Raciocínio indutivo


O raciocínio indutivo, também conhecido popularmente como método indutivo, nada mais é do que um argumento ou raciocínio que tem como base uma premissa de caráter particular, mas que ao fim, chega a uma conclusão de caráter universal.

Mas como assim?

O processo do raciocínio indutivo é aquele pelo qual, levando-se em consideração uma série de particularidades (premissas individuais e pessoais), chega-se até uma generalização, ou seja, algo universal e não mais único.

Raciocínio

E é com base nisso que devemos concluir que o raciocínio indutivo é um argumento individual que, quando finalizado, toma uma proporção muito maior do que era anteriormente, em formato de premissa. O indivíduo que se utiliza do método indutivo também é consciente acerca dela, uma vez que sabe que as explicações para fenômenos (especialmente os naturais) surgem graças à simples observação dos fatos, sendo ela realizada particularmente, ou seja, por meio das experiências pessoais de cada indivíduo.

Quais são as raízes do raciocínio indutivo?

Tudo começou com o mais antigo filósofo da Grécia Antiga: Aristóteles que, durante seus estudos voltados para a Metafísica, descobriu que Sócrates foi a primeira pessoa a utilizar conscientemente o método indutivo, uma vez que criou definições, ou melhor, conceitos para tal.

O termo designado por ele para conceituar o raciocínio indutivo, no grego, era ‘epagogé’, sendo ele traduzido para outras línguas como indução. Porém, nem sempre o sentido atribuído pelo filósofo foi o mesmo que conhecemos hoje, uma vez que a versão atual do raciocínio indutivo também passou pelo processo de modernização.

Para entender o que é o raciocínio indutivo, primeiro é necessário considerar duas premissas:

• Classe dos argumentos dedutivos;

• Classe dos argumentos Indutivos.

Os argumentos dedutivos, os quais não estudaremos neste artigo, são aqueles pelas quais as premissas nos dão fundamentos definitivos, ou seja, conclusões exatas sobre um determinado fato ou questionamento.

Enquanto isso, os raciocínios indutivos são muito mais complexos, uma vez que a conclusão conta com uma única fundamentação, não sendo esta já conclusiva. É desta maneira que os conceitos do raciocínio válido e da dedução são encontrados. A indução, de uma forma ampla, pode ser conceituada como o oposto do próprio método de dedução, em que as coisas são compreensíveis de forma mais exata. A indução parte sempre de uma observação individual ou pessoal realizada do próprio mundo, de um evento, de determinado fato ou de algum tipo de realidade.

Mais características sobre o princípio da indução

O princípio da indução está longe de oferecer uma verdade pura e lógica. Na realidade, ele está diretamente relacionado com premissas que, possivelmente, possam chegar a uma conclusão, sendo elas observáveis (seja pelos fatos da natureza ou do mundo como um todo).

E é claro que, assim como ocorre com o raciocínio dedutivo, o argumento indutivo também tem uma função: concluir uma particularidade em proporções maiores, ou melhor, concluir uma proposição pessoal e torná-la mundialmente conhecida e importante.

Mas porque o raciocínio indutivo é mais ‘complicado’?

O raciocínio indutivo não existiria caso não houvesse os problemas de indução. Se não tivessem novas coisas a serem descobertas por conta das observações pessoais de cada indivíduo, certamente ela também não teria motivo para existência.

Bom, com certeza você já deve ter compreendido que todo pensamento de caráter indutivo tem como base as premissas particulares, o que já vimos anteriormente. Essa base faz com que o indivíduo busque uma lei geral, ou seja, algo universal e encontrado fora de suas observações particulares.

Neste caso, vamos considerar alguns exemplos de raciocínio indutivo:

• O ferro é o material responsável pela condução de eletricidade, certo? E que material é este? Metal.

• O ouro é outro material que também é responsável pela condução de eletricidade. E o seu material, no caso, também é metal.

• Já o cobre também integra a lista dos materiais que conduzem eletricidade. E o que ele é? Um metal.

Com base em todas essas premissas individuais, que foram descobertas no campo da experiência e do conhecimento individual de cada indivíduo, que uma lei universal ou geral foi buscada para explicar cada um dos fenômenos anteriores:

• Os metais, em sua totalidade, são condutores de eletricidade.

Vamos considerar mais um exemplo para que o conceito de raciocínio indutivo fique realmente claro na sua memória?

• Uma mulher mais velha, com cerca de 70 anos, começou a notar o surgimento frequente de rugas em seu corpo.

• Quando era mais nova, ela não tinha essas rugas.

• Mas ela se lembra bem de quando seus pais também começaram a desenvolver essas mesmas marcas.

Todas essas são observações individuais e que, no caso, quando estão juntas formam uma premissa universal:

• Todas as pessoas mais velhas, sejam homens e mulheres, desenvolvem rugas durante o processo de envelhecimento.

Com base nisso, lembre-se também que um argumento formado por raciocínio indutivo não pode ser lógico logo de início, uma vez que precisa encontrar base plausível geral e/ou universal.