Extração com solventes: simples e múltipla


Nesse artigo você irá conhecer como realizar a extração de solventes, seja ela simples ou múltipla. Em primeiro lugar, vamos conhecer o conceito de solventes para em seguida aprendermos o que são as extrações e como elas ocorrem. Vamos conferir, também, um passo a passo dessas extrações e qual é mais funcional.

Extração com solventes: simples e múltipla

O que é o solvente?

O solvente é a substância conhecida por dispersante, ela permite que o soluto seja distribuído no interior do frasco, por exemplo. O exemplo mais simples que podemos expor é de água e sal. A água é o solvente do sal, afinal quando eles estão separados é possível ver os cristais; mas quando é adicionado água, ele desaparece, dissolvido ou distribuído na água. Como a fórmula é separada, os cristais do sal ficam de tamanhos tão diminutos que não é possível visualizar a olho nu.

Inclusive a água é nomeada, por vezes, de solvente universal, pois muitas substâncias podem ser dissolvidas nela. É o caso da gasolina, que contém 25% de etanol (álcool) dissolvido nela. Vale destacar que normalmente o solvente se apresenta em maior quantidade que o soluto, mas não é regra.

Processo de extração

A técnica é feita para transferir de um soluto de um solvente para o outro. É usada para isolar compostos de suspensões aquosas ou soluções. Mas não é possível realizar o processo com todo o solvente, existem algumas propriedades que precisam ser levadas em conta a fim de que o processo se efetive:

  • Formar duas fases
  • Ser imiscível
  • Ser volátil
  • Não ser inflamável ou tóxico
  • Não reagir com o soluto quimicamente
  • A substância orgânica precisa ser mais solúvel que o segundo solvente

A extração dos solventes

A extração conhecida por líquido-líquido é usada em soluções aquosas, quando em contato com um segundo solvente orgânico imiscível junto do primeiro solvente. Isso ocorre para colocar a transferência de um ou mais solutos para o segundo solvente. As separações podem ser muito rápidas, simples e limpas, em muitos casos feitas com a agitação da solução em um funil de separação.

Mas para que serve: na área de química orgânica o processo é usado para separar, purificar concentrar algumas substâncias específicas, que existem na natureza. Todo o processo é baseado em propriedades físicas da substância, ou seja, a sua solubilidade.

Por exemplo, pode ser usado para extrair com solventes a cafeína do café ou essências aromáticas das folhas de chá, das flores ou, até mesmo, o açúcar na cana de açúcar. Veja que são processos razoavelmente simples que nos deparamos, em maior ou menor medida, em nosso dia a dia.

Além da água, outros solventes muito usados nos processos químicos são a acetona, dissulfeto de carbono, álcool, e clorofórmio.

A extração simples tem somente uma etapa: é determinado o volume do solvente extrator e feita a extração de todo esse volume, de uma vez só. A extração múltipla tem duas ou mais extrações simples.

Exemplo de extração simples:

  • Colocar 5 mil de iodo (solução aquosa) em um tubo de ensaio
  • Colocar 5 ml de n-hexano
  • Agitar
  • Passar 15 ml da solução de iodo para um funil de separação
  • Colocar 15 ml de n-hexano
  • Fechar o funil, virá-lo e abrir sua torneira para que não tenha pressão
  • Fazer o mesmo processo anterior por quatro vezes.
  • Fechar a torneira e apoiar o funil no suporte.
  • Tirar a tampa e esperar a separação.
  • Recolher a fase orgânica em um tubo de ensaio e a fase aquosa em outro tubo
  • Fechar ambos os tubos, devidamente rotulados.

Exemplo de extração múltipla:

  • Passar 15 mil de solução aquosa de iodo para um funil de separação
  • Acrescentar 5 ml de n-hexano
  • Fechar o funil e virá-lo, abrir a torneira por conta da pressão
  • Fechar a torneira, agitar e reabrir a torneira
  • Fazer o mesmo processo anterior por quatro vezes
  • Fechar a torneira novamente e deixar o funil no suporte.
  • Abrir o funil e aguardar a separação
  • Pegar a fase orgânica e colocar em um tubo de ensaio
  • Manter a fase aquosa no funil
  • Repetir dois processos: adicionar 5 ml de n-hexano e retirar a tampa para aguardar a separação
  • Recolher a fase orgânica em outro tubo
  • Repetir dois processos: adicionar 5 ml de n-hexano e recolher a fase orgânica em outro tubo
  • Guardar a fase aquosa em outro tubo
  • Finalmente comparar a intensidade de cor das soluções, em fase aquosa e orgânica, com as soluções obtidas a partir da extração com o solvente simples.

Dessa forma podemos concluir que:
Vale destacar que a escolha do solvente usado na extração precisa estar sempre baseada em características e propriedades físico-químicas como: forças intermoleculares (elas podem facilitar o processo de solubilidade como solvente extrator), densidade, polaridade, etc. A extração simples não rende tanto quanto a múltipla, é usado muito solvente durante o processo, logo é menos recomendada.