Diferenças linguísticas entre o infinitivo e o subjuntivo


O português pode causar confusão quando observamos os tempos verbais e suas regras. Pretérito perfeito? Pretérito mais que perfeito? Verbos e advérbios se confundem, mas tempo verbal é importante. Conhecer o uso dos tempos verbais direciona como construímos nossas frases. Muitas pessoas têm dificuldade de distinguir, em uma sentença, o infinitivo do subjuntivo. Quando há ocorrência de um ou de outro? Devido à familiaridade que ambos possuem, é preciso bastante atenção. O português é uma língua com vários tempos e conjugações verbais, então, vamos falar desde o princípio de cada um.

Tempo Verbal Infinitivo

Junto com o gerúndio e o particípio, o Infinitivo é uma forma nominal do verbo. Por estar no infinitivo, um verbo não teria flexão. Por exemplo, as palavras ficariam somente em ir, ser, estar, falar. No entanto, como a Língua Portuguesa é repleta de peculiaridades e regras, existe sim flexão dos verbos no infinitivo.

infinitivo e o subjuntivo

Infinitivo Pessoal: por via de regra, as palavras no infinitivo, quando conjugadas, vêm com uma preposição. Para ir, para sair, vontade de falar.

Não é estranho, contudo, que você encontre os verbos como irem, saírem, mas isto só acontece se o sujeito estiver expresso na oração:
– “É melhor eles irem embora”.
– “Somente se eles caírem na classificação”.

Como o infinitivo pressupõe-se também futuro, alguns verbos acabam conjugando também. Recomenda-se o uso do infinitivo impessoal, ou seja, genérico, quando na oração não há necessidade de especificar exatamente ao que se refere o assunto, até porque, normalmente a sentença seguinte esclarece. Veja o exemplo:
– Para escrever melhor, eu leio bastante.

O escrever encontra-se no infinitivo impessoal. Porém, há a complementação seguinte, deixando a frase clara e concisa. Utilizando o exemplo citado acima, em “É melhor eles irem embora”, foi necessário conjugar o verbo, transformando-o em infinitivo pessoal pois caso contrário seria:
– É melhor ir embora.
A quem estaria se referindo?

Em resumo, o infinitivo deve ser utilizado:
– Quando há ação imperativa: “Eles devem andar mais rápido.”
– Quando não há necessidade de se referir a alguém: “Proibido falar ao celular.”
– Complemento de substantivo, adjetivo ou verbo da oração anterior: “Eles foram apoiados de usar uniforme.”

O tempo verbal subjuntivo

Observe que até então o infinitivo trata, basicamente, de ações no presente. A grande diferença é que o subjuntivo utiliza verbos iguais ao infinitivo, mas indicando ações futuras – pretérito perfeito e imperfeito e fatos que podem acontecer no presente atual.
Ele é caracterizado pela incerteza, dúvida ou desejo da ação na oração. Vamos aos exemplos?
– Eu esperava que eles ganhassem o jogo.
– Se estudar pode ir bem na prova.
– Ao sair do ambiente, feche as janelas.
– Se ele vier me visitar, ganhará bolo.

Enquanto o infinitivo é bastante utilizado por nós, deve tomar-se o cuidado de não aplicar o gerúndio, como ouvimos muito por aí. Não é porque o verbo está no infinitivo que deva ficar desta forma.
– Eu vou estar transferindo.
O correto é:
– Eu estarei transferindo – a ligação, o dinheiro.

Quando aplicar o subjuntivo ou o infinito?

O subjuntivo serve, respectivamente, para indicar ações no futuro ou que aconteceriam no futuro, utilizando os verbos no infinitivo. Por isso há a confusão entre eles. O infinitivo basicamente é aplicado no presente e, quando tentamos utilizá-lo no futuro, acaba causando o gerúndio. O gerúndio cabe apenas em poucas situações.

Para que haja bom uso dos dois tempos verbais é preciso praticar. Escrever com regularidade vai garantir que o uso dos verbos seja feito da forma correta. Além disso, a leitura ajuda a identificar os casos, mostrando muitas vezes na prática. Isso significa que você não precisa decorar os nomes, mas saber distingui-los é interessante, principalmente para quem precisa participar de provas e concursos.

Tanto subjuntivo quanto infinitivo são utilizados em nossa língua falada diariamente, mas devem-se observar os comportamentos dos verbos na escrita. Em provas e redações cobra-se a norma culta da Língua Portuguesa. Portanto, no caso de dúvida, decore as três regrinhas do infinitivo. Assim, se ao analisar uma sentença ela não se encaixar nos três casos, possivelmente é subjuntivo.

O principal erro que pode ser cometido no infinitivo é o famoso “mim”. Isso é via de regra: o mim não pode vir antes de verbo no infinitivo. “Para mim fazer” é um vício de linguagem e que deve ser corrigido, principalmente na escrita. No subjuntivo, ele poderia ser aplicado da seguinte forma: “Ele vai estar junto a mim.” O mim ficou no final da oração, sem conjugar um verbo conseguinte.

O cuidado ao descrever as orações pode ser descomplicado, contanto que as normas sejam respeitadas. Falar o português dentro das normas pode ser complicado e é muito raro encontrar quem o faça. Mas ao escrever, ter ciência das diferenças entre estes dois tempos verbais influenciam tanto na forma falada quanto escrita.