Orações Coordenadas


Podemos classificar uma oração coordenada quando em um período composto as orações existentes são equivalentes, porém não há dependência uma da outra. Essas orações são sintaticamente autônomas uma da outra. Esse tipo de oração pode estar junto, ou seja, é encontrada uma próxima da outra sem haver uma palavra que as ligue. Quando isso acontece chamamos este tipo de oração coordenada assindética. Agora, quando as orações coordenadas estão enlaçadas por uma conjunção coordenativa, nós a denominamos de sindéticas.

Tipos e exemplos

Orações coordenadas assindéticas:

Coordenadas

São orações que não estão conectadas por qualquer conjunção. Segue alguns exemplos:
Tudo passa, tudo muda.
Meu irmão não quer estudar, trabalhar, ser autônomo.

Orações coordenadas sindéticas:
São orações que, para que haja alguma relação elas, precisam ser ligadas por uma conjunção coordenativa.
Exemplo:
Vou ao mercado e não levei sacolas.
O menino acordou cedo e começou a estudar.

No caso das orações coordenadas sindéticas há cinco classificações em que podem ser catalogadas (alternativas, aditivas, adversativas, explicativas e conclusivas):

• Aditivas: Essas orações coordenadas sindéticas indicam em relação a oração que estão levando um conceito de adição, acréscimo. As principais conjunções usadas são: e, nem, mas também, como (depois da expressão “não só”), como ou quanto, ainda, ademais, mais, que, entre outras. Exemplos:
Vou dormir e ficar na casa de minha mãe.
O rapaz não só estava magoado como também se mostrava cansado.
Eu e meu marido jantamos em casa e fomos ao teatro.
Não só foi mal educado, como também destratou quem estava ao lado.
Não gostava de jogar bola nem de nadar.

• Adversativas: Esse tipo de oração coordenada sindética indica uma ideia de oposto, discordância. As principais conjunções usadas são: mas, porém, todavia, entretanto, contudo, no entanto, não obstante, e, quando, senão, antes, agora, nem, entre outras. Exemplos:
Eu ia à padaria, porém está fechada.
Ela disse, mas não foi bom o suficiente.
Eu estava indo de bicicleta, entretanto o pneu furou.

• Alternativas: Essas orações coordenadas sindéticas indicam a ideia de alternância ou exclusão. As principais conjunções usadas são: ou…ou, ora…ora…, já…já, seja… seja, quer…quer, talvez… talvez, não… nem, nem… nem, entre outras. Exemplos:
Ora quer ir à loja, ora quer ir para casa!
Ou aceitará o pedido ou ficará sozinha.
Faça o que o policial manda ou será preso.
Ora você ama dele, ora não ama.
Quer comemore hoje, quer comemore amanhã, não irei à sua festa.

• Explicativas: Essas orações coordenadas sindéticas sugerem o conceito de esclarecimento, motivo, finalidade. As principais conjunções usadas são: que, porque, porquanto, por, como, pois (antes do verbo), ou seja, isto é, já que, visto que, uma vez que. Exemplos:
Voltei para casa, porque estava de folga.
Saiam rápido, pois não há mais tempo.

• Conclusivas: Essas orações coordenadas sindéticas sugerem o conceito de dedução ou conclusão. As principais conjunções usadas são: pois (após o verbo), logo, portanto, então, por conseguinte, por consequência, assim, desse modo, com isso, por isto, consequentemente, de modo que, por. Exemplos:
João estudou muito, portanto, passou na faculdade.
São seus alunos, logo, precisam estudar.

Informações importantes sobre orações coordenadas

Orações independentes
São orações que também são consideradas orações sintaticamente independentes umas das outras, mas que estão relacionadas pelo sentido. É importante deixar claro que a coordenação acontece em períodos compostos que possuem alguma estrutura, ou seja, não são períodos constituídos de frase de contexto ou frases de situação. A coordenação também incorpora ideias justapostas. Exemplo: Maria almoçou, repetiu e amou.

Neste caso acima podemos tirar a seguinte conclusão:
Maria almoçou = 1ª oração
Repetiu = 2ª oração
Amou = 3ª oração
Os verbos repetir e amar têm como sujeito elíptico ou desinencial Maria, e como complemento verbal “almoço”. Veja:
“Maria almoçou”;
“Maria repetiu o almoço”;
“Maria amou o almoço”.

Existem algumas preposições que tem a função de conectivo, porém elas sempre vêm antecedidas pela conjunção e. Para exemplificar observe a oração: Vive hoje na maior miséria e, no entanto, já foi uma das pessoas mais ricas da nação.

Por causa da anteposição da conjunção e, é complicado de se rotular a coordenação como aditiva ou como adversativa. Então, caso seja extinta a conjunção e, a expressão no entanto admite o formato de conjunção, virando assim uma coordenação adversativa. A frase ficando como está há coordenação aditiva, mas a expressão no entanto é um advérbio e deve sempre estar entre vírgulas. Este tipo de pensamento convém para entretanto, todavia e não obstante.

Já no caso das conjunções explicativas, pois e porque, ligam as orações de maneira que a segunda oração apresenta explicação, razão ou uma justificativa para o que a primeira expõe. Igualmente as conjunções conclusivas logo, pois, portanto, ligam as orações de maneira que a primeira confirma o que é dito na segunda, ou seja, ela é o resultado do que acontece na primeira. As locuções adverbiais, por consequência e por conseguinte, trabalham como conjunções conclusivas.