O signo linguístico – traços que o caracterizam


O signo linguístico nada mais é do que o significante e o significado das palavras.

A definição clássica para palavra signo nada mais é do que algo utilizado, tomado ou referido no lugar de outra coisa. Entre os diversos significados que esta palavra representa podemos citar:

“Signos Naturais”, também conhecidos por índices ou sintomas. EX: As nuvens carregadas e a fumaça. Nesta frase, as nuvens carregadas e a fumaça indicam sinal de chuva e fogo respectivamente.

signo linguístico

“Signos Substitutivos”: representam ícones. EX A maquete de um edifício, ou ainda, a planta de uma casa. Por fim temos os “Símbolos”, como por exemplo, a bandeira de um país, ou, a estrela de Davi.

O signo linguístico e o processo comunicativo

Para que a comunicação se materialize e seja realmente efetiva são necessários dois elementos básicos: a linguagem e a língua.

A linguagem representa todo sistema de sinais convencionais que conhecemos, sejam eles verbais, ou, não verbais. A língua por sua vez, é de natureza gramatical e representa um sistema de signos convencionais utilizados por pessoas de determinadas comunidades, regiões, ou, países, no nosso caso utilizamos a Língua Portuguesa.

Sendo assim, o signo linguístico é tido como elemento representativo e constitui-se de dois aspectos o significante e o significado, ambos juntos formam um todo que não se dissolve.

Para que você possa compreender melhor vamos primeiro ao que é o significante e também o que é o significado. O significante é uma imagem acústica (leia-se impressão psíquica que este som nos causa), associada a um significado em uma língua. Já o significado é uma representação mental, a relação de conhecimento que temos com algo.

Disto isso, passamos aos exemplos.

Como isso funciona na prática?

A fim de entender melhor como funciona o signo linguístico vamos ao seguinte exemplo: Quando alguém nos fala a palavra “cão”, duas ideias manifestam-se me nossa mente, na primeira delas uma imagem psíquica se forma em nossa mente associada à materialização da imagem propriamente dita de um cão.

Dessa forma lembramos que a palavra cão nada mais é do que: Mamífero canídeo, subespécie do lobo e considerado o mais antigo animal domesticado pelo ser humano. Este é o SIGNIFICADO de que falamos anteriormente.

Em um segundo momento, surge uma imagem gráfica que se materializa através de fonemas e sílabas até formar completamente a palavra. Mais ou menos assim: CÃO – imagem sensorial, que também pode ser representada por letras. A esta manifestação atribuí-se o conceito de SIGNIFICANTE.

Outra constatação interessante é quando colocamos um artigo na frente da palavra, por exemplo, “UM CÃO”, assim forma-se uma sequência. Dessa maneira, antepomos ao signo uma referência, no caso da palavra “cão”, outro signo materializado pelo artigo Indefinido “UM”. Contudo, se AP invés de “UM” utilizássemos “UMA” o resultado seria “UMA CÃO”, totalmente estranho, para não dizer errado, não acha?

É por isso, que o conhecimento de uma determinada língua não pode ficar restrito apenas à identificação de seus signos, mas também refere-se ao uso correto das leis combinatórias existentes em cada língua, ou seja, o conhecimento dos fatos linguísticos como um todo.

Um pouco mais de conceito

Diversos pesquisadores apontam o signo linguístico como algo artificial. Ferdinand de Saussure – Fundador da Linguística Moderna – descreve que o signo estabelece uma relação arbitrária entre o significante e o significado.

Ferdinand Saussure nasceu no ano de 1857 e faleceu em 1913. Suíço lecionou Linguística Geral na Universidade de Paris e de Genebra por aproximadamente 20 anos.

Seus conceitos foram explicados em aula, e três anos depois de morrer, em 1916 dois de seus alunos (Bally e SECHEHAYE) publicaram “Curso Lingüística Geral”, contudo tais teorias foram muito criticadas.

Saussure define o signo linguístico como o que forma – estabelece uma relação entre conceito e imagem sonora. Os signos linguísticos nada mais são do que os responsáveis por representar as ideias.

O Fundador da Linguística Moderna definiu algumas características para o signo linguístico, sendo elas: Arbitrariedade e Linearidade.

Na Linearidade os componentes que integram determinado signo se apresentam um após o outro, em uma sequência. Isso vale tanto para fala quanto para escrita.

Já na Arbitrariedade analisa-se a associação entre significante e significado. Não há razão para que um significante esteja associado a um significado, isso revela porque cada língua usa significantes diferentes, apesar de um mesmo significado.

Para não esquecer mais

Signo Linguístico = Significado + Significante

Significado = Conceito

Significante = Forma Gráfica + Som