Ligações Metálicas: Características e Ligas Metálicas


Antes mesmo de caracterizarmos as ligações metálicas, devemos destacar que quase todos os metais atualmente já identificados contam com propriedades tanto físicas quanto químicas muito semelhantes.

Entre elas, podemos dar destaque para algumas características: em primeiro plano, os metais têm uma grande tendência em perderem elétrons, contam com pontos de ebulição e de fusão muito altos, contam com um brilho único e característico e, ainda, possuem uma condutividade tanto térmica, quanto elétrica, muito maior.

Ligações Metálicas

Grande parte das propriedades que podemos notar semelhanças nos metais ocorre por conta de uma interação possível entre os átomos na própria rede cristalina que compõe o metal. Dessa forma, podemos notar que existe um mesmo modelo de ligação entre esses compostos, que se repetem várias e várias vezes nessa mesma rede. Sendo assim, esse é o processo que caracterizamos como ligação metálica.

O metal que conta com o maior ponto de fusão em toda a tabela periódica é o tungstênio, que conta com PE = 3422ºC. Isso tudo acontece por meio da interação de átomos que constitui o mesmo, e dessa forma, as forças de atração se tornam tão intensas que a quantia de energia para superá-las é muito grande. Por outro lado, podemos também considerar o ósmio, que é o metal mais denso, com 22,6 de densidade.

Mas é claro que existem também algumas exceções: mesmo que a grande maioria dos metais tenha um brilho característico e cinzento brilhante, alguns fogem à regra, como é o caso do cobre e do ouro. O cobre conta com uma estrutura avermelhada, enquanto o ouro pende mais para os tons dourados.

Características gerais do processo de ligação metálica

Como já podemos notar, uma amostra de metal se constitui por meio de uma grande quantidade de células, que sozinhas, acabam formando os cátions presentes nesse mesmo metal.

A ligação entre átomos presentes em um elemento de caráter metálico ocorre por meio da liberação dos elétrons presentes nas camadas mais externas dos compostos, o que por sua vez, caracteriza na formação dos cátions e das células unitárias.

Os cátions, agora, terão as suas cargas estabilizadas graças aos elétrons que anteriormente foram liberados e que, agora, envolvem-se nessa estrutura como se fosse uma verdadeira nuvem eletrônica.

Eles são dotados de um movimento específico e por isso são chamados de elétrons livres. E é quando estes decidem se movimentar que conseguimos entender porque os metais são ótimos condutores tanto térmicos quanto elétricos.

É possível afirmar que os metais são caracterizados como aglomerados tanto de cátions quanto de átomos neutros, que por sua vez, mergulham em uma verdadeira nuvem de elétrons livres. Essa nuvem é o que caracteriza a ligação metálica, que consegue manter os átomos sempre unidos.

As ligas metálicas

Até o presente momento já explicamos como acontecem as ligações metálicas e falamos dos metais em seu estado puro, considerando também as suas características próprias, como é o caso mercúrio, ouro, cobre e outros. Porém, no nosso dia a dia as ligações metálicas podem estar ainda mais presentes no que conseguimos a imaginar, por conta das ligas metálicas.

As ligas metálicas nada mais são então do que materiais que são compostos por propriedades de caráter metálicas. Mas, por outro lado, essas ligas contam também em sua composição com algum outro elemento que não é nenhum tipo de metal.

Dessa forma, as ligas metálicas são utilizadas preferencialmente no momento de fabricar alguns objetos, já que elas contêm algumas características únicas não encontradas em metais puros.

Um exemplo simples está nas próprias ligas de ouros que são produzidas e vendidas pelas joalherias. A principal característica que ocorre por meio dessa liga é que o material se torna mais duro, já que a liga de ouro é composta por meio de uma ligação entre a prata, o cobre e o próprio ouro.

Exemplos de ligas metálicas

E não para por aí, muitas são as ligas metálicas utilizadas no nosso cotidiano. Uma bem comum é a do bronze, formada por meio do estanho com o cobre. Esse material é utilizado principalmente em sinos e em estátuas.

O aço comum, por sua vez, é formado tanto por carbono como também por ferro, o que faz com que esse material se torne muito mais resistente às trações, sendo utilizado com frequência em produtos como fogões e geladeiras, além de participar também de grandes construções, como as de pontes.

As ligações metálicas de aço inoxidável também é uma das mais comuns. Ela é formada por meio da liga de carbono, cromo, níquel e ferro. E é por meio da ligação metálica entre esses que podemos fabricar uma série de utensílios para a cozinha, como é o caso, por exemplo, dos talheres e panelas. Além disso, muitas são as peças de carro que são formadas a partir desse material.

O principal benefício encontrado no aço inoxidável é o fato de que ele não enferruja de maneira alguma.