Resumo da Regência Verbal e Nominal


Todos os que se utilizam da Língua Portuguesa para se comunicar, seja de forma escrita ou oral, precisam conhecer a sua estrutura e saber como formular frases corretamente de acordo com as regras.

Com o resumo da regência verbal e nominal que você vai ler agora, poderá notar que esse assunto não é tão difícil como dizem por aí e que com um pouco de prática e leitura, logo vai dominá-lo!

Resumo da regência verbal e nominal – regência verbal

Trata-se da forma pela qual o verbo se relaciona com o seu complemento dentro de uma oração. Para compreendê-la, vamos relembrar quais são os tipos de verbos que existem:

Regência Verbal e Nominal

V.I. – verbo intransitivo – não exige complemento
V.T.D. – verbo transitivo direto – não há preposição entre ele e o complemento
V.T.I. – verbo transitivo indireto – exige preposição para se relacionar com o seu complemento.

Vamos ver agora quais são os verbos que mais causam dúvidas quanto à sua regência:

• Aspirar

Quando é usado no sentido de sentir o cheiro de algo, é um V.T.D. Já quando está no contexto de ter algum objetivo, exige preposição, pois se configura como um V.T.I. Veja os exemplos:

Joana aspirou o perfume da flor
Carlos aspira ao cargo de gerente

• Assistir

Pode ser usado no sentido de presenciar e, nesse caso, é um V.T.I. Já quando é colocado como um sinônimo de “prestar assistência”, ele é um V.T.D. Vamos ver alguns casos:

Eu assisti a um filme muito bom no último fim de semana
A enfermeira assistiu o paciente

É mais raro, mas esse verbo pode aparecer indicando uma moradia e, quando isso acontecer, ele também exige preposição:

Minha família assiste em Curitiba

• Visar

Esse é outro caso de verbo com dupla transitividade. Quando visar significa dar um visto ou mirar, ele é um V.T.D. Mas também pode estar no sentido de ter um determinado objetivo e, nesse caso, trata-se de V.T.I. e precisa de preposição. Veja:

A professora visou a atividade do aluno
Minha mãe visa a uma promoção em seu emprego

• Namorar

Esse é um verbo que costuma ser muito utilizado da forma errada. Ele é transitivo direto, por isso, não pode ter preposição:

Maria namora João

Está incorreto dizer, por exemplo, que “Maria namora com João”, essa preposição não pode aparecer porque a transitividade do verbo não permite.

• Preferir

Aqui temos um caso de verbo transitivo direto e indireto (V.T.D.I.), já que possui dois objetos (complementos), um direto, que não tem preposição, e outro indireto, que obrigatoriamente deve ter. veja como fica na prática:

A menina prefere chocolate a sorvete
Eu prefiro frio ao calor

Resumo da regência verbal e nominal – Regência Nominal

Agora nós vamos analisar a relação existente entre um nome (que pode ser um substantivo, adjetivo ou um advérbio) e os outros termos que se relacionam com ele. Observe a seguir casos muito comuns na escrita e na oralidade, mas que muitas vezes são usados do jeito errado.

Assim como na regência verbal, aqui nós também vamos avaliar se há ou não a necessidade de preposição em cada caso.

• Necessidade

Quem tem necessidade, tem necessidade DE alguém ou DE alguma coisa, por isso, esse substantivo precisa de preposição, empregada da seguinte forma:

Eu tenho necessidade de roupas novas para o inverno
A criança tem necessidade de seus pais para tudo

• Bacharel

Quando uma pessoa conclui um curso de bacharelado, torna-se bacharel EM alguma coisa, portanto, deve ser dito da seguinte forma:

Tiago se tornou bacharel em Direito ontem
Quando me formar, serei bacharel em Jornalismo

• Obediência/obediente

Mais um caso de substantivo que exige a presença de preposição quando é colocado em uma oração. Uma pessoa deve obediência A algo ou A alguém e esse “a” tem que aparecer:

A criança é obediente aos pais
Eu devo obediência ao meu superior

• Longe/perto

São os casos de advérbios mais comuns que aparecem quando se fala de regência nominal. Ambos exigem preposição para se relacionarem com os seus respectivos complementos, no caso, é o DE.

A escola fica perto da minha casa
Eu moro longe de você

• Contente/descontente

Sempre que você for usar essas palavras para expressar o que você achou de alguma coisa, uma atitude ou de uma pessoa, deverá utilizar a preposição COM, como nos casos abaixo:

Fiquei contente com o resultado da nossa apresentação
Mariana ficou descontente com a atitude do seu irmão

• Sensível/insensível

Também só podem aparecer na presença de preposição, mas no caso dessas duas palavras, é utilizada a preposição A, da seguinte forma:

A mãe é sensível aos desejos do filho
João se mostrou insensível à necessidade da colega

A partir desse resumo da regência verbal e nominal, é possível ter uma noção melhor da Língua Portuguesa ao falar e escrever!