Milton Friedman


Milton Friedman, foi um importante estatístico, economista e escrito norte-americano, que por mais de três décadas, lecionou na Universidade de Chicago. No ano de 1976, Friedman recebeu por Ciências Econômicas o Prêmio Nobel. Atualmente, ele é conhecido por sua teoria e história monetária, por sua pesquisa sobre a análise de consumo e também pela complexidade da política de estabilização. Diversos áreas do campo da economia foram influenciadas por esse estatístico e por isso, foi caracterizado como sendo o economista mais influente que existiu na segunda metade do século XX.

Além disso, vale destacar que Milton Friedman é considerado ainda o teórico mais importante da Escola Monetarista, o que hoje conhecemos como neoliberalismo. Nascido em julho do ano de 1912, em Nova Iorque, na região do Brooklyn, Friedman era filho de mercadores de confecção que eram imigrantes russos judeus. As questões sobre finanças sempre estiveram presente em sua vida, e também na de seus irmãos, já que desde que se conheceu por gente, sua família sempre possuiu uma renda bem pequena.

Friedman

Juventude de Milton Friedman

Quando ainda era criança, mudou-se para Nova Jersey e antes mesmo de completar 16 anos, se formou em um conceituado colégio. Neste mesmo ano, seu pai veio a falecer.

Na Universidade de Rutgers, Friedman aprofundou seus estudos em economia e em matemática e foi influenciado por dois de seus professores, que acabaram o convencendo de que a Grande Depressão poderia ter fim com a economia moderna.

Com o objetivo de se especializar em economia, optou por fazer um curso de pós-graduação na Universidade de Chicago, depois de ganhar uma bolsa de estudos. Foi nesse período, que conheceu Rose Director, que viria a ser sua futura esposa e com que teve dois filhos. Além disso, na época em que morou em Chicago, que Friedman passou a estruturar as bases de seus pensamentos e ideias sobre o papel do mercado, do estado, da liberdade e da competitividade.

Já no ano de 1935, o economista realizou alguns estudos a respeito dos padrões de consumo de família, a partir do programa de reconstrução do New Deal. Isso porque ele não conseguiu nenhum emprego na área acadêmica. O New Deal se caracterizou como sendo um espécie de salva vidas para a maioria dos economista jovens.

Entre os anos de 1941 a 1943, trabalhou no Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, e de lá só saiu para lecionar na Universidade de Columbia, permanecendo no cargo até o ano de 1945. Depois, passou a lecionar na Universidade de Minnesota, até que foi substituído pelo recém licenciado George Stigler.

A partir de 1946, Friedman passou a ensinar na Universidade de Chicago, economia, onde permaneceu até o ano de 1976. John Maynard Keynes era nessa época, o economista mais respeitado do mundo, e apesar de ter ideias bem contrárias as dele, conseguiu ganhar espaço.

Durante o Plano Marshall, o economista trabalhou como consultor. O presidente Nixon, aplicou algumas de suas ideias durante o período em que governou o país. Suas ideias, passaram a ser colocadas em prática durante a década de 70, como por exemplo a de livre mercado, de organização econômica, o capitalismo competitivo e a livre concorrência, segundo a qual apenas os estados seriam capazes de estabelecer as regras de competição.

Por meio de privatizações, o estado de bem-estar social foi desmontado. Em consequência disso, o estado mínimo se estabeleceu, um estado totalmente idealizado por teóricos. Por causa de todas as suas contribuições no ramo econômico, Friedman ganhou no ano de 1976, o Prêmio Nobel de Economia.

Vida adulta e morte

Com 65 anos de idade, depois de ter lecionado por cerca de 30 anos na Universidade de Chicago, Friedman finalmente se aposentou. Então, resolveu mudar-se com sua esposa para San Francisco, onde mais tarde foi convidado para criar um programa de televisão onde pudesse apresentar suas filosofias no âmbito social e também econômico.

Durante três anos, trabalhou neste projeto. Inclusive, o livro que acompanha este projeto, foi o mais vendido na década de 80, e por isso, foi traduzido para 14 idiomas diferentes.

Atualmente, Friedman é visto como um dos mais influentes economistas de todo o século XX, se não for o mais.

Milton Friedman, faleceu aos 96 anos, no dia 16 de novembro do ano de 2006, em razão de um ataque cardíaco, na Califórnia, mais precisamente na cidade de São Francisco.

Sua política monetária foi um grande sucesso, no que diz respeito à recuperação das economias desenvolvidas que estavam estagnadas. Por isso, é correto dizer que Friedman é um grande defensor da democracia e da liberdade individual econômica. Durante sua vida, enfrentou diversas polêmicas, de diversas questões, como por exemplo da liberação de drogas, apesar de não recomendar o seu uso. Além disso, o economista defendeu um limitado governo, que garantia liberdade na economia, direito de propriedade, estabilidade no ramo monetário, e estado de direito.