Reprocessamento Nuclear


Denomina-se de reprocessamento nuclear o método tecnológico de recuperação e separação química do urânio ou plutônio oriundo do combustível nuclear liberado por um reator nuclear. De uma forma mais simples, é o reaproveitamento da matéria-prima do combustível nuclear.

Reprocessamento Nuclear

Tanto o plutônio quando o urânio reprocessado integra a grande parte do material combustível liberado, e um ou outro é normalmente escolhido pelo alto índice de geração de energia irradiada pela fissão dos seus átomos. A maioria da reciclagem, aproximadamente 96%, incide a cerca do urânio, onde menos de 1% equivale ao isótopo físsil U-235 (normalmente entre 0,4 e 0,8%); por outro lado, o plutônio equivale a 1% do total, e é usado em sua grande maioria no combustível de óxido misto (MOX).

Como ocorre o reprocessamento nuclear?

O reprocessamento do combustível usado acontece através de diversas reações químicas, sendo um procedimento complicado, uma vez que muitos de seus constituintes são também radioativos. A constituição de urânio reprocessado vai depender do enriquecimento inicial e o instante em que o combustível foi utilizado no reator. Geralmente, o propósito do reprocessamento nuclear é acrescentar os componentes utilizáveis a um combustível novo de óxido mesclado (MOX).

Nas diversas reações químicas necessárias para a ocorrência do processo, o urânio e o plutônio são separados dos demais resíduos existentes nos combustíveis. Depois do seu término, esse método possibilita o reaproveitamento do plutônio em armas e reatores nucleares. Hoje em dia, não apenas o plutônio ou o urânio estão sendo reutilizados, como também todos os actinídeos. Existe inclusive uma atenção especialmente crescente em resgatar todos os actinídeos de extensa duração e reaproveitá-los em reatores mais rápidos, de forma que eles sirvam como consequência de uma fissão de pouca duração.

A prática de reprocessamento nuclear é frequente desde a década de 40. Isso é explicado pelo simples fato desses componentes serem, normalmente, de difícil incidência em todo o planeta, e esse método tem o benefício de impedir o desperdício de um recurso raro.

As vantagens e aplicações

No procedimento, o plutônio e o urânio não usados nos elementos combustíveis são regatados, impedindo o desperdício e fechando assim, o ciclo do combustível, onde existe um ganho de aproximadamente 25% mais energia em comparação ao urânio do procedimento original. Um segundo motivo é que, na teoria, o reprocessamento nuclear diminui o volume de material que será excluído como resíduo de alto risco em aproximadamente um quinto. Isso colabora também para uma maneira de utilização mais estável de energia, uma vez que a taxa de radioatividade no reprocessamento de resíduos é muito baixa e, depois de aproximadamente cem anos, reduz mais rapidamente em comparação com o combustível sem reprocessamento.

O procedimento de reaproveitamento tinha, no começo, como único sentido o campo militar e a construção de novas armas. Com o sucessivo uso desse material para objetivos pacíficos, em especial nas usinas que produzem energia elétrica, aparece a comercialização de energia nuclear. O material que foi reaproveitado começa a possuir uma nova função, em particular nos instantes de elevação no preço do plutônio e urânio.

Energia Nuclear

Energia nuclear é a energia emancipada no decorrer da fusão ou fissão dos núcleos atômicos. As quantidades de energia que podem ser adquiridas através dos procedimentos nucleares ultrapassam as que se pode conseguir por meio de procedimentos químicos, que só usam as regiões de fora do átomo.

Certos isótopos de alguns elementos possuem a capacidade de, por meio de reações nucleares, dissiparem energia no decorrer do processo. Baseia-se na razão que nas rações nucleares acontece uma conversão de massa em energia. A reação nuclear é a transformação da constituição do núcleo atômico de um componente podendo converter-se em outros elementos. Esse método acontece de forma espontânea em certos elementos; já em outros, provoca-se a reação mediante processos de bombardeamento de nêutrons ou outros.

Há duas maneiras de aproveitar a energia nuclear para transforma-la em calor:

Fissão nuclear: na qual o núcleo atômico de divide em dois ou mais.
Fusão nuclear: onde pelo menos dois núcleos atômicos se juntam para formar um novo núcleo.

O principal benefício da energia nuclear adquirida através da fissão é o não uso de combustíveis fósseis, não jogando na atmosfera gases tóxicos, e não sendo o encarregado pelo crescimento do efeito estufa.

A energia nuclear é umas das opções menos poluentes e possibilita obter muita energia em um espaço reduzido e instituições e usinas próximas dos centros consumidores, diminuindo o gasto de fornecimento de energia. Esse tipo de energia então se torna mais uma alternativa para atender com eficiência a necessidade enérgica do mundo atual.

A fissão nuclear do urânio é a aplicação civil dominante da energia nuclear. É utilizada em milhares de centros nucleares no mundo todo, especialmente em nações como o Japão, França, Estados Unidos, Suécia, Alemanha, Espanha, Rússia, China, Paquistão, Índia e Coréia do Norte.