Vozes Verbais: Ativa, Passiva e Reflexiva


As vozes verbais nada mais são do que regras da língua portuguesa que determinam quando o sujeito gramatical é um paciente ou um agente da ação que está sendo realizada pelo próprio verbo. Na língua portuguesa, existem três diferentes vozes verbais, que, por vezes, podem ser também conhecidas como vozes do verbo. Elas são: a voz passiva, a voz ativa e a reflexiva.

Tendo isso em mente, neste artigo vamos conhecer um pouco mais sobre cada uma dessas três vozes, com conceitos e exemplos que nos façam entender com facilidade a utilização de cada uma dessas vozes.

Vozes Verbais

Voz ativa

A voz ativa é caracterizada quando o verbo da frase está em sua voz ativa, ou seja, quando o sujeito da gramática é o próprio agente da determinada ação do verbo. Dessa forma, quando a voz verbal é ativa, o sujeito da frase é o próprio quem realiza a ação do verbo. Vamos para alguns exemplos:

“Mário comeu o risoto”.

“Fernanda assistiu ao programa”.

“O pai cozinhou a janta”.

“O nadador ganhou a competição de ontem”.

Voz passiva

Já a voz passiva é caracterizada como a voz em que o sujeito gramatical é considerado um paciente na ação, ou seja, o sujeito da frase é aquele que sofre essa ação verbal. Esta por sua vez é aquela praticada pelo próprio agente da voz passiva.

Alguns exemplos:

“O programa foi assistido por Fernanda”.

“A janta foi feita pelo pai”.

“A competição de ontem foi ganha pelo nadador”.

“As provas de português foram corrigidas pelo orientador da turma”.

No que diz respeito à voz passiva, devemos destacar que são dois diferentes processos que caracterizam a sua formação: o analítico e, também, o sintético.

Vamos conhecer um pouco mais sobre cada um desses modelos.

Voz passiva – analítica

A voz passiva analítica é aquela que se forma a partir de um verbo auxiliar, que, geralmente, é o verbo “ser”. A estrutura segue com o particípio de algum verbo de caráter transitivo, resultando na seguinte ordem: suj. paciente + verbo auxiliar em seguida do particípio + preposição e por fim, um agente da passiva.

Os exemplos são:

“As fitas das caixas foram enfeitadas pelos pequenos”.

“Os pacientes do hospital serão atendidos pelos enfermeiros, assim que for possível”.

“A atividade foi idealizada pela professora”.

Obs: além do verbo ser, que aparece com frequência nas vozes verbais passivas analíticas, outros verbos também são comumente utilizados, como o verbo andar, estar, viver e outros.

Voz passiva – sintética

Já a voz passiva sintética é aquela que se forma a partir de um verbo transitivo conjugado sempre na terceira pessoa do singular. Também é possível que ele esteja no plural, porém, nesse caso há também a necessidade de participação do verbo ‘se’. A estrutura geralmente é: o verbo transitivo, seguido do pronome ‘se’, e por fim, o sujeito paciente.

Vamos para os exemplos:

“Finalizou-se a prova”.

“Aguardou-se o momento”.

“Cantam-se as músicas do momento”.

“Amam-se as rosas”.

Voz reflexiva

O terceiro tipo de voz verbal é caracterizado como a voz reflexiva, que acontece quando o sujeito gramatical da frase é tanto o agente, como também o paciente da ação praticada pelo verbo. Assim, o sujeito gramatical da oração é o mesmo que sofre e que pratica a determinada ação expressa verbalmente.

Esse tipo de voz verbal é formada, então, por um verbo que atua na voz ativa, com um pronome de caráter oblíquo e reflexivo que atua como objeto. Entre eles, podemos destacar o se, te, me, vos, por exemplo. Além disso, essa voz reflexiva pode manter reciprocidade, que é quando existem dois sujeitos que praticam ações uns para os outros.

Vamos para alguns exemplos.

“Fernanda e David amam-se completamente”.

“Mãe e filha olharam-se por muito tempo antes de chorarem”.

“O profissional feriu-se com o estilete”.

Passagem de voz ativa para passiva analítica

Quando queremos transformar uma frase em voz ativa para passiva devemos transformar o verbo e o sujeito da frase. Dessa forma, o sujeito da própria voz ativa se torna o agente da passiva, o objeto direto também presente na voz ativa se torna o suj. da passiva e, por fim, o verbo da ativa se torna uma locução verbal. Assim, vamos para um exemplo:

Voz ativa: “O engenheiro desenvolveu o projeto do edifício”.

Voz passiva analítica: “O projeto do edifício foi desenvolvido pelo engenheiro”.

Transformação da voz ativa para passiva sintética

Já nesse tipo de transformação, o objeto direto também da voz ativa irá se transformar no sujeito presente na voz passiva. Depois, o sujeito da ativa se torna uma partícula apassivadora e, nesse caso, não existe um agente da voz passiva, porém, ele fica subtendido conforme o sentido criado pela frase na voz passiva sintética.

Vamos para o exemplo

Voz ativa: “O engenheiro desenvolveu o projeto do edifício”.

Voz passiva sintética: “Desenvolveu-se o projeto do edifício (nada fala-se do engenheiro)”.