Resumo Mário de Andrade


Mário de Andrade foi um dos maiores nomes da literatura brasileira, além de ter sido um dos pioneiros na poesia moderna nacional e a principal figura no movimento de vanguarda de São Paulo por duas décadas. Neste resumo, veremos tudo sobre a história do escritor e suas principais obras.

Resumo Mário de Andrade

Biografia

Mário Raul Moraes de Andrade era o nome completo do escritor, poeta, crítico literário, musicólogo e ensaísta brasileiro de maior destaque no Modernismo. Ele nasceu em 9 de outubro de 1893, em São Paulo, e por volta dos dez anos já começara a brincar com os primeiros versos e poemas cantados. Além disso, durante sua infância também foi considerado um pianista prodígio e foi autodidata em matérias como artes, poesia e história.

Em 1913, o irmão de Mário de Andrade morre em decorrência de um acidente em uma partida de futebol. Isso afeta bastante Andrade e, depois de se retirar com a família por um tempo em uma fazenda em Araraquara, ele retorna para estudar canto e teoria musical. O piano se tornara um instrumento inviável, devido aos tremores nas mãos que surgiram em Andrade nessa época.

Ao mesmo tempo em que se dedica a carreira de professor de música, Mário de Andrade também começa a se envolver mais seriamente com a literatura e, em 1917, ao se formar, lança também seu primeiro livro de poesia, “Há uma gota de sangue em cada poema”. No ano seguinte, passou a colaborar ocasionalmente em alguns jornais e revistas, como A Gazeta e O Echo, com crônicas e críticas de arte, além de se tornar professor no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, onde se formara.

Na década de 1920, o poeta passou a integrar um grupo de amigos denominado “Grupo dos Cinco”, composto dos poetas Oswald de Andrade e Menotti del Picchia e as pintoras Anita Malfatti e Tarsila do Amaral. Mário de Andrade trabalhou com alguns desses amigos na concepção e organização de um dos maiores acontecimentos no campo das artes do país: A Semana de Arte Moderna de 1922. O evento ocorreu entre os dias 11 e 18 de fevereiro, no Teatro Municipal de São Paulo, e atraiu um grande público que ajudou a diminuir o ceticismo e hostilidade com os quais eram vistos as inovações modernistas.

Dois anos depois, Andrade realiza a “Viagem da Descoberta do Brasil” com o Grupo dos Cinco, visitando cidades históricas de Minas Gerais e agregando ainda mais informações a sua vasta bagagem de conhecimentos culturais brasileiros. Suas colaborações em revistas e jornais continuam aumentando mais e mais e, em 1926, passa as férias escrevendo Macunaíma, que se tornaria sua maior obra.

Nos anos seguintes, Andrade passa a se dedicar a documentar a vida, a música e o folclore brasileiro em diversas cidades do interior, enquanto colabora com cada vez mais publicações, não apenas em São Paulo. Entre as viagens, que vão desde o sudeste até o nordeste do país, ele continua lecionando piano no Conservatório.

No âmbito político, Andrade se torna membro do Partido Democrático e apoia a revolução de 1930. Em conjunto com o escritor Paulo Duarte, Andrade organiza e, em 1935, se torna diretor do Departamento de Cultura e Recreação da Prefeitura Municipal de São Paulo, onde permanece até 1938. Ao exercer sua função, o poeta expandiu o trabalho que vinha realizando sobre a música e o folclore brasileiro e criou um grande acervo multimídia, o que formou uma Discoteca Municipal no Departamento de Cultura.

Nos anos seguintes, Andrade também fundou o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (1937), a Sociedade de Etnologia e Folclore de São Paulo (1939) e a Sociedade dos Escritores Brasileiros (1942). Depois de alguns anos vivendo no Rio de Janeiro, mudou-se de volta para São Paulo e chegou a ocupar novamente seu antigo cargo no Departamento de Cultura.

Em 25 de fevereiro de 1945, Mário de Andrade sofre um infarto em casa, aos 52 anos. Apenas 10 anos depois, com o falecimento de Getúlio Vargas (cujo governo era rejeitado pelo poeta), é que foram publicadas as Poesias Completas e Andrade foi consagrado como um dos maiores nomes culturais do Brasil.

Principais obras: resumo

  • Há uma Gota de Sangue em Cada Poema – 1917
  • Pauliceia Desvairada – 1922
  • A Escrava que não É Isaura – 1925
  • Losango Cáqui – 1926
  • Amar, Verbo Intransitivo – 1927
  • Ensaios Sobre a Música Brasileira – 1928
  • Macunaíma – 1928
  • Modinhas Imperiais – 1930
  • O Aleijadinho de Álvares De Azevedo – 1935
  • Poesias – 1941
  • O Movimento Modernista – 1942
  • Lira Paulistana – 1945
  • Contos Novos – 1947

Após sua morte, Mário de Andrade foi estudado, citado e homenageado repetidamente em todo tipo de mídia brasileira. Em 1960, seu nome foi dado para a Biblioteca Municipal de São Paulo e ao longo das décadas, diversos estudiosos organizaram as obras do poeta ou publicaram livros sobre sua vida, como Silviano Santiago e Eduardo Jardim.