Alfafetoproteína


A alfafetoproteína é produzida durante a gestação, durante a fase embrionária e, também, durante a fase de feto. É uma glicoproteína que é sintetizada pelo fígado, também chamada de AFP. A alfafetoproteína é extremamente importante para o desenvolvimento normal do feto e, por isso, deve ser medida durante a gestação.

O que é a alfafetoproteína

Conforme falamos, a alfafetoproteína é uma glicoproteína. Uma glicoproteína é uma proteína formada por cadeias de glicanos ou oligossacarídeos ligados de forma covalente a cadeias laterais de polipeptídeos.

A alfafetoproteína é produzida pelo saco gestacional, pelo fígado do feto e, em doses muito pequenas, pelo trato gastrointestinal. Ela passa também para o sangue da gestante, e a taxa máxima dessa proteína pode ser verificada em meados da 32ª semana de gestação. Essa descoberta foi feita na década de 60.

Alfafetoproteína

Logo após o nascimento, os níveis de alfafetoproteína caem drasticamente, saindo completamente do corpo do bebê até seu segundo ano de vida. Quando há a presença dessa proteína de forma muito elevada, existe a possibilidade de formação de tumores, principalmente câncer testicular ou em pacientes diagnosticados com seminoma.

Durante a gravidez, o nível de alfafetoproteína também é monitorado através da coleta de sangue da mãe, pois sua alteração pode indicar anomalias genéticas, como, por exemplo, uma probabilidade maior de apresentar espinha bífida, anencefalia ou outras anomalias. Portanto, durante a gravidez, o teste é feito durante diversos estágios. Nenhum deles é totalmente confiável, por isso, quando o índice de alfafetoproteína se mostra muito alto, é preciso confirmar o diagnóstico através de outros exames, como a ecografia ou uma amniocentese, que é um teste realizado com o líquido amniótico.

Mães que apresentem um elevado índice de alfafetoproteína durante a gestação também podem indicar que terão complicações durante a gravidez e até a morte prematura do feto.

Valores normais de alfafetoproteína

Há diferenças nos índices considerados normais de um laboratório para outro. O valor médio também altera a cada estágio da gravidez. São considerados normais os seguintes níveis em cada estágio:

* 32,4 ng/ml – até a 15ª semana de gestação
* 36,3 ng/ml – até a 16ª semana de gestação
* 42,3 ng/ml– até a 17ª semana de gestação
* 48,5 ng/ml – até a 18ª semana de gestação
* 56,1 ng/ml – até a 19ª semana de gestação
* 64,8 ng/ml – até a 20ª semana de gestação

Em recém-nascidos normais e sem nenhuma anomalia, podem ser encontrados altos índices de alfafetoproteína, chegando até 100 ng/ml, mas esses níveis tendem a baixar muito rapidamente.

Sobre o teste de Alfafetoproteína

Portanto, o teste para medir os níveis desta proteína geralmente acontece em gestantes para assegurar a saúde do embrião e do feto durante a gravidez. Mas existe também outro momento onde o teste é feito, que é quando alguém está passando por tratamento de câncer. Nesses casos, o teste vai indicar se o tratamento está tendo o efeito esperado no paciente. Em outro momento, o teste também é feito em pacientes que sofram de hepatite do tipo B, ou em pacientes que sofram de cirrose.

Em gestantes, um teste é realizado de forma quase que indolor, somente coletando o sangue da veia da mãe, como em um exame de sangue normal. Antes, o médico precisará saber a idade, o peso dela, já que os valores podem mudar conforme essas variáveis.

Variáveis que podem afetar o resultado do teste

Há uma média ideal dos níveis de alfafetoproteína no sangue da mãe durante cada fase da gestação. Trata-se de uma média, pois os níveis podem alterar conforme idade, peso e até raça da mãe. Além destas que citamos, outras variáveis podem acontecer na hora de medir o índice. Entre elas, podemos citar:

* Gestação de gêmeos – univitelinos ou bivitelinos
* Diabetes durante a gestação
* Gestantes fumantes
* Se a gestante passou por algum teste que utilizou meios radioativos

Conclusão

Para concluir, é sempre importante que uma gestante faça o acompanhamento completo durante o período de gravidez para garantir a saúde do bebê, bem como a segurança dela mesma. Os exames feitos para aferir os índices de alfafetoproteínas, sozinhos, não são capazes de garantir que o feto de fato possui alguma anomalia ou que seja totalmente saudável. O teste, em si, é somente um indicativo de que algo não está conforme o esperado e outros testes devem ser realizados.

Para garantir a qualidade de vida de um feto é primordial que as gestantes cuidem de seu bem-estar, mais do que nunca, durante a gestação. O uso de drogas, álcool e cigarro podem afetar a vida do bebê e até causarem a morte.

Fora o momento de gestação, um teste de índices de alfafetoproteína pode ser feito quando há a desconfiança da presença de alguns tipos de câncer, cirrose, tirosinemia hereditária, hepatite viral aguda, hepatite do tipo B, hepatite crônica, ataxia telangiectasia, hiperbilirrubinemia neonatal, entre outras doenças.