Ligação PI


As ligações químicas, de uma forma geral, são as ligações efetuadas entre átomos e possuem o objetivo de constituírem moléculas. Na natureza existem vários elementos químicos e, por meio das ligações químicas, eles são capazes de formar novas substâncias.

Ligação PI

Entre os tipos de ligações químicas existentes é possível citar:

Ligação iônica: Acontece quando um elemento metálico reage com um elemento que não é metálico.

Ligação Covalente: Acontece quando existe o compartilhamento de elétrons entre átomos que podem ser semimetais, ametais ou hidrogênio. Vale lembrar que a ligação Pi é uma ligação covalente.

– Ligação Covalente Dativa: Esse tipo de ligação acontece quando um átomo compartilha os seus elétrons. A Ligação Dativa Covalente obedece à Teoria do Octeto, em que os átomos se agrupam na tentativa de ganhar oito elétrons na camada de valência para assim adquirirem uma estabilidade eletrônica.

– Ligação Metálica: Acontece entre metais, que são átomos que contam com uma elevada eletropositividade.

As características da Ligação Pi

A ligação Pi acontece no momento em que apenas substâncias moleculares se ligam por meio de orbitais atômicos que estão incompletos. Por causa disso, ela só acontece entre orbitais que são do tipo p. Dos três orbitais p, apenas dois podem efetuar a ligação pi, que são os orbitais verticais e os diagonais. O orbital horizontal é usado para representar a ocorrência da ligação do tipo sigma. Isso ocorre porque apenas esses dois eixos possuem a capacidade de ficar em paralelo com os mesmos eixos de outro átomo. Um exemplo de substância que apresenta a ligação pi em sua forma estrutural é a acetona.

Vale lembrar também que existe uma diferença entre a ligação pi e a ligação sigma. A ligação sigma está presente em todas as ligações covalentes, já a ligação pi, por sua vez, está presente apenas nos casos em que ocorrem dupla ou tripla penetração.

Sendo assim:

  • Ligação simples: Contém ligação sigma
  • Ligação Dupla: Conta com uma ligação simples e uma ligação pi
  • Ligação Tripla: Conta com uma ligação sigma e duas ligações pi.

Exemplos que contam com a ligação pi:

– O oxigênio: Esse elemento apresenta dois orbitais p que estão incompletos, sendo que um deles está destinado a efetuar a ligação sigma, que está no mesmo eixo, e o outro está destinado a efetuar a ligação pi, localizada no eixo paralelo.

– O Nitrogênio: Esse elemento conta com três orbitais p incompletos. Um deles está destinado a efetuar a ligação sigma, que ocorre no mesmo eixo, enquanto os outros dois efetuam a ligação pi.

É importante salientar que as ligações pi são dependentes das ligações sigma. Ou seja, uma ou duas ligações pi sempre estarão seguidas de uma ligação do tipo sigma.

Ligações químicas – Sigma e Pi

É por meio das ligações químicas que temos a presença de várias moléculas que são essenciais para o nosso cotidiano moderno. As ligações químicas denotam bastante importância seja no dia a dia quanto na indústria e nas fábricas.

No caso das ligações sigma e pi é possível analisar a superposição de orbitais. Quando um plano conta com uma densidade eletrônica que é nula, ele recebe o nome de plano nodal. É possível aferir que a ligação sigma não tem um plano nodal que conta com um eixo internuclear. Caso o orbital esteja ocupado por dois elétrons, é possível afirmar então que os átomos estão conectados por uma ligação sigma.

Já a ligação pi tem um plano nodal que conta com um eixo internuclear. Se o orbital pi for ocupado por dois elétrons, então irá resultar em uma ligação pi, que existe entre os dois átomos.

A ligação pi é características da ligação covalente. Exemplos de ligações covalentes são:

  • Oxigênio: Conta com uma ligação sigma e uma pi.
  • Água: Conta com duas ligações sigma.
  • Flúor: Conta com duas ligações sigma.

Um exemplo de ligação covalente é a dativa, que é também chamada de ligação coordenada. A ligação dativa acontece no momento em que um único átomo doa ambos os elétrons da ligação. Cada átomo, nesse caso, possui a capacidade de ceder apenas um par de elétrons para o outro átomo.

É pertinente salientar que a ligação covalente possui a tendência de ser mais forte que a ligação iônica, por exemplo. Diferente das ligações iônicas, em que os íons são mantidos atraídos por uma atração não direcional, as ligações covalentes, por sua vez, apresentam uma elevada tendência direcional. Por causa disso, as moléculas unidas por covalência apresentam a tendência de constituir um número considerado menor de formas características, denotando ângulos de ligação diferenciados.

Geralmente as ligações covalentes ocorrem entre os átomos que contam com eletronegatividades semelhantes e elevadas, normalmente entre dois elementos do tipo não metal, já que retirar por completo um elétron desse tipo de elemento é algo que exige uma considerável quantidade de energia.