Fogo em gravidade zero


O fogo no planeta Terra é aportado pela gravidade, porém os gases em processo de queimação são leves e quentes, por esse motivo o fogo tende a elevar-se. Quanto mais o fogo se eleva, mais o ar é absorvido para o suporte da chama, sustentando-a ainda mais.

No espaço, onde quase não se tem gravidade, não existe nada que faça o fogo se elevar, além de conter menos combustível. Na microgravidade reproduzida pelas naves espaciais, os átomos de oxigênio têm a capacidade de nutrir o fogo quando são impulsionados para ele de certa forma, ou por dispersão por meio dos gases da chama, da mesma forma que ocorre quando o petróleo se dispersa em cima da superfície da água.

Fogo

A técnica de dispersão é mais devagar do que a absorção gerada por chamas no planeta. A consequência é que os gases de queimação também precisam se disseminar para o exterior para a aquisição de mais oxigênio, de forma que o fogo se torne maior. Porém, como sua extensão cresce em magnitude, mais calor é dissipado por meio da radiação, da mesma forma que o calor emitido de uma fogueira ou lareira. Se muito calor é perdido, o utensílio em chamas será arrefecido a uma temperatura menor que a temperatura de combustão, e o fogo se desfalecerá. Isso normalmente não ocorre na Terra uma vez que o ar é absorvido rápido o suficiente para carregar o combustível.

Fogo em naves espaciais normalmente são consequências de determinado tipo de ocorrência, como por exemplo, superaquecimento de instalações elétricas. Atear uma chama no lugar que existe pouca ou quase nenhuma gravidade seria mais simples do que na Terra, porém no caso de começar a queimar, ela seria um perigo menor do que seria na Terra.

Quando não existe essa força da gravidade, o ar que está sendo esquentando pela chama não se alastra. Sem essa compressão, o fogo facilmente continua aonde está, expandindo –se de forma igualitária ligado ao oxigênio que ali existir para ele absorver.

A pergunta que fica no ar é: É possível ter fogo em circunstância de gravidade zero? A resposta é sim! Porém esse fogo tem certas características distintas do fogo o qual a maioria das pessoas está acostumada.

Em situações de gravidade zero, a flama do fogo é azul e se expõe na forma esférica. Na Terra, no qual a presença de gravidade, os gases de todas as flamas são mais quentes e menos espessas do que o ar ao seu redor. Por esse motivo, a flama se movimenta para cima, no lugar em que existe menos pressão.

A queima em gravidade zero é analisada, dessa forma, como homogênea e encontrada em torno de um pavio com uma flama arredondada.

Microgravidade

A microgravidade ou também conhecida como ausência de peso é uma prática com inicio na queda livre, no qual não se apresenta um peso visível.

A falta de peso percebida na grande parte das naves espaciais não é produzida em razão de uma maior distancia da Terra: a velocidade de um corpo perante a atividade da gravidade em uma altitude de 100 km é somente 3% menor que a mesma só que na superfície terrestre. A falta de peso constitui uma Força G equivalente a zero ou um peso invisível proporcional a zero: a aceleração acontece somente em razão da gravidade, ao contrário das situações no qual demais forças estão agindo, abrangendo as seguintes circunstâncias:

– um indivíduo em pé no chão, ou sentado no piso ou em uma cadeira. Nesse caso a gravidade é nula por causa da reação oriunda do chão.

– voar de avião. Aqui a gravidade é nula pelo apoio que as asas demonstram.

– reentrada da atmosfera, pouso em um para-quedas. A gravidade é nula devido a resistência do ar.

– no decorrer de um exercício orbital feito por uma nave espacial. Nesse caso o foguete fornece impulsão.

A contestação é que a gravidade age exatamente em uma pessoa e demais massas, ao mesmo tempo em que forças como a propulsão e a resistência do ar agem primeiramente nos veículos, e o veículo age então no indivíduo. Na primeira situação, o veiculo e a pessoa são arrastados reciprocamente, ao mesmo tempo em que na outra situação o veículo adquiri a força e a conduz para o indivíduo.