Livros-Objeto


Ainda não é tão comum escutar as pessoas falarem sobre o livro-objeto e suas funções, mas ele pode ser caracterizado como um exemplar que não se prende ao que se está acostumada nos dias de hoje. Ele foge das formas padronizadas que são utilizadas habitualmente e extrapolam todas as características atribuídas ao livro, criando verdadeiras obras de arte admiradas por diversas pessoas.

No caso, muitos autores garantem que o livro-objeto ocupa o espaço vago que existia entre a literatura e as artes plásticas, apresentando uma linguagem diferente e alternativa aos livros comuns. Por exemplo: os livros comuns são baseados principalmente no texto, enquanto o livro-objeto explora as mais variadas formas e artes, apresentando objetos únicos.

Pode-se dizer que os livros-objeto surgem como mais uma forma das pessoas se expressarem de forma única e eficaz, devido à identidade própria que cada um possui na produção imagética presente nas Artes Plásticas. Mesmo adotando formatos interessantes e diferentes do tradicional, os livros-objetos ainda possuem como o objetivo a leitura, mas ela ocorre de diversas formas.

 Livros-Objetos

A leitura dos livros-objetos pode ocorrer de forma distintas, seja através de palavras soltas ao longo do livro-objeto, ou por discursos, frases e até mesmo a “leitura” imagética de uma imagem, que requer uma interpretação apurada. Por sinal, a imagem é grande responsável pelo enredo visual e diferente que o livro possui.

Características do Livro-Objeto

Ao contrário dos livros tradicionais, que são produzidos quase sempre na mesma padronagem, seguindo a ideia de que ele deve conter palavras e imagens, os livros-objetos não seguem padrões, podendo ser apresentados de diferentes formas. Um exemplo são os livros-objeto criados pelo artista Daniel De Paula, que utiliza de diversas técnicas distintas em seus exemplares. O interessante do livro-objeto é justamente essa “oportunidade” de criar o novo, de surpreender as pessoas por criar algo distinto de tudo que já foi visto, afinal, cada artista possuí o livre-arbítrio para compartilhar a sua arte.

Mas, ao organizar possíveis características do livro-objeto, pode-se encontrar certos padrões que se destacam justamente por representar um modelo de livro que quase sempre é seguido. A ideia de livro-objeto é transformar determinado exemplar em algo muito além do habitual e tradicional livro. Algo que vá além das histórias e da narrativa literária, ou seja, a ideia é criar uma “narrativa” plástica que valorizará novas formas de expressão.

Outras características do livro-objeto importante é que quase sempre os livros-objetos possuem aparência desconstruída, sem a ideia de um livro com capa e contracapa perfeitos, com fotos ou ilustrações que pré-indicam qual história aquele volume irá revelar. No livro-objeto tudo é novo, desde a capa até aquilo que será encontrado dentro dele, ele passa proporcionar mais sensações que vão além da reflexão, através ele é possível que a pessoa tenha uma experiência táctil e visual diferenciada.

As características do livro-objeto podem ser variadas, principalmente pela liberdade que o artista possuí no momento de criar seu exemplar. A ideia é seguir basicamente aquilo que possa proporcionar uma experiência diferente ao “leitor”, através desse novo elemento que oferece a uma esfera criativa diferenciada. Alguns autores até se arriscam ao dizer que o livro-objeto é um híbrido da produção visual e da literatura por criar possibilidades e formas de publicar o “novo livro”.

Modelos de Livro-Objeto

Nos dias atuais, os Livros-Objeto têm aparecido com maior frequência, oferecendo novas experiências às pessoas. É possível encontrar desde os mais os modelos de livro-objeto mais simples até alguns que superam as expectativas e apresentam histórias incríveis através da junção de palavras e imagens. Há modelos de Livro-Objeto feitos por artistas conhecidos e renomados, como Arthur Barrio, Lygia Cark, Alex Hamburguer, Julia Plaza, entre outros.

Além disso, os livros-objetos podem ser encontrados com frequência em exposições de arte devido ao aspecto que eles possuem, sendo considerados verdadeiras obras de arte por possuírem aparência e conteúdo diferenciado. Os modelos de Livro-Objeto são sempre distintos, não seguindo padrões de formatos e apresentação de histórias ou contextos. Alguns aparecem com mais palavras e escritas ao longo do objeto, enquanto outros preferem explorar o lado imagético, permitindo a autointerpretação dos leitores.

– Os livros-objeto de Henri Matisse são verdeiras obras de artes que proporcionam as mais variadas sensações nas pessoas. A obra “Jazz” conta com ilustrações e frases que transformam a obra em algo diferente do comum.

– Outro exemplo de livro-objeto é a criação de Sônia Menna Barreto, que foi chamado de “Le Melon”. A arte é feita através da pintura a óleo criando as mais distintas imagens, proporcionando o surreal a quem vê.

– O artista Daniel De Paula pode ser reconhecido como um grande criador de livros-objetos, como o Bibli – Organ – Ization, publicado no ano de 2009, e o The Best of Life, também publicado em 2009. Ambas as artes utilizam palavras e pinturas que proporcionam a sensação real das imagens.