Clarice Lispector


Clarice Lispector foi uma renomada jornalista e escritora de origem ucraniana e nacionalização brasileira, autora de contos, romances e ensaios sendo julgada uma das cronistas brasileiras mais respeitáveis do século XX e a maior autora judia desde Franz Kafka. Seus livros estão cheios de acontecimentos do dia a dia e histórias psicológicas, sendo julgado um de seus fundamentais aspectos a epifania de figuras comuns em situações do cotidiano.

Nasceu em uma casa judaica da Rússia que perdeu seu faturamento por causa da Guerra Civil Russa e se viu forçada a mudar em virtude da caça a judeus que estava sendo difundida então, ocasionando em vários massacres em massa. Clarice desembarcou no Brasil, ainda nova, em 1922, com as duas irmãs e seus pais. A autoria dizia não ter nenhuma relação com a Ucrânia e que sua real nação era o Brasil.

Lispector

No começo, a família passou uma rápida temporada em Maceió, até mudar-se para Recife, onde Clarice cresce e aos oito anos, sua mãe faleceu. Depois de três anos, mudou-se com as irmãs e os pais para o Rio de Janeiro, lugar que a família se consolidou, até o falecimento de seu pai, em 1940.

Cursou direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro, então reconhecida como Universidade do Brasil, ainda que, no período, ter manifestado mais disposição pelo método literário, onde entrou muito cedo como tradutora, logo se destacando como jornalista, escritora, ensaísta e contista, tornando-se uma das personalidades mais importantes do modernismo e da literatura brasileira e sendo julgada uma das principais autoridades da nova geração de autores brasileiros. É inserida pela crítica privilegiada entre os importantes escritores brasileiros do século XX.

Suas importantes obras indicam cada época de sua profissão. Seu livro de estréia foi Perto do coração; A paixão segundo G. H., Laços de famílias, Um sopro de vida e A hora da estrela são suas ultimas obras publicadas.

Morreu em 1977, somente um dia antes de fazer 57 anos, em conseqüência de um câncer de ovário. Deixou duas crianças e uma ampla produção literária formada por novelas, romances, crônicas e contos.

Jornalismo

A primeira obra divulgada na revista foi certamente Eu e Jimmy, em 10 de outubro de 1940, um conto com enredo feminista focado no convívio amoroso entre uma mulher e um homem. Após isso, conforme Tania, Clarice procurou entrar em contato com procedências para conseguir adentrar por definitivo na imprensa.

Mesmo com todos os empecilhos para entrar no ramo, onde, conforme Tania, você não conseguiria fazer nada se não tivesse contatos. Clarice entrou em contato com fontes para cooperar como tradutora na Agencia Nacional, uma agencia de noticias da administração. Como não tinha lugar para tradutor, foi indicada como repórter e editora, a única mulher que preenchia tal função.

Os funcionários da Agencia Nacional, relacionou-se com Lúcio Cardoso, um jornalista e escritor mineiro com 26 anos na época, mas já muito admirado no ramo literário. Criou uma forte relação de amizade com ele, que dividia as mesmas preferências literárias que ela, e chegou a fortalecer uma paixão não-correspondida, uma vez que Cardoso era homossexual. A amizade com Cardoso e com o resto dos funcionários abriu-lhe novas oportunidades literárias e profissionais, que fez com que ela começa-se a publicar e escrever prolificamente.

Em 1941, o exercício como repórter fez com que Clarisse fosse encaminhada para diferentes lugares, como, por exemplo, a abertura particular do Museu imperial em 1° de maio, em Petrópolis, no qual conheceu Getúlio Vargas; e em julho para Belo Horizonte. No decorrer das viagens, divulgou textos em jornais de vários lugares.

No dia 19 de janeiro, divulgou o artigo Onde se ensinará a ser feliz no jornal paulista Diário do Povo, a respeito de um evento dirigido pela primeira-dama Darcy Vargas. O conto trecho, do dia 9 de agosto saiu pela Vamos Ler!, a respeito do aguardo de uma mulher por seu parceiro em um bar; no dia 30 do mesmo mês, Cartas a Hermengardo, trilogia de escritos na semana de Dom Casmurro, designada ao público jovem da camada alta, onde uma mulher orienta um homem a escutar suas vocações.

Ainda no mesmo ano, escreveu demais contos que foram divulgados apenas na coleção póstuma A bela e a fera; Gertrudes pede um conselho, em setembro; Obsessão, em outubro, um dos seus contos de juventude mais extensos, cujo personagem principal, Daniel, reaparece em outro romance, O lustre, anos depois, e que era apoiado em Cardoso, um homem por quem a narradora da historia se apaixona e a guia; e Mais dois bêbados, em dezembro.

Também da entrada a novos planos na universidade, ainda visando o esquema penitenciário, por meio da cooperação com a revista universitária A Época, no qual divulgou os ensaios Deve a mulher trabalhar?, em setembro, e Observações sobre o fundamento do direito de punir, em agosto.