Pronomes Relativos


Os pronomes relativos são termos ou expressões que facilitam o entendimento da língua portuguesa em diversas situações. Sua principal função é unir duas orações em que há termos repetidos nas duas (geralmente, este termo é o substantivo das duas orações). Para evitar a repetição do termo e tornar a comunicação mais direta e ágil, o pronome relativo é utilizado. Veja um exemplo:

– “A polícia não conseguiu prender o criminoso. Este criminoso continua foragido”.

Neste caso, com a utilização de um pronome relativo à informação pode ser encurtada e unida para se tornar apenas uma oração. Veja:

– “A polícia não conseguiu prender o criminoso, que continua foragido”.

Relativos

Neste caso, o pronome relativo utilizado foi o termo “que”. É importante observar todos os elementos da frase para saber qual pronome relativo utilizar. A palavra “criminoso” é chamada de antecedente, por estar localizada antes do pronome relativo e pode ter sido retirada da segunda oração. Em alguns casos, o antecedente ao pronome relativo pode estar oblíquo na frase. Veja um exemplo:

– “Quem entendeu, levante a mão”.

A condição de antecedente oblíquo só pode ser aplicada ao pronome relativo “quem”. Ele se caracteriza como pronome relativo indefinido.

Quadro de pronomes relativos

Há um quadro com a separação de pronomes relativos variáveis e invariáveis. Eles podem ser variáveis quando sua forma pode mudar de acordo com o antecedente e com a organização sintática da frase. Já os invariáveis são aqueles pronomes relativos que permanecerão sempre naquela forma, independentemente do sentido da frase. Veja a separação dos pronomes nas dicas a seguir:

• Pronomes relativos variáveis possuem formas femininas e masculinas e, também, plural e singular:
– o qual; os quais / a qual; as quais;
– cujo; cujos / cuja; cujas;
– quanto; quantos / quanta; quantas;

• Pronomes relativos invariáveis são aqueles que não mudam de forma de acordo com o sentido da frase e o antecedente:
– quem;
– que;
– onde;

O pronome relativo “que”

Note que a palavra “que” é muito utilizada pelas pessoas no seu dia a dia em conversas formais ou informais. A verdade é que esta palavra pode representar várias classes gramaticais, dependendo do seu uso. No caso dos pronomes relativos, a palavra “que” é considerada o relativo universal, pois é utilizado com grande frequência nas sentenças que utilizamos no dia a dia para ligar duas orações. No entanto, é possível substituir o pronome relativo “que” por outras expressões, também pronomes relativos. Veja nesta situação:

– “Esta é a empresa para a qual presto serviços”.

Neste caso o pronome relativo “que” foi substituído por “a qual”. Esta condição deve ser respeitada sempre que o pronome relativo for precedido por uma preposição polissilábica (no caso a preposição “para”). Já quando o pronome for precedido de preposição monossilábica, então deve-se utilizar o próprio “que”:

– “Este é o equipamento com que faço meu serviço”.

A diferença entre onde e aonde

Os pronomes relativos “onde” e “aonde” costumam gerar muitas dúvidas nos alunos das mais diversas escolas no Brasil e até mesmo nos adultos. Mas é muito simples definir os dois pronomes e identificar as situações em que devemos utilizá-los.

O pronome relativo “onde” deve ser utilizado em orações que indicam um lugar específico. Neste caso, é possível substituir “onde” por “em que” ou “no qual”, que também são pronomes relativos que indicam lugar. Além disso, é possível utilizar este pronome com verbos que não expressam a ideia de movimento. Veja os exemplos:

– “Este é o local onde ele nasceu”.
– “Ela não quer voltar para a cidade onde viveu com o ex-marido”.

Já o pronome relativo “aonde” deve ser utilizado com verbos que expressam a ideia de movimento. Outro caso de sua utilização é quando a sentença exprime a ideia de “ir a algum lugar”. Neste caso é possível substituir “aonde” por “para onde” (lembre-se que a preposição para pode ser substituída pela preposição “a”, sem utilizar a crase):
– “Depois de abandonados, os cães não têm aonde ir”.

Pronome relativo possessivo

O pronome relativo “cujo” e suas demais variações expressa a ideia de possessão, ou seja, o sujeito da frase possui algo e o pronome “cujo” faz a relação entre aquilo que é possuído e seu possuidor. Este pronome pode ser substituído por expressões como: do qual, de que, de quem e suas variações:
– “Este é o homem cujas mãos estão calejadas pelo trabalho duro”.

Os pronomes relativos “quanto”, “quantos” e “quantas” são utilizados em sentenças quando precedidos dos pronomes indefinidos “tudo” “todas” e “todos”. Em alguns casos, a palavra “tantos” ou “tantas” também podem preceder os pronomes relativos acima. Veja:
– “Este carro passou em tudo quanto é buraco ao longo da estrada”.
– “Ele tentará tantas vezes quantas forem necessárias”.

É importante saber utilizar os pronomes relativos, pois eles se constituem em importantes facilitadores da comunicação na língua portuguesa.