Objeto Direto e Objeto Indireto pleonásticos


A língua portuguesa é muito complexa. Em muitos momentos precisamos ficar atentos para não pronunciarmos uma frase ou uma palavra de forma incorreta, mas principalmente na escrita é que existem mais dúvidas sobre a gramática portuguesa. As temidas “regrinhas” são várias, vão de acentuação, a ditongos e hiatos, conjunções aditivas, e tantas outras que costumam assustar principalmente os estudantes. Mas, se nos dispormos a entender o conteúdo em vez de decorar as regras gramaticais, com certeza ficará mais fácil o nosso entendimento. A seguir iremos falar sobre Objeto Direto e Objeto Indireto Pleonásticos.

Certamente você, em algum momento, deve ter escutado a expressão “figura de linguagem”, que significa “pleonasmo”. O pleonasmo está mais presente na nossa linguagem diária do que imaginamos, observe: quando falamos a frase “subir pra cima” ou “descer pra baixo”, por exemplo. De origem grega a palavra pleonasmo significa “abundância” e consiste em repetir as palavras, as expressões com o intuito de enfatizar uma ideia.

 Objeto Direto e Objeto Indireto

Abaixo iremos explicar o objeto direto.

Exemplos:

* O anel, guardou-o no bolso da blusa.

* Aquela canção, ouvi-a muito.

* As roupas, a Rafaela recebeu-as.

Observe que: ao fazermos a pergunta ao verbo “guardou o quê”, a resposta que temos é: “o anel”, que neste caso é um objeto direto. No entanto, após o verbo podemos observar que existe o pronome pessoal átono “o”, e que também diz respeito ao anel. Neste caso, o objeto direto está descrito duas vezes nesta frase, e tem como objetivo dar ênfase a este objeto, logo, temos aí um objeto direto pleonástico. Algumas observações: o objeto direto faz o complemento do sentido de um verbo transitivo direto, porém não necessita da presença obrigatória de uma preposição. Desta forma, indica o paciente da ação verbal, que é o elemento que sofrerá a ação verbal.

Os verbos transitivos diretos são os verbos que precisam de um complemento para completar o seu sentido, respondendo às perguntas “o quê”? ou também “quem”? Os objetos diretos estão representados principalmente pelos: substantivos, pronomes substantivos, pronomes oblíquos átonos e orações subordinadas substantivas objetivas diretas.

Note a seguir exemplos de objetos diretos que são representados por substantivo:

– Luciano comeu a |laranja|.

– Miriã esperava o |irmão|.

* pronome substantivo:

– Olhei |isto| com todo o cuidado.

– Meu filho fez |tudo| para a festa da enteada.

Temos ainda o objeto direto que possui um pronome oblíquo átono (a, o, as, nos, vos, te, me, se) Observe o exemplo: O garçom deixou-a escolher. Ele-o ama bastante.

A seguir, exemplos de objetos diretos com uma oração subordinada substantiva objetiva direta: Desejo que |você se torne minha esposa|. Os parentes não sabiam |que era dia de festa|.

Temos também presente na gramática portuguesa o Objeto Indireto Pleonástico, que podem se dar da seguinte forma:

Objeto Indireto:

* Aos meus filhos, meus amores, lhes dou todo o meu carinho.

* Ao representante, solicitei-o as notas.

* Aos meus primos, pedi-lhes um esclarecimento.

Neste caso temos um exemplo de Objeto Indireto Pleonástico pois “aos meus filhos”, a frase do nosso primeiro exemplo, responde a pergunta “a quem”, e o pronome “lhes” se refere também aos filhos.

Para identificar um objeto pleonástico deve-se sempre verificar primeiramente se existe a presença do objeto. No caso de existir um pronome átono que diz respeito a este mesmo objeto, trata de um objeto pleonástico. Então, é preciso verificar a presença ou não da preposição.

Assim como o objeto direto completa um verbo transitivo direto, no caso do objeto indireto é exatamente da mesma forma, porém, utilizando o objeto indireto, obviamente. Da mesma forma, iremos apresentar abaixo o objeto indireto que é representado por um substantivo:

– Ela duvidou |da opinião da garota|.

– A menina respondeu |à pergunta do garoto|.

Pronome oblíquo: Enviei-|lhes| todos os pacotes, afaste o bicho |de mim|.

Oração subordinada substantiva objetiva indireta: A gerente carece |de que todos os funcionários estejam na sala|.

O professor enfatizou muito |em que as alunas tivessem aulas|

Como citado anteriormente, existem também os casos em que não é necessário haver uma preposição. Vamos a estes exemplos com objetos indiretos que não são preposicionados, e que são representados por um pronome oblíquo, tais como (lhes, me, nos, te, lhe, vos). Vamos às frases para que a contextualização fique mais clara: O policial declarou-me culpado. Tua mãe deu-te um sermão.

Lembram quando falamos lá no início do texto que a língua portuguesa é bem complexa? Pois então, o foco principal deste texto era explicar os objetos diretos e os objetos indiretos pleonásticos, mas dentro deste assunto temos todas estas outras situações que citamos acima. Estes outros exemplos foram expostos, com o objetivo de que este artigo ficasse ainda mais completo e esclarecedor para quem está lendo. Em um primeiro momento realmente a impressão que temos é de que é bem difícil, mas com a pesquisa e sobretudo, com a prática, com certeza passará a ficar mais claro.