Resumo sobre Aleijadinho


Vida envolta em dúvidas e trabalho em meio à adversidades são alguns dos fatos que rodeiam a história de Aleijadinho

Poucos identificariam o nome Antônio Francisco Lisboa, porém o nome Aleijadinho, que tornou Antônio Francisco popular, é uma referência na arte do Brasil e do mundo.

Toda a existência do escultor e entalhador ainda é cercada de grandes polêmicas e dúvidas. Por ter alcançado o reconhecimento de suas obras apenas depois de sua morte, muito pouco se sabe sobre a sua vida de fato e muitas vezes a sua trajetória é recontada apenas por meio de sua arte.

Um dos pontos mais polêmicos e que deve ser retratado neste resumo sobre Aleijadinho, é a teoria de que Aleijadinho, na realidade, não existiu. Toda essa questão foi levantada inicialmente pelo fato de que a primeira biografia de Antônio Francisco Lisboa foi publicada depois de cerca de 40 anos de sua morte.

Aleijadinho

Na década de 90, pesquisadores afirmaram acreditar que o artista foi uma invenção do governo Getúlio Vargas para reforçar a identidade nacional. Quem acredita na teoria, defende que um indivíduo mestiço, doente e sofredor e que supera as suas deficiências e tristezas por meio da arte é um perfil de ser humano interessante para ser um representante nacional, pois seria encarado como um mito.

Ainda nesta época, estudiosos chegaram a afirmar que mesmo uma pessoa com condições físicas perfeitas não conseguiriam criar todas as obras que levam o nome de Aleijadinho.

A História Pessoal

Independente do que acreditam os historiadores citados nos parágrafos acima do nosso resumo sobre Aleijadinho existem estudos a cerca de sua vida, com alguns detalhes sobre a sua biografia pessoal e artística.

Segundo eles, o escultor era filho do arquiteto e mestre de obras de origem portuguesa, Manuel Francisco Lisboa com uma escrava africana que pertencia a ele e que tinha o nome de Isabel.

Acredita-se que ele tenha nascido em 1738, pois sua certidão de óbito data de 18 de novembro de 1814, afirmando que, na ocasião de sua morte, Aleijadinho tinha 76 anos de idade. Porém, alguns registros fazem acreditar que o artista na verdade era mais velho, tendo nascido em 1730, mas é difícil afirmar algum fato de sua biografia com exatidão.

A primeira influência de Aleijadinho nos campos do desenho, arquitetura e escultura teria sido o seu pai, que em 1738, casou-se com a açoriana Maria Antônia de São Pedro, com quem teve quatro outros filhos que viviam na mesma casa do artista principal do nosso resumo sobre Aleijadinho. Aleijadinho costumava assistir o seu pai trabalhando em obras que ele produzia em locais como a Matriz de Antônio Dias e Casa dos Contos, muitas vezes auxiliando ou sendo auxiliado pelo tio do artista, Antônio Francisco Pombal, entre outros.

Mesmo com o interesse pelas artes, Aleijadinho teria frequentado o do Seminário dos Franciscanos Donatos do Hospício da Terra Santa em regime de internato, onde teve aulas em matérias como gramática, latim, matemática e religião durante os anos de 1750 e 1759.

Oito anos depois, em 1767, Aleijadinho perde o seu pai, mas não tem o direito de participar do seu testamento por se tratar de um filho bastardo. Mesmo assim, ao se tornar pai após um relacionamento que tivera com uma mulata, Aleijadinho homenageio o seu pai e registra o seu filho com o nome de Manuel Francisco Lisboa. Filho esse, que foi levado para longe do artista quando a sua companheira o abandonou mudando-se para o Rio de Janeiro. Porém, em 1804, o filho Manuel Francisco Lisboa, a Nora Joana e um neto aparecem na lista de dependentes do artista pelo censo.

Ainda de acordo com pesquisas, Aleijadinho que até então era saudável, frequentador de festas e apreciador das danças começa a adoecer gravemente. Até hoje não existe comprovação sobre qual foi o mal que atingiu o artista, porém as especulações giram principalmente em torno do diagnóstico de lepra.

Desde então a doença só se agravou, especialmente entre os anos de 1807 e 1809, período em que sua oficina é fechada, mas ele continua a desenvolver alguns trabalhos. Em 1812, a situação toma uma nova e pior proporção, obrigando o artista que já tinha suas capacidades motoras muito reduzidas e estava praticamente cego a se mudar para perto da Igreja do Carmo de Ouro Preto.

Após isso, Aleijadinho se muda novamente, desta vez, para a casa de sua nora, que foi responsável pelos últimos cuidados com o artista até o dia de sua morte. O sepultamento aconteceu na Matriz de Antônio Dias, em uma tumba no altar de Nossa Senhora da Boa Morte, na cidade mineira de Ouro Preto.

O primeiro projeto exclusivo de Aleijadinho surgiu em Ouro Preto (MG), em 1752 e se tratava de um desenho para o chafariz do pátio do Palácio dos Governadores. É importante informar neste resumo sobre Aleijadinho, que todas as suas obras estão localizadas apenas no estado de Minas Gerais. Além de Ouro Preto, existem obras nas cidades de Sabará, São João Del-Rei e Congonhas.

A última cidade, aliás, é a responsável por uma das mais importantes encomendas da carreira de Aleijadinho. Ela aconteceu em 1796 e trata-se das esculturas da Via Sacra e Os Profetas do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos.

Uma característica sempre citada sobre Aleijadinho é a sua força e o seu gosto para o trabalho, pois mesmo com deficiências sérias ele continuou a trabalhar de maneira inacreditável. Alguns pesquisadores afirmam que ele chegou a perder diversos dedos das mãos e dos pés, mas que mesmo assim continuava trabalhando com suas ferramentas amarradas aos braços.