Azul de Bromotimol


O estudo da Química é bastante amplo quando se fala em ácidos, soluções, fórmulas e elementos. Uma dessas áreas, que é bastante importante, é a análise do que chamamos de substâncias indicadoras, que nada mais são do que determinados elementos capazes de ter a sua cor alterada quando submetidos ao contato com a escala referente ao pH. Dentre essas substâncias podemos citar o azul de bromotimol.

Historicamente falando, não é de hoje que estudiosos no ramo da química têm o costume de utilizar certos indicadores de pH. Essa prática já vem de tempos atrás, sendo mais específico, pode ter iniciado em meados do século XVII. Naquela época, Robert Boyle, um filósofo vindo da Irlanda, conseguiu descrever detalhadamente a respeito da mudança das cores em alguns extratos de plantas, de acordo com o meio em que elas estavam expostas. Por exemplo, ele destacou que em determinada ocasião, os extratos da violeta e da rosa modificavam para o vermelho, e em outras, tornavam-se verde ou azul.

Azul de Bromotimol

A partir desse momento, a descoberta de Boyle, datada de 1663, teve muitos avanços em seu estudo. Os muitos indicadores existentes, sejam eles naturais ou sintéticos, foram analisados e compreendidos mais profundamente para que se pudesse empregá-los em mais experiências sobre o pH de soluções, até serem reconhecidos ao que se sabe nos dias de hoje. Então, indo um pouco mais a fundo, ainda, no que se refere ao elemento em questão, é possível afirmarmos que o nome azul de bromotimol deriva do termo em inglês bromothymol blue.

o azul de bromotimol em solução e a sua solubilidade

Nesse mesmo contexto, sabemos que essa substância tem atuação de ácido fraco em solução. Logo, dando maior preferência às cores, confira as tonalidades que o azul de bromotimol atinge ao entrar em contato com algumas soluções.

• Solução neutra: muda para o verde;
• Solução básica: altera para o azul;
• Solução ácida: torna-se amarelo.

Caracterizado como um indicador ácido-base orgânico sintético, o azul de bromotimol possui algumas particularidades interessantes. Dentre elas, podemos destacar a sua solubilidade em determinados solventes orgânicos e em certas soluções alcalinas, mostrar-se sólido em condições ambientes ou em seu estado puro, além de ser quase solúvel em água e praticamente inodoro.

Quando se apresenta como sólido, é normalmente vendido sob a forma de um pó químico, mais precisamente como sal de sódio, porém no indicador ácido. Quanto a sua solubilidade, pode ser classificado dessa maneira:

• Em água: é suavemente solúvel;
• Em álcool: totalmente solúvel;
• Em soluções aquosas de álcalis: completamente solúvel;
• Em éter etílico: inteiramente solúvel;
• Em benzeno: pouco solúvel;
• Em tolueno: menos solúvel;
• Em xileno: moderadamente solúvel;
• Em éter de petróleo: praticamente insolúvel;

O uso do azul de bromotimol

Como vimos anteriormente, o azul de bromotimol é considerado como uma substância indicadora. Nesse sentido, o elemento em questão é adequado para que se determine os ácidos e as bases fracos, de preferência aqueles que tenham um pH aproximado de 7.

Na prática, a utilização mais comum e clássica da solução de azul de bromotimol como função principal, indicadora de ácido-base, é determinar o pH presente nas piscinas, em águas de criadouros e de mares, na água dos aquários ou em tanques de peixes.

Outra forma de utilizar essa substância é para indicar a respiração ou observar a atividade fotossintética. Isso se deve pelo fato de o azul de bromotimol mudar para a cor amarela quando submetido à presença de CO2 puro ou do ácido carbônico, desde que ele esteja dissolvido em água e seja proveniente da dissolução de CO2.

E não para por aí. É possível, também, fazer uso azul de bromotimol na área da Obstetrícia. A sua principal função nesse ramo é constatar alguma desordem durante o parto, popularmente conhecida como rompimento prematuro das membranas. A utilização desse elemento nesse processo pode ser explicada dessa maneira: o fluido amniótico, na grande maioria das vezes, possui um pH maior do que 7,2 . Logo, o azul de bromotimol mudará para a tonalidade azul no momento que entrar em contato com vazamento desse líquido, por meio do âmnio.

Geralmente, o pH vaginal é apresentado na forma ácida. Portanto, o tom azul significa a presença de fluido amniótico. No entanto, esse método pode ser encarado como falso-positivo se em contato com a vaginose bacteriana ou ainda com outras substâncias alcalinas como o sêmen e o sangue.

O uso ocasional do azul de bromotimol também pode ser encontrado em laboratórios como corante biológico com a finalidade de realizar estudos e análises microscópicas em lâminas, o que facilita a visualização de núcleos e paredes das células. Neste processo, é utilizada normalmente a cor azul, em que uma ou duas gotas da sua solução são colocadas em uma lâmina juntamente com a água. Em seguida, a lamínula é depositada na superfície da gota de água e o elemento a ser analisado é misturado ao corante.