Substitutos do Subjuntivo


Na língua portuguesa, existem diferentes modos verbais, que variam de acordo com a posição (em relação à ação verbal) de quem passa a mensagem. Nesse universo, os verbos podem assumir os seguintes modos: indicativo, subjuntivo, imperativo, condicional e optativo.

O Modo Subjuntivo

Em meio a tantos modos, o modo subjuntivo levanta muitas dúvidas quanto ao seu uso, isso porque ele é comumente confundido com as conjugações do modo indicativo. Por isso, vamos primeiro revelar as características principais que diferem esse modo dos outros.

Subjuntivo

O modo subjuntivo é utilizado nas orações subordinadas, em ocasiões que expressam hipóteses, incertezas, sentimentos ou probabilidades. Confira abaixo alguns exemplos:

– Talvez eu faça presença na escola hoje.

– Se vocês pegarem o primeiro voo pela manhã, talvez consigam aterrissar no destino a tempo da reunião.

– Se eu contasse a minha história para a turma, acho que ninguém acreditaria.

Nos exemplos acima, é possível notar que os verbos empregados no modo subjuntivo complementam a ideia de possibilidades e nunca de certezas absolutas.

Além disso, outra característica é facilmente percebida: a extrema dependência que os verbos no modo subjuntivo têm de outros verbos, isso porque estão expressos em orações subordinadas que dão o sentido à ação verbal.

Dentro da temática que envolve os verbos no modo subjuntivo, existem ainda os tempos verbais que são utilizados: presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito e futuro. Desses, os que mais se destacam são o presente, futuro e pretérito imperfeito, por apresentarem formas fixas estabelecidas de construção.

Confira abaixo mais alguns exemplos, agora tendo como base o verbo “ir”:

Presente (quando empregado, esse tempo verbal indica uma possibilidade):

– Que eu vá
– Que tu vás
– Que ele/ela vá
– Que nós vamos
– Que vós vades
– Que eles/elas vão

Pretérito imperfeito (quando empregado, esse tempo verbal indica a chance de um fato ocorrer ou não):

– Se eu fosse
– Se tu fosses
– Se ele/ela fosse
– Se nós fôssemos
– Se vós fôsseis
– Se eles/elas fossem

Futuro (quando empregado, esse tempo verbal revela a ideia de possibilidade de um fato acontecer num futuro próximo):

– Quando eu for
– Quando tu fores
– Quando ele/ela for
– Quando nós formos
– Quando vós fordes
– Quando nós formos

Assim, sempre que uma frase tiver um verbo que indica dúvidas ou possibilidades, a chance é grande de ele estar empregado no modo subjuntivo – que tem muitas diferenças para outros, como o indicativo (que expressa um fato ocorrido ou um tipo de certeza).

Os substitutos do Modo Subjuntivo

Quando for compor uma sentença, é preciso atentar as formas verbais corretas, porque as particularidades que envolvem essa classe gramatical são bem complexas. Tendo como base um exemplo das flexões de número e pessoas verbais, fica evidente cada marca linguística existente nos seguintes exemplos: “Eu posso / nós podemos”, “Eu trouxe / nós trouxemos”, entre outros tantos que vemos por aí. Isto é, em cada classe gramatical atribuímos a forma verbal que mais se encaixa a ela.

Mas, o modo subjuntivo se apresenta vez ou outra como alvo para alguns questionamentos e existem algumas formas que o substituem:

• Infinitivo:

Um verbo empregado no modo infinitivo tem o objetivo de indicar a ação propriamente dita, sem que ela seja situada no tempo – o que o faz se aproximar da função substantiva (isso porque o infinitivo que “dá nome” à ação). Confira alguns exemplos:

– Preservar a natureza é fundamental.

– O professor pede que haja silêncio.

– O professor pede para haver silêncio.

O modo indicativo também pode ser identificado por meio das suas terminações, que indicam as conjugações verbais:

– 1ª conjugação = -ar (amar, cantar, falar)

– 2ª conjugação = -er (escrever, comer, ver)

– 3ª conjugação = -ir (dormir, partir, vir)

Gerúndio:

Um verbo emprega no gerúndio, bem conhecido por conta da sua terminação em -ndo, tem o objetivo de indicar uma ação que ainda está em andamento, isto é, um processo verbal que ainda não foi finalizado. O gerúndio desempenha funções que são semelhantes às de um advérbio ou de um adjetivo. Confira abaixo alguns exemplos:

– O menino quebrou a perna jogando bola.

– A menina, chorando, devolveu a boneca.

– Não me telefone depois do almoço, porque vou estar dirigindo.

– Um minuto, por favor, que já vou estar transferindo a ligação.

– Se acreditasses em mim, não terias vindo.

– Acreditando em mim, não terias vindo.

– Se tivesses apresentado, terias boa aceitação.

– Tua apresentação seria bem aceita.

Particípio:

Já o modo verbal particípio, quando regular, é identificado pelas terminações –ado (1ª conjugação) e –ido (2ª e 3ª conjugações). O particípio revela o resultado de um processo verbal e indica uma ação já realizada e finalizada, além de acumular as mesmas funções dos verbos e adjetivos. Confira um exemplo:

– Maria, coitadinha, tem provado das mazelas da vida.