas acompanhados de música e que seguisse o modelo de soneto eram considerados líricos, mas atualmente, esse modelo cessou e as produções com conteúdo fortemente emocional são consideradas líricas.

Esse tipo de poesia apresenta um “eu” dividido na experiência de mostrar ao mundo suas dores, despertando e fazendo o leitor identificar-se e emocionar-se com o tema proposto.

A poesia lírica camoniana apresenta uma dualidade marcada pela poesia tradicional portuguesa e pelas poesias do novo estilo Renascentista. É dessa maneira que se observa a ampla composição lírica de Camões abordando o amor e as ideias platônicas.

Nos poemas do autor observa-se a essência da filosofia platônica que é a elevação da amada a uma beleza absoluta. Na lírica camoniana o amor é visto de duas formas, como ideia e como manifestação carnal.

No amor como ideia existe uma idealização da mulher, descrevendo a mulher amada como um ser superior, angelical e perfeito. As experiências do mundo real fizeram o poeta não tratar mais do amor ideal, mas sim, de um amor terreno, carnal.

Por não conseguir sintetizar esses dois amores, a poesia lírica camoniana é uma contradição retratada com o uso excessivo de paradoxos.

Além do amor e a mulher amada outros temas como saudade, natureza, mudança, desconcerto do mundo, vida, morte, Deus e destino são encontrados na poesia lírica camoniana.

Obras

O trabalho do poeta Luís Vaz de Camões divide-se em três gêneros: lírico, épico e teatral.

As principais obras teatrais do autor são: El-Rei Seleuco; Auto de Filodemo; Anfitriões. Das obras líricas se destacam: Amor é fogo que arde sem se ver; Eu cantarei o amor tão docemente; Verdes são os campos; Que me quereis, perpétuas saudades; Sobolos rios que vão; Transforma-se o amador na cousa amada; Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades; Quem diz que o amor é falso ou enganoso; Sete anos de pastor Jacob servia; Alma minha gentil, que te partiste.

Os sonetos são as obras mais conhecidas de Camões. São dezenas de sonetos já escritos, entre eles: Aqueles claros olhos que choram; Como quando do mar tempestuoso; O Céu, a terra, o vento sossegado.