Ortografia: Emprego do X, G, J, SC e E ou I


Sempre que pensamos em uma determinada palavra, logo nos vem em mente algumas questões ortográficas. Pois é: a língua portuguesa é repleta disso e é normal que muitos sejam os nossos questionamentos quando pensamos em uma palavra e em como a escrevemos.

Essas dúvidas são extremamente corriqueiras no cotidiano de usuários que utilizam-se dessa linguagem todos os dias e, por isso, quando pensar se determinada palavra é escrita com “S”, com “C”, “SC” ou “SS”, tenha a certeza de que você não é único a ter dúvidas.

A ortografia é sempre composta por uma série de acordos que envolvem os países em que a nossa língua é caracterizada como oficial. O primeiro acordo da Língua Portuguesa foi realizado no ano de 1931 e, desde então, ela passou por várias adequações. Em 1985, um novo Acordo Ortográfico foi criado, sendo este modificado pela última vez no ano de 2009, o que realmente legitimou uma verdadeira reforma ortográfica.

Emprego do X, G, J, SC e E ou I

E para que você já tenha mais dúvidas desde essa última reforma, confira neste artigo o emprego de algumas letras do nosso vocabulário.

Emprego da letra X

O “x” é utilizado sempre depois dos ditongos, ou seja, quando uma palavra possibilita o encontro de duas diferentes vogais em uma mesma sílaba. Esse é o caso de palavras como “caixote”, “peixe”, “eixo”.

Além disso, o “x” também é adequado após as sílabas “me”, ou “em”, como é o caso em palavras: mexer, enxoval, mexerico ou enxaqueca. Nesse caso, existem ainda algumas exceções, como é o caso de encher, mecha ou encharcar, por exemplo.

O “x” também deve ser empregado em palavras, tanto africanas, quanto indígenas, como é o caso do abacaxi, orixá ou xangô, por exemplo.

Emprego do G

Para o emprego da letra “G”, as regras são um pouco mais extensas, porém são também mais claras.

Todas as palavras que terminam em: -igem, -agem, -úgio, -ógio, -ígio, -ágio, -égio, -ugem o g deve ser empregado. Alguns exemplos: refúgio, garagem, ferrugem, prestígio, relógio, pedágio.

Todos os substantivos que terminam em -gem também devem manter esse emprego, como é o caso de margem ou viagem.

Além disso, todas as palavras que são derivadas de outras escritas com “G” também fazem parte da regra, como é o caso de rabugento (que vem de rabugem) e selvageria, oriunda da palavra selvagem.

Emprego do J

O “J”, por sua vez, é uma letra empregada nas palavras que têm origem tanto africana, como indígena, assim como também acontece com a letra “X”. Dessa forma, palavras como pajé, jirau, jiló e canjica, por exemplo, devem ser escritas com o emprego do “J”.

Todas as palavras que derivam de outras escritas com o “J” ou, então, os verbos que acabam em –jear e –jar também contam com o emprego do “J”, assim como é o caso de cerejeira (derivado de cereja), nojento (derivado de nojo) e verbos como viajar ou lisonjear.

Emprego do SC

O “SC”, por sua vez, deve ser empregado sempre nos termos eruditos, como é o caso de consciência, acréscimo, discente, fascínio, transcender, miscível, ascensorista e assim por diante.

Emprego do “E” ou “I”

Um emprego que é responsável por muitas dúvidas é o da vogal “E” ou “I” em determinadas palavras da língua portuguesa. Toda vez que o prefixo “ante” estiver presente na palavra, como é o caso de anterior, antecipar, antes ou anterior, o “E” deve fazer parte.

Além disso, todos os verbos que terminam em –uar ou –oar também devem contar com o “E”, assim como é o caso de doem (do verbo doar), flutuem (do verbo flutuar), perdoe (perdoar) e outros.

Por outro lado, o “I” é utilizado sempre após o prefixo ‘anti’. Dessa forma, antitetânico ou antipatia são palavras sempre escritas com a letra “I”.

Além disso, todos os verbos que terminam em –oer, -uir ou –air também contam com a letra “I” na escrita, assim como é o caso do verbo possui (possuir), retribui (do verbo retribuir) e outros.

Uma curiosidade do emprego da letra “I” está no fato de que ele é sempre necessário na segunda e na terceira pessoa do singular presente do indicativo, assim como também na segunda pessoa do imperativo afirmativo e singular.

Exemplos disso são: possui tu, ele atrai, tu/ele possui.

Conclusão

A ortografia é algo presente no nosso dia a dia desde os primeiros anos de vida. Antes mesmo de ir para a escola, já nos arriscamos na escrita de algumas palavras e é comum que as primeiras escritas sejam acompanhadas de erros, principalmente pelo fato de que tendemos a escrever da mesma forma que escutamos o som de uma determinada palavra.

Por conta disso, a melhor forma de compreender a ortografia da língua portuguesa completamente é não só seguindo os esclarecimentos e demais regras, mas sim, lendo bastante e exercendo sempre a própria habilidade com a escrita.