Tempos e Modos Verbais


Um dos principais temas do estudo de nosso idioma é a conjugação dos verbos em vários tempos e modos. A língua portuguesa é uma das mais complexas do mundo e aprendê-la não é uma tarefa simples. Falando francamente, hoje em dia é difícil encontrar alguém que não cometa nenhum erro ou confunda palavras na hora de escrever um texto ou conversar com alguém. De fato, com tantas normas e variações na conjugação de verbos e utilização de termos, fica difícil acertar sempre. Mas é possível evitar os erros ao máximo e manter um nível aceitável de conversação ou escrita.

Verbo é uma palavra que exprime ação realizada por um indivíduo num espaço de tempo. Os tempos e modos verbais são as variações que este verbo irá assumir para expressar tempos diferentes, seja no presente, no passado (pretérito) ou no futuro.

Modos Verbais

Para entender os tempos e modos verbais é necessário saber que há verbos regulares ou irregulares. E, para isso, é preciso entender como é formado um verbo. Um verbo simples é formado por um radical, uma vogal temática, um sufixo temporal e uma desinência número-pessoal. A diferença de um verbo regular para um verbo irregular é a alteração ou não do radical em diferentes tempos ou modos verbais.

Quais são os tempos e modos verbais

A definição dos tempos e modos verbais é simples. Existe o modo indicativo, que exprime ideias mais concretas e factuais, o modo subjuntivo, que exprime possibilidades e suposições e o modo imperativo, o mais simples de todos e que exprime ordens, pedidos ou conselhos. Cada modo verbal possui tempos verbais diferentes. Veja:

• Modo Indicativo: presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais que perfeito, futuro do presente, futuro do pretérito;
• Modo Subjuntivo: presente, futuro, pretérito imperfeito;
• Modo Imperativo: afirmativo e negativo (o único tempo verbal do modo imperativo é o presente).
Cada tempo verbal exprime uma ideia diferente em relação ao tempo e a intenção do sujeito. Veja:
• Presente. O tempo verbal que exprime uma ideia mais concreta: “Eu estou aqui”;
• Pretérito Perfeito. Um fato que efetivamente ocorreu num momento específico: “Você brincou com ela ontem”;
• Pretérito Imperfeito. Demonstra uma situação que aconteceu ou acontecia num momento não específico do passado: “Quando fui casado eu levava café da manhã na cama para minha esposa”;
• Pretérito mais que perfeito. Um fato que ocorreu num passado mais remoto. Utilizado em frases onde já há uma situação de pretérito perfeito, mas ainda há um fato mais antigo. Geralmente é utilizado com locuções verbais ou formas verbais compostas: “Depois que encontrou o caminho, ele não estivera mais perdido”;
• Futuro do Presente. Indica um fato que irá ocorrer de forma concreta no futuro: “Amanhã irei correr no parque”;
• Futuro do Pretérito. Este tempo verbal engloba várias situações, mas todas elas envolvem um fato no passado para expressar uma condição no futuro. “Eu mudaria tudo, se você me desse uma chance”. “Ela prometeu que chegaria no horário”.

O modo imperativo é peculiar, pois envolve apenas o uso de termos no presente. As únicas variações que os verbos ganham neste modo é o fato de estarem numa frase afirmativa ou negativa. Veja os exemplos:

• “Vá lavar a louça”!
• “Não pise na grama”;
• “Evite falar com estranhos”;
• “Esqueça esta história, pois ela não leva a nada”.

Todas estas frases estão no modo imperativo. Note que os verbos são utilizados em sua forma simples. É impossível existir uma frase no modo imperativo com tempos verbais futuros ou passados.

Formas nominais e suas funções na língua portuguesa

Os verbos podem assumir formas diferentes de acordo com a situação e com a necessidade dentro da frase. São formas nominais verbais as seguintes:

• Infinitivo: são os verbos na forma pura e simples. Haver, Ser, Fazer, Comprar, Falar, enfim, todos os verbos terminados em “r” são considerados verbos no infinitivo;
Particípio: todas as formas verbais terminadas em “do” são consideradas verbos no particípio. O particípio é utilizado em locuções verbais e, principalmente, na conjugação de verbos no modo subjuntivo. Havido, Sido, Feito (verbo irregular), Comprado, Falado, enfim, todos os verbos possuem formas no particípio;
Gerúndio: a forma nominal que faz com que os verbos terminem em “ndo”. Verbos no gerúndio exprimem a ideia de uma ação recorrente e constante num determinado período de tempo. Havendo, Sendo, Fazendo, Comprando, Falando, enfim, todos estes verbos no gerúndio indicam que a ação está acontecendo, ou seja, não simplesmente aconteceu ou acontecerá.

A correta utilização dos tempos e modos verbais é um desafio para as pessoas. O pretérito mais que perfeito, por exemplo, é um modo dificilmente utilizado por ter uma conotação mais formal. Na linguagem coloquial as pessoas procuram minimizar os termos, economizar as palavras e trocar formas nominais para tornar a comunicação mais fácil. Mas o correto mesmo é utilizar os tempos e modos verbais em suas formas puras e cultas.