Formação de Palavras: Primitivas, Derivadas e Tipos de Derivação


A língua portuguesa é realmente um idioma bem extenso, repleto de regras, conceitos e processos que, em alguns casos, podem realmente nos confundir, principalmente durante as provas e vestibulares que são tão importantes para dar continuidade à nossa vida acadêmica e profissional.

Por conta disso, neste artigo falaremos um pouco mais sobre a formação de palavras na língua portuguesa, que deriva de uma série de processos para realizar a combinação dos morfemas. Os morfemas, por sua vez, são responsáveis pela formação das palavras, que formam as orações, frases, parágrafos e assim por diante.

Para que possamos compreender de forma realmente completa esse processo, é necessário retomar também outros conceitos da língua portuguesa, como é o caso das palavras primitivas e as palavras derivadas.

Formação de Palavras

Palavras primitivas e derivadas

As palavras primitivas são palavras pequenas, e que não precisam derivar de outras palavras para existirem. Esse é o caso de palavras como casa, dia ou flor.

Já as palavras derivadas, como o próprio nome já nos dá a entender, são palavras que necessitam da derivação de outras para que sejam formadas: ou seja, são palavras que só se originam a partir de outras. Um exemplo de palavra derivada seria “casarão”, que no caso deriva da palavra primitiva ‘casa’, o diário (de dia), pedraria (para a palavra primitiva pedra) e assim por diante.

No que diz respeito à formação de palavras, devemos então destacar que os principais processos para a formação de palavras são a composição e a própria derivação.

Tipos de derivação

Assim como já vimos, a derivação nada mais é do que a formação de novas palavras, que por sua vez são derivadas de palavras que já existem na língua portuguesa, ou seja, as palavras primitivas.

Porém, a derivação também se divide em uma série de tipos diferenciados. Confira alguns deles neste artigo.

Derivação prefixal

A derivação prefixal, também conhecida como derivação por prefixação, acontece quando um prefixo é acrescentando a um radical. Neste caso, o prefixo pode ser o “inf”, para a palavra fiel. Dessa forma, formamos a palavra infiel. No caso da palavra desleal, ela é formada pela palavra leal com o prefixo ‘des’.

Derivação Sufixal

Já a derivação sufixal, que também pode ser conhecida como a derivação por sufixação, é aquela em que o sufixo é adicionado a um radical.

Assim, um bom exemplo seria para a palavra felizmente. O radical é o feliz, enquanto o sufixo o mente. Já a palavra espaçosa é formada pelo radical “espaç” com o sufixo “osa”.

Derivação por parassíntese

A derivação por parassíntese ou parassintética é aquela em que ocorre um acréscimo de caráter simultâneo: tanto um sufixo, quanto um prefixo se somam a um determinado radical.

A palavra entardecer, por exemplo, é formada pelo radical “tard”, que conta com o “en” como prefixo e o “ecer” como sufixo. A palavra ‘empalidecer’, por sua vez, é composta pelo “em”, como prefixo”, “palid” como radical e “ecer” como sufixo.

Derivação regressiva

A derivação regressiva, por sua vez, é aquela que acontece quando uma nova palavra se forma a partir da redução de própria palavra primitiva. Pois é: é principalmente dessa forma que as palavras substantivas são criadas, por meio de verbos já existentes.

Vamos começar com o exemplo da palavra ‘chorar’, que após a derivação regressiva se torna o substantivo choro. Por outro lado, o verbo combater, que se torna combate. Castigar e criticar também podem se tornar novas palavras a partir da redução de tal palavra primitiva, se tornando os substantivos castigo e crítica.

Derivação por conversão

A derivação por conversão, também chamada de imprópria, é aquela em que acontece uma mudança na própria classe gramatical de uma determinada palavra primitiva para que a nossa palavra seja formada, porém, sem que ocorra nenhuma alteração na sua forma.

Um simples exemplo pode ser encontrado na palavra jantar. Dizer que o “jantar” estava muito bom. Por mais que jantar seja um verbo na língua portuguesa, é nesse sentido que ela se torna um substantivo. Por outro lado, dizer que não foi possível entender o “porquê” de determinada briga faz com que essa palavra que na verdade é uma conjunção, se torne também um substantivo.

Composição

Já a composição se torna possível quando uma palavra forma-se a partir de dois ou então de mais radicais.

A composição, por sua vez, só acontece de duas diferentes formas: ou por aglutinação ou então por justaposição.

Na aglutinação, ela acontece quando ocorre alguma mudança em ao menos um desses radicais que se unem, como é o caso da palavra “planalto”, em que as palavras plano+alto se juntam para a formação de uma única palavra.

Já a composição por justaposição acontece quando não há a necessidade de alterar qualquer um dos radicais que se unem para essa formação, como é o caso, por exemplo, de “beija-flor”, “passatempo”, “couve-flor” ou “pé de moleque”.