Língua e fala – Aspectos peculiares


A língua escrita possui algumas características próprias. Primeiramente, ela não deve ser aproximada da fala e também não pode ser coloquial, o que significa utilizar gírias e termos considerados chulos. Além disso, ela também não deve ser sofisticada demais, para não se aparecer tanto com discursos políticos. Mas então, quando escrevemos, qual é a linguagem que devemos utilizar? O ideal é usar uma linguagem da norma padrão, evitando utilizar-se de palavras da qual você não usa em sua rotina e evitar citações muito pomposas.

Procure sempre entender, que existe e sempre vai existir uma grande distância e diferença entre falar e escrever. A dissertação expõe a maneira como entendemos e como vemos o restante do planeta. Já quando estamos falando, estamos nos abrindo para novas oportunidades, possibilidades.

Língua e fala

O estudo da gramática

Podemos definir a gramática, como o estudo ou ainda a maneira de tratar fatos da linguagem, seja ela escrita ou falada, e ainda das leis naturais que são responsáveis pela regulação delas. Além de ter muitas regras, a gramática tem a função de analisar as estruturas de que a pessoa que fala uma determinada língua, tem programado em sua memória e que permite usar a sua língua.

Muitas pessoas acabam tendo uma visão errada sobre as funções da gramática, principalmente por ela ser um tratado, ou seja, que ela apresenta normas reguladoras em cada idioma. A gramática acaba por determinar as condições de uso da língua, mas não tem como objetivo o estabelecimento do que é errado ou do que é certo em práticas de discurso. Por isso, é de extrema importância que considerarmos que a língua e a fala não é apenas um monte de regras, que devem ser seguidas pelos falantes à risca.

Todos nós sabemos que a língua é dinâmica e ainda uma ferramenta muito importante para a comunicação, devendo estar para os falantes, à disposição.

Existem quatro tipos diferentes de gramática, a saber: a gramática normativa, a gramática descritiva, a gramática histórica e ainda a gramática comparativa.

A gramática normativa é a responsável por estabelecer as normas de escrever e de falar de maneira correta. A gramática descrita tem por objetivo, enfatizar as variações da língua, e não apenas colocar o que é errado ou o que é o certo. A gramática histórica tem como função principal o estuda da evolução e da origem história de uma determinada língua. A gramática comparativa por sua vez, estabelece as ligações entre línguas diferentes para que assim, suas relações de parentesco possam ser estabelecidas.

Planejando a escrita

Para que os seus pensamentos sejam expressos de uma maneira clara quando for escrever, é muito importante começar a ter o costume de se planejar o que se pretende escrever ou ainda reescrever as ideias até que elas estejam bem claras, ou seja, compreensíveis para o tipo de público que se deseja atingir. Procure se colocar no lugar do próprio leitor, imaginando-se se está entendendo ou não a linha de pensamento, de raciocínio.

Embora nós consigamos registrar a língua escrita facilmente, ela parece para muitos pertencer a um outro universo. Há muitas regras, normas de concordância. Além do mais, ela exige uma apresentação mais formal, ou seja, algumas regras pré-estabelecidas. Os parágrafos devem começar com letra maiúscula e devem começar a uma certa distância da margem, as palavras devem ser separadas uma das outras utilizando-se espaços em branco.

Mas, devemos ressaltar que essas não são a qualidade principal de um texto em sua forma escrito. O importante também é saber a gramática, a ortografia correta das palavras, bem como as regras de acentuação e principalmente, saber colocar no papel as ideias, utilizando-se de clareza.

Por isso, antes de começar a escrever, siga algumas regras básicas:

1. O ato de escrever é bem mais do que tirar uma boa nota (no caso de estudantes), é dar a nossa opinião, testemunho.
2. Uma autocrítica é essencial, por isso, leia o que escreveu procurando estar no lugar do leitor.
3. Não tenha pressa, se familiarize com o seu modo de escrever até que os seus pensamentos se apresentem no papel da maneira que você deseja.

É importante também ter em mente, que a verdade sempre costuma ter dois lados. Por isso, leia bastante, sejam jornais, livros ou revistas, e procure observar o mundo. Discuta sempre sobre o que leu, construa seu próprio universo intelectual, debata as suas ideias. Invista sempre na sua criatividade, em você e na sua própria capacidade de estar atento ao que acontece ao se redor.

Lembre-se sempre que escrever é o ato de pensar. Por isso, exercite sua mente, lendo um pouco de tudo. Só assim, você estará crescendo de fora para dentro, tornando o seu universo muito mais rico, construindo um discurso particular, próprio, uma espécie de marca de sua individualidade no mundo.