Radicais em Química Orgânica


Quando falamos em Química, logo nos lembramos da tabela periódica e todos os elementos que nela enxergamos, além disso, é possível também que nos lembremos de íons, hidrocarbonetos, ligações covalentes, entre outros. No entanto, quando falamos de química orgânica o que mais nos vem à cabeça são os radicais.

Eles nada mais são do que um conjunto de átomos que estão ligados entre si e que apresentam, obrigatoriamente, um ou mais elétrons livres, que na química chamamos de valências livres. Nesses radicais, que não possuem estruturas carregadas sendo neutros, um elétron do carbono acaba desemparelhado, ou seja, fica sozinho em um orbital.

Os radicais orgânicos surgem entre uma ligação covalente feita pelo carbono e o hidrogênio, por isso, recebem o nome de hidrocarbonetos. Os radicas surgem por meio de uma ruptura chamada de homolítica, que forma o radical livre neutro. Lembrando sempre que um radical é um grupo de átomos, não apenas um único átomo, e que possuem um ou mais elétrons em valência livre.

Radicais em Química

Esses radicais orgânicos pode ser divididos em 2 nomenclaturas distintas, que vamos apresentar abaixo.

Como são classificados os radicais na química orgânica

Antes de falarmos sobre suas classificações e o explicarmos de forma mais completa, é importante lembrar que os mais comumente encontrados são aqueles que se formam por uma estrutura de hidrogênio ou carbono.

– Radicais monovalentes: São aqueles radicais que apresentam apenas um elétron livre, por isso a nomenclatura mono. Esse elétron é um átomo de carbono que também receberá uma outra subdivisão, como veremos a seguir:
a) Alcoílas ou alquilas: são aqueles em que o elétron que está em valência livre pertence a um carbono e só possui ligações simples, H3C-CH2-
b) Alquinilas: Nesse caso o elétron pertence a um carbono e faz uma ligação tripla, sendo representado assim HC C-
c) Alquenilas: são aqueles elétrons que possui uma ligação dupla. Como acontece em H2C=CH-
d) Arilas: É aquele carbono de núcleo benzênico, que esta em um benzeno, e que possui apenas um elétron livre.

– Já os radicais bivalentes são aqueles que possuem dois elétrons livres que estão em um mesmo carbono ou até mesmo em carbonos diferentes e que também possuem uma subdivisão.
a) Alquilenos, que nada mais são do que aqueles elétrons livres que se encontram em carbonos distintos e que obrigatoriamente tem que ser saturados.
b) Alquilidenos, que são os elétrons que se encontram em um mesmo carbono e que também devem ser saturados.

Em ambos os casos é possível nomear esse radicais. Para isso, usamos um prefixo que irá nos mostrar qual a quantidade de átomos de carbono que esse radical possui. Já o sufixo usado mostrará a qual classe pertence o radical.

Como se nomeia os radicais

Para o prefixo nomeamos a quantidade de 1 a 10 carbonos, que fica assim:
– Met, para um único carbono
– Et, para dois carbonos
– Prop, para três carbonos
– But, para quatro carbonos
– Pent, para cinco carbonos
– Hex, para seis carbonos
– Hept, para sete carbonos
– Oct, para oito carbonos
– Non, para nove carbonos
– Dec, para dez carbonos

Já os sufixos, que dependem da classe dos radicais, também sofrerá uma subdivisão e contará com algumas terminações, como mostraremos a seguir.

Chamamos de Alquilas todos aqueles radicais que pertencem a classe já mostrada anteriormente e que podem receber o nome de Metil ou Metila, e Etil ou Etila.
1) Metil (ou metila) é o radical da classe das Alquilas que possui apenas um carbono. Sendo o Met de um único carbono e o ila de sua classe.

2) Etil (ou etila) é o radical da mesma classe que possui dois carbonos e por isso recebe o nome de et (dois carbonos) e ila (classe a qual pertence).

3) Propil (ou propila) é o radical que possui três carbonos dentro da classe das Alquilas. Nesse caso podemos ter ainda o Isopropil (ou isopropila) que nada mais é do que um radical que possui três carbonos, mas um delas possui um valência livre em seu carbono central.

4) Já nos radicais de quatro carbonos, as possibilidades são ainda maiores:
a) Isobutil (ou isobutila), quando a valência livre está no carbono que se liga com o carbono central.
b) Normal-butil ou n-butil, que é aquele em que a valência está no último carbono e eles ficam ligados em uma única linha.
c) Sec-butil ou s-butil, que tem a valência livre em seu carbono secundário, ou seja, estão em linha, mas a valência se encontra em um dos carbonos do centro.
d) Terc-butil ou t-butil, no qual a valência está em seu terceiro átomo de carbono.

Já para as Alquelinas, o carbono e ligação dupla (en) recebem também o sufixo Il(a) e recebem o prefixo com o número de carbonos.

1) Etenil ou Vinil: Para aqueles com dois carbonos.
2) Propenil, alil ou ISO-propenil, para aqueles que possuem três carbonos.

As Alquilinas tem o prefixo no número de carbonos, seguidos de in (para a ligação triplas) e o sufixo de Il(a).
1) Etinila: Com dois carbonos que possuem uma ligação tripla no radical.

Por último temos as Arilas: Que não possuem uma regra básica, mas que têm radicais muito conhecidos na química como o Fenil, Benzil, entre outros.