Crítico de Arte


No âmbito social, muito se fala sobre a crítica de arte. Mas, talvez, a falta de especialização e informação para se tornar um faz com que muitos pensem: mas afinal, o que faz um crítico de arte e como é que posso entrar nessa área do conhecimento?

Se você também reúne dúvidas e questionamentos acerca do tema, fique ligado nesse artigo.

O crítico de arte é o indivíduo que atua na crítica da produção artística com base em suas experiências vivenciadas, além de estudos e pesquisas no segmento, envolvendo juízos de valor e análises capazes de definir e reconhecer diferentes modelos de produtos artísticos como tais.

Dessa forma, esse trabalho envolve julgamento – tanto positivo como negativo – interpretação, vivência, avaliação e é claro, gosto pessoal.

Crítico

O crítico é quem vai emitir os pareceres, manifestar o seu gosto e analisar em todos os aspectos o produto criado. Geralmente um crítico renomado dará as suas opiniões sobre as obras avaliadas em grandes veículos de comunicação, ou até mesmo, os canais especializados em arte.

Por mais que a popularização da arte já seja uma realidade, a verdade é que a crítica de arte ainda está relacionada com maior eficácia aos grupos sociais de renda elevada e principalmente no mundo ocidental.

No que se refere ao segmento, é certo afirmar que a produção artística não pode ser definida como uma ciência, uma vez que seus resultados não são absolutos e nem sequer conclusivos. A arte é subjetiva, deixando qualquer tipo de critério objetivo de lado – o crítico de arte deve ter isso em mente para que a sua análise seja realizada com eficácia.

Muitos são os críticos de artes que entram no segmento com o objetivo de analisar as obras que mais lhe interessam do ponto de vista pessoal, porém, é necessário aprofundamento em quaisquer circunstâncias. Esses profissionais devem saber realizar uma análise técnica, além de conhecer de forma concisa e clara os principais fundamentos da história da arte.

Com o que se preocupa o crítico de arte?

Algumas questões bem simples podem facilitar a compreensão acerca de uma determinada obra de arte, sendo elas também utilizadas no trabalho dos críticos de pintura, teatro, cinema, obras de arte, inspiradas em diferentes movimentos artísticos e assim por diante.

São eles:

• Quem foi o artista responsável por essa obra de arte?

• De quando data a obra e o que ela tem a ver com o contexto atual da história da arte?

• Existem fatores históricos que a circundam? Por quê?

• Nesse momento, qual o cenário que imperava?

• Quais são as influências pelas quais o artista se baseou para criação da obra?

Quando surgiu a crítica?

A crítica surgiu logo com o início do século XVIII, em um cenário que dava destaque para os salões artísticos e literários.
Dessa forma, a crítica se especializou para atender exposições periódicas, criando o seu público alvo em meio ao cenário midiático e o consumo cada vez mais alto das artes, principalmente no eixo-europeu.

O campo da arte ficou então dividido entre o estudo da história da arte, marcado principalmente pelos historiadores e antropólogos e com o estudo da arte contemporânea, ou seja, a avaliação do que é produzido agora. Mesmo assim não é certo criar uma barreira entre os dois campos de atuação, uma vez que eles acabam se entrelaçando de uma maneira ou de outra.

Crítica de arte no Brasil

No Brasil, o despertar desse interesse foi em 1826, na famosa Academia Imperial das Belas Artes, localizada no Rio de Janeiro. O local foi o primeiro a introduzir o ensinamento específico sobre o estilo artístico que é produzido em nosso território, o que alcançou os primeiros interessados na crítica de arte.

Certamente o primeiro nome que nos vem à cabeça no que se refere à atuação crítica no setor artístico é o de Manuel de Araújo Porto-Alegre, historiador da arte e pintor que posteriormente também se especializou na crítica.

Podemos concluir que a crítica de arte é sempre dotada de aspectos polêmicos, o que faz com que dificilmente chegue a uma resposta conclusiva e unanime. Um determinado crítico pode se identificar com uma obra, enquanto outro pode simplesmente não encontrar referências que a tornem positiva.

É muito comum também que a opinião dos críticos de arte esteja bem distante daquelas formadas pelo público que o consome. Muitas vezes também se instaura um “mal-estar” entre a atividade do artista e a análise realizada acerca de sua obra, mesmo que a crítica esteja sempre voltada para o objeto da arte e não diretamente para o seu autor.

No Brasil, a crítica profissional visa principalmente criar uma referência para o público, deixando de lado os estereótipos de que o crítico deve diminuir a grandeza da obra ou criar defeitos para ela. Alguns nomes que merecem destaque são: Angelo Agostini, Daniel Piza, Ferreira Gullar, Sérgio Milliet, Ronaldo Brito, Pardal Mallet, Mário Schenberg e outros.